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Hacker

INTRODUÇÃO
Nos dias de hoje, o termo ‘hacker’ ganhou, junto de uma opinião pública predominantemente moldada pela mídia, uma conotação negativa, que pode nem sempre corresponder à realidade. O sentido comum que damos a este termo próprio dos finais do século XX conduz-nos a um universo obscuro, onde impera a criminalidade, e onde supostamente encontramos grupos de indivíduos que se dedicam à estranha atividade de invadir a privacidade dos usuários de computador e empresas, e cometer furtos e provocar danos (em vários níveis) através dos sistemas de informática.
Este conceito distorcido da realidade levou o termo "hacker" a tornar-se uma denominação geral que reporta aos delinqüentes de informática, sem que se tenha em conta quaisquer parâmetros de como sejam os objetivos e ou formas de atuação destes indivíduos. Desta forma, tende-se generalizar os chamados "piratas cibernéticos" na denominação "hacker", o que criou um "clima de opinião" em forma de protesto publicado em vários sites na Internet por aqueles que afirmam serem os verdadeiros "hackers".
Os hackers têm levado toda a culpa por ataques a sites, invasões de lojas virtuais e roubo de cartões de crédito na Internet. Existe uma grande diferença entre "hacker" ético (ou hacker do bem) e crackers, estes sim os verdadeiros réus. Hacker ético é um profissional especializado em redes, contratado por empresas de segurança para sua proteção. De outro lado estão os crackers, com a intenção de destruir ou se apropriar de informações alheias.
"O cracker é o invasor que quer quebrar a segurança de um sistema e provocar estragos, pelo simples prazer de satisfação ou por ganhos financeiros. Normalmente é um hacker de nível avançado, que sabe tudo sobre sistemas operacionais e "linguagens de baixo nível”, e que não só invade, mas também cria programas para fazer o trabalho sujo", explica André Diamand, Diretor da Future Technologies (www.fti.com.br) e é hacker assumido. "Do bem".

A ORIGEM
Hacker é uma palavra inglesa que não possui uma tradução exata para a língua portuguesa, a tradução mais próxima seria "fuçador", ou "aquele que aprende fuçando". Esse termo é usado para designar pessoas que criam e modificam softwares e hardware de computadores.
Entre programadores, a palavra refere-se a pessoas habilidosas em programação, administração e segurança. Em algumas comunidades pessoas relativamente sem habilidade em programação e comumente na mídia usam o termo hacker para designar crackers, ou seja, pessoas que praticam atos ilegais ou sem ética.
A origem do termo é anterior a era da informática, quando existiam artesãos que usavam como principal ferramenta de trabalho o machado. Eles foram os primeiros hackers. Originalmente a palavra indica um especialista em qualquer área. Ao longo do tempo, com a informatização, o termo começou a ser utilizado mais freqüentemente para a área de informática, designando especialistas em computação.
Hacker é um programador que cria hacks, ou seja, cria uma série de modificações para explorar ou estender o código existente. Na segurança, hacker é uma pessoa hábil a explorar um sistema para ganhar acesso não autorizado, com uma série de habilidades e táticas. No mundo da tecnologia, hacker significa uma pessoa que faz as coisas funcionarem melhor com sua própria habilidade, um exemplo é um hacker de hardware, que modifica hardware ou aumenta a velocidade do processamento, a fim de ganhar mais desempenho.

QUEM SÃO ELES?
Em primeiro lugar, deve-se perceber que os hackers não são os bandidos. Pois são os hackers, e somente eles, que descobrem as falhas nos sistemas de transações eletrônicas, sistemas de comunicação digital, redes empresariais, seguranças de cartões de crédito ou qualquer outro dinheiro eletrônico, e principalmente, as falhas do sistema que todas as pessoas usam em seus computadores.
Nenhuma empresa gosta de admitir que haja falhas em seus sistemas, e algumas inclusive as provocam conscientemente, com fins nada próprios de uma empresa séria. O hacker, ao descobrir estas falhas, as torna públicas, e isto obriga as empresas a fornecer atualizações para o concerto do sistema.
Porém o termo hacker encontra-se largamente associado à crackers, que praticam atividades criminosas, como invasão de computadores, furto de informações, depredação de sites, etc. (usando varias técnicas e tecnologias), e são as ações dessas pessoas que distorceram o conceito de hacker, pois os crackers se dominam como hackers. Essa associação direta é criticada por vários segmentos, principalmente pela comunidade de software livre que utiliza o termo para designar seus principais programadores, bem como os próprios especialistas que não se identificam com a vertente obscura e criminosa. E apesar de ambas vertentes (criminosa e não-criminosa) incluírem verdadeiros especialistas, surgiu a necessidade de se fazer a distinção. Estes são alguns termos utilizados na segurança da informação para diferenciar os tipos de hacker:
• White hat: (aka hacker ético) hacker em segurança, utiliza os seus conhecimentos na exploração e detecção de erros de concepção, dentro da lei. A sua atitude ao encontrar falhas de segurança é a de entrar em contato com os responsáveis pelo sistema, comunicando o fato.
• Black hat: (aka cracker ou dark-side hacker) criminoso ou malicioso hacker, um verdadeiro cracker.
• Scrip kiddie: Individuo que não tem domínio dos conhecimentos de programação, pouco experiente, com poucas noções de informática, porém tenta fazer-se passar por um hacker ou cracker a fim de obter fama, o que acaba gerando antipatia por parte dos hackers verdadeiros.
• Newbie: É aquele jovem aprendiz de hacker que possui uma sede de conhecimento incrível, pergunta muito e é ignorado e ridicularizado na maioria das vezes, ao contrario dos lammers não tenta se pôr acima dos outros, geralmente é muito simples e possui uma personalidade ainda fraca.
• Phreaker: cracker especialista em telefonia móvel ou fixa, consegue invadir centrais telefônicas, o que lhes permite, entre outras coisas, efetuar ligações internacionais sem pagar, fazendo assim ataques a partir de servidores situados em outros países. Geralmente um phreaker é um ex-funcionário de companhias telefônicas, que usa exclusivamente seus conhecimentos para prejudicar as empresas de telefonia.
• Lamers: São geralmente garotos sem vida social, que saem pela Internet catando programinhas feitos por crackers e assim conseguem invadir algum sistema insignificante e mal protegido e já saem falando por aí que são hackers. É muito fácil distinguir uma lamer de um hacker: Basta usar o seguinte raciocínio: Quem sabe não fala; quem fala não sabe.
• Warez: São os crackers denominados como "piratas", que quebram a proteção de programas, como os que rodam somente com o CD original, os distribuídos com o tempo de avaliação, e também distribuem pequenos programinhas, chamados craks, que quando executados geram senhas de programas ou modificam arquivos do sistema para fazer com que um determinado software instalado como demonstração, passe a funcionar como completo.
A comunidade de hackers é bastante restrita e cheia de regras sociais e morais não escritas. Somente é hacker quem passa a ser reconhecido como tal por outras pessoas, e não quem fala que é.

OS CRIMINOSOS MAIS FAMOSOS
Para se chegar a ser um cracker antes se é um hacker, dando a má fama para a classe não criminosa, pois se uma pessoa vai presa por causar danos, esta deveria ser chamada de crackers, mas os jornais a divulgam como hacker.
Abaixo, exemplificaremos alguns hackers / crackers mais famosos:
Kevin David Mitnick: O hacker mais famoso do mundo, preso depois de meses e uma intensa caçada digital. Crimes: Fraudes no sistema telefônico dos EUA roubam de informações empresariais e invasão de sistemas governamentais. Foi solto há alguns anos e hoje tem uma empresa de consultoria de segurança, faz palestras, escreve livros sobre falhas de sistemas, e com certeza está ganhando mais dinheiro do que antes de ser preso.
John Draper: Introduziu o conceito de phreaker ao conseguir fazer ligações gratuitas utilizando um apito de plástico, brinde de uma caixa de cereais.
Kevin Poulsen, Mark Abene, Johan Helsinguis, Vladimir Levin, Robert Morris, também são alguns dos hackers/crackers mais famosos.

CONCLUSÃO
Originalmente a palavra Hacker indica um especialista em qualquer área. Ao longo do tempo, com a informatização, o termo começou a ser utilizado mais freqüentemente para a área de informática, designando especialistas em computação.
A tentativa é de classificar os Hackers como pessoas que promovem a liberdade de expressão e de informações, e os crackers como causadores de prejuízo, causando uma confusão de sentidos, porque muitas vezes para promover a livre informação é preciso crackear, fazendo do legítimo Hacker, também um Cracker.
Os Hackers em geral, partem do princípio de que todo sistema de segurança tem uma falha e a função deles é encontrar essa porta, seja qual for à finalidade. Eles construíram a Internet, fizeram do sistema operacional Unix o que ele é hoje, mantêm a Usenet, fazem o World Wide Web funcionar.
Para os que cometem fraudes, na legislação brasileira, as penalidades são de certo modo precárias, para os crimes mais graves aplicados através da Internet recebem o rótulo de estelionato.

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