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Como funciona a Bios

Um dos usos mais comuns da memória flash é o do sistema básico de entradas/saídas do computador, conhecido como memória BIOS (Basic Input/Output System) ou simplesmente BIOS. Em praticamente todos os computadores, a BIOS assegura que todos os outros chips, discos rígidos, portas e CPU funcionem em conjunto.

Todo computador do tipo desktop e laptop de propósito geral contém um microprocessador como unidade central de processamento. O microprocessador é um componente de hardware( veja como funciona os processadores para mais informações). Para fazer seu trabalho, o microprocessador executa um conjunto de instruções conhecido como software. Você provavelmente já está bem familiarizado com dois tipos de software diferentes:
  • o sistema operacional - o sistema operacional fornece um conjunto de serviços para os aplicativos em execução em seu computador e também fornece a interface de usuário fundamental para seu computador. Windows e Linux são exemplos de sistemas operacionais;
  • os aplicativos - aplicativos são trechos de software programados para efetuar tarefas específicas. Agora mesmo você pode estar executando, além de um aplicativo de navegação (ou browser), um aplicativo de processamento de texto, um aplicativo de e-mail e assim por diante. Você também pode comprar novos aplicativos e instalá-los em seu computador.
Acontece que a memória BIOS é o terceiro tipo de software que seu computador precisa para operar com êxito. Neste artigo, você aprenderá tudo sobre a BIOS: o que ela faz, como configurá-la e o que fazer caso sua BIOS precise de atualização.

O que faz a Bios

O software da BIOS tem diversos papéis diferentes, mas o mais importante é o carregamento do sistema operacional. Quando você liga seu computador e o microprocessador tenta executar sua primeira instrução, ele tem que obter essa instrução de algum lugar. Ele não pode obtê-la do sistema operacional porque esse sistema se localiza no disco rígido e o microprocessador não pode se comunicar com ele sem algumas instruções que digam como fazê-lo. A BIOS fornece essas instruções. Algumas das outras tarefas comuns que a BIOS executa incluem:
  • um auto-teste durante a energização (POST - Power On-Self Test) para todos os diferentes componentes de hardware no sistema, para assegurar que tudo esteja funcionando corretamente;

  • ativação de outros chips da BIOS em diferentes cartões instalados no computador. Por exemplo, placas SCSI e de vídeo freqüentemente possuem seus próprios chips de BIOS;

  • fornecimento de um conjunto de rotinas de baixo nível que o sistema operacional usa para interfacear de diferentes dispositivos de hardware. São essas rotinas que dão à BIOS o seu nome. Elas administram coisas como o teclado, o monitor de vídeo, a porta serial e as portas paralelas, especialmente quando o computador está sendo inicializado;

  • gerenciamento de diversos parâmetros para os disco rígido, relógio, etc.
A BIOS é um software especial que faz a interface dos principais componentes de hardware de seu computador com o sistema operacional. Ela geralmente é armazenada em um chip de memória flash na placa de vídeo, mas algumas vezes o chip é de um outro tipo de ROM.

Quando você liga seu computador, a BIOS faz diversas coisas. Esta é a seqüência normal:
  1. verifica a configuração (setup) da CMOS para os ajustes personalizados
  2. carrega os manipuladores de interrupção e acionadores (drivers) de dispositivos
  3. inicializa registradores e gerenciamento de energia
  4. efetua o autoteste durante a energização (POST)
  5. exibe as configurações do sistema
  6. determina quais dispositivos são inicializáveis
  7. começa a seqüência de inicialização (conhecida como bootstrap ou, de forma mais reduzida, como boot
A primeira coisa que a BIOS faz é verificar a informação armazenada em uma minúscula quantidade de RAM (64 bytes) localizada em um chip fabricado com a tecnologia CMOS (Complementary Metal Oxide Semicondutor). A Configuração da CMOS fornece informações detalhadas particulares para seu sistema e pode ser alterada de acordo as mudanças do sistema. A BIOS usa essas informações para modificar ou complementar sua programação padrão conforme necessário. Vamos falar mais sobre essas configurações daqui a pouco. Manipuladores de interrupção são pequenos trechos de software que atuam como tradutores entre os componentes do hardware e o sistema operacional. Por exemplo, quando você pressiona uma tecla, o evento associado ao sinal é enviado para o manipulador de interrupção do teclado, que informa à CPU do que se trata e o envia esse evento para o sistema operacional. Os drivers de dispositivos são outros trechos de software que identificam os componentes básicos do hardware como teclado, mouse, disco rígido e disco flexível. Como a BIOS está constantemente interceptando sinais de e para o hardware, ela geralmente é copiada (espelhada) na RAM para ser executada mais rapidamente.

Configurando a Bios

Na lista anterior, você viu que a BIOS verifica a configuração da CMOS quanto a configurações personalizadas. Eis o que se deve fazer quando você deseja alterar essas configurações.

Para entrar na Configuração de CMOS, você deve pressionar uma determinada tecla ou combinação de teclas durante a seqüência de partida inicial. A maioria dos sistemas usa "Esc," "Del," "F1," "F2," "Ctrl-Esc" ou "Ctrl-Alt-Esc" para entrar na configuração. Há geralmente uma linha de texto na parte inferior da tela que informa "Press ____ to Enter Setup".

Assim que você entrar no Setup, verá um conjunto de telas de texto com algumas opções. Algumas delas são padronizadas, enquanto outras variam de acordo com o fabricante da BIOS.

  • System Time/Date - ajusta a data e a hora do sistema.
  • Boot Sequence - a ordem na qual o BIOS tentará carregar o sistema operacional.
  • Plug and Play - um padrão para auto-detecção de dispositivos conectados. Deve ser ajustado para "Yes" (sim) caso seu computador e sistema operacional suportem essa opção.
  • Mouse/Keyboard - "Enable Num Lock" (habilitar teclado numérico), "Enable the Keyboard" (habilitar teclado), "Auto-Detect Mouse" (auto-detectar o mouse).
  • Drive Configuration - configura os discos rígidos, CD-ROM e discos flexíveis.
  • Memory - direciona a BIOS para ser espelhada para um endereço específico da memória.
  • Security - estabelece uma senha para acesso ao computador.
  • Power Management - seleciona o uso do gerenciamento de energia, assim como estabelece o tempo de espera (standby)e suspensão (suspend).
  • Exit - salva suas alterações, descarta suas alterações ou restaura os ajustes-padrão.
Tome muito cuidado quando fizer alterações da configuração. Ajustes incorretos podem impedir que seu computador inicialize. Quando você tiver finalizado suas alterações, deverá escolher a opção "Save Changes" e sair. Então a BIOS tentará reiniciar seu computador para que os novos ajustes tenham efeito.

A BIOS usa a tecnologia CMOS para salvar as alterações feitas nos ajustes do computador. Com essa tecnologia, uma pequena bateria de lítio ou Ni-Cad pode fornecer energia suficiente para conservar os dados durante anos. De fato, alguns dos chips mais recentes possuem uma pequena bateria de lítio com capacidade para 10 anos incluída no chip CMOS.


Atualizando sua BIOS

Às vezes, um computador precisará atualizar sua BIOS. Isso vale principalmente para máquinas mais antigas. À medida que surgem novos dispositivos e padrões, a BIOS necessita mudar para aceitar o novo hardware. Como a BIOS é armazenada em alguma forma de ROM, sua alteração é um pouco mais difícil do que a atualização da maioria dos outros tipos de software.

Para alterar a própria BIOS, você provavelmente precisará de um programa especial fornecido pelo fabricante do computador ou da BIOS. Veja as informações de revisão e data da BIOS exibidas durante o boot do sistema ou verifique com o fabricante de seu computador (ou de sua placa-mãe) para descobrir o tipo de BIOS. Então vá ao site do fabricante da BIOS para ver se há uma atualização disponível. Faça o download da atualização e do programa utilitário necessário para a sua instalação. Algumas vezes o utilitário e a atualização são combinados em um único arquivo para o download. Copie o programa junto com a atualização da BIOS em um disquete. Reinicie seu computador com o disquete inserido no drive para que o programa apague a BIOS antiga e escreva a nova. Você pode encontrar um assistente de BIOS, que poderá fazer uma verificação da sua BIOS, em Bios upgrade (em inglês). Sistemas mais modernos já conseguem fazer atualização da BIOS dentro do próprio sistema operacional, facilitando a vida do usuário.

Os principais fabricantes de BIOS são:

  • American Megatrends inc. (em inglês)
  • Phoenix Technologies (em inglês)
  • ALi
  • Winbond (em inglês)

Da mesma forma que para a configuração de CMOS, tome cuidado quando fizer a atualização da BIOS. Assegure-se de fazer a atualização para uma versão que seja compatível com o sistema de seu computador. Caso contrário, você poderá corromper a BIOS, o que significa que ela não será capaz de inicializar seu computador. Se estiver em dúvida, verifique com o fabricante de seu computador para assegurar que você precisa de uma atualização.



Firewall (em português: muro corta-fogo) é o nome dado ao dispositivo de uma rede de computadores que tem por objetivo aplicar uma política de segurança a um determinado ponto de controle da rede. Sua função consiste em regular o tráfego de dados entre redes distintas e impedir a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados de uma rede para outra. Este conceito inclui os equipamentos de filtros de pacotes e de proxy de aplicações, comumente associados a redes TCP/IP.

Os primeiros sistemas firewall nasceram exclusivamente para suportar segurança no conjunto de protocolos TCP/IP (ver história).

O termo inglês firewall faz alusão comparativa da função que este desempenha para evitar o alastramento de acessos nocivos dentro de uma rede de computadores a uma parede corta-fogo (firewall), que evita o alastramento de incêndios pelos cômodos de uma edificação.

Existe na forma de software e hardware, ou na combinação de ambos (neste caso, normalmente é chamado de "appliance"). A complexidade de instalação depende do tamanho da rede, da política de segurança, da quantidade de regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado.Firewall (em português: muro corta-fogo) é o nome dado ao dispositivo de uma rede de computadores que tem por objetivo aplicar uma política de segurança a um determinado ponto de controle da rede. Sua função consiste em regular o tráfego de dados entre redes distintas e impedir a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados de uma rede para outra. Este conceito inclui os equipamentos de filtros de pacotes e de proxy de aplicações, comumente associados a redes TCP/IP.

Os primeiros sistemas firewall nasceram exclusivamente para suportar segurança no conjunto de protocolos TCP/IP.

O termo inglês firewall faz alusão comparativa da função que este desempenha para evitar o alastramento de acessos nocivos dentro de uma rede de computadores a uma parede corta-fogo (firewall), que evita o alastramento de incêndios pelos cômodos de uma edificação.

Existe na forma de software e hardware, ou na combinação de ambos (neste caso, normalmente é chamado de "appliance"). A complexidade de instalação depende do tamanho da rede, da política de segurança, da quantidade de regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado.
Proxy Firewall ou Gateways de Aplicação

Os conceitos de gateways de aplicação (application-level gateways) e "bastion hosts" foram introduzidos por Marcus Ranum em 1995. Trabalhando como uma espécie de eclusa, o firewall de proxy trabalha recebendo o fluxo de conexão, tratando as requisições como se fossem uma aplicação e originando um novo pedido sob a responsabilidade do mesmo firewall (non-transparent proxy) para o servidor de destino. A resposta para o pedido é recebida pelo firewall e analisada antes de ser entregue para o solicitante original.

Os gateways de aplicações conectam as redes corporativas à Internet através de estações seguras (chamadas de bastion hosts) rodando aplicativos especializados para tratar e filtrar os dados (os proxy firewalls). Estes gateways, ao receberem as requisições de acesso dos usuários e realizarem uma segunda conexão externa para receber estes dados, acabam por esconder a identidade dos usuários nestas requisições externas, oferecendo uma proteção adicional contra a ação dos crackers.
Desvantagens

* Para cada novo serviço que aparece na Internet, o fabricante deve desenvolver o seu correspondente agente de Proxy. Isto pode demorar meses, tornando o cliente vulnerável enquanto o fabricante não liberta o agente específico. A instalação, manutenção e atualização dos agentes do Proxy requerem serviços especializados e podem ser bastante complexos e caros;
* Os proxies introduzem perda de desempenho na rede, já que as mensagens devem ser processadas pelo agente do Proxy. Por exemplo, o serviço FTP manda um pedido ao agente do Proxy para FTP, que por sua vez interpreta a solicitação e fala com o servidor FTP externo para completar o pedido;
* A tecnologia atual permite que o custo de implementação seja bastante reduzido ao utilizar CPUs de alto desempenho e baixo custo, bem como sistemas operacionais abertos (Linux), porém, exige-se manutenção específica para assegurar que seja mantido nível de segurança adequado (ex.: aplicação de correções e configuração adequada dos servidores).

Stateful Firewall (Firewall de Estado de Sessão)

Os firewalls de estado foram introduzidos originalmente em 1991 pela empresa DEC com o produto SEAL, porém, não foi até 1994, com os israelenses da Checkpoint, que a tecnologia ganharia maturidade suficiente. O produto Firewall-1 utilizava a tecnologia patenteada chamada de Stateful Inspection, que tinha capacidade para identificar o protocolo dos pacotes transitados e "prever" as respostas legítimas. Na verdade, o firewall guardava o estado de todas as últimas transações efetuadas e inspecionava o tráfego para evitar pacotes ilegítimos.

Posteriormente surgiram vários aperfeiçoamentos, que introduziram o Deep Packet Inspection, também conhecido como tecnologia SMLI (Stateful Multi-Layer Inspection), ou seja Inspeção de Total de todas as camadas do modelo ISO/OSI (7 camadas). Esta tecnologia permite que o firewall decodifique o pacote, interpretando o tráfego sob a perspectiva do cliente/servidor, ou seja, do protocolo propriamente dito e inclui técnicas específicas de identificação de ataques.

Com a tecnologia SMLI/Deep Packet Inspection, o firewall utiliza mecanismos otimizados de verificação de tráfego para analisá-los sob a perspectiva da tabela de estado de conexões legítimas. Simultaneamente, os pacotes também vão sendo comparados a padrões legítimos de tráfego para identificar possíveis ataques ou anomalias. A combinação permite que novos padrões de tráfegos sejam entendidos como serviços e possam ser adicionados às regras válidas em poucos minutos.

Supostamente a manutenção e instalação são mais eficientes (em termos de custo e tempo de execução), pois a solução se concentra no modelo conceitual do TCP/IP. Porém, com o avançar da tecnologia e dos padrões de tráfego da Internet, projetos complexos de firewall para grandes redes de serviço podem ser tão custosos e demorados quanto uma implementação tradicional.
Firewall de Aplicação

Com a explosão do comércio eletrônico, percebeu-se que mesmo a última tecnologia em filtragem de pacotes para TCP/IP poderia não ser tão efetiva quanto se esperava. Com todos os investimentos dispendidos em tecnologia de stateful firewalls, os ataques continuavam a prosperar de forma avassaladora. Somente a filtragem dos pacotes de rede não era mais suficiente. Os ataques passaram a se concentrar nas características (e vulnerabilidades) específicas de cada aplicação. Percebeu-se que havia a necessidade de desenvolver um novo método que pudesse analisar as particularidades de cada protocolo e tomar decisões que pudessem evitar ataques maliciosos contra uma rede.

Apesar de o projeto original do TIS Firewall concebido por Marcos Ranum já se orientar a verificação dos métodos de protocolos de comunicação, o conceito atual de Firewall de Aplicação nasceu principalmente pelo fato de se exigir a concentração de esforços de análise em protocolos específicos, tais como servidores Web e suas conexões de hipertexto HTTP. A primeira implementação comercial nasceu em 2000 com a empresa israelense Sanctum, porém, o conceito ainda não havia sido amplamente difundido para justificar uma adoção prática.

Se comparado com o modelo tradicional de Firewall -- orientado a redes de dados, o Firewall de Aplicação é frequentemente instalado junto à plataforma da aplicação, atuando como uma espécie de procurador para o acesso ao servidor (Proxy).

Alguns projetos de código-aberto, como por exemplo o ModSecurity para servidores Apache, têm por objetivo facilitar a disseminação do conceito para as aplicações Web.
Vantagens

* Pode suprir a deficiência dos modelos tradicionais e mapear todas as transações específicas que acontecem na camada da aplicação Web proprietária;
* Por ser um terminador do tráfego SSL, pode avaliar hipertextos criptografadas (HTTPS) que originalmente passariam despercebidos ou não analisados por firewalls tradicionais de rede;

Desvantagens

* Pelo fato de embutir uma grande capacidade de avaliação técnica dos métodos disponibilizados por uma aplicação (Web), este tipo de firewall exige um grande poder computacional—geralmente traduzido para um grande custo de investimento;
* Ao interceptar aplicações Web e suas interações com o cliente (o navegador de Web), pode acabar por provocar alguma incompatibilidade no padrão de transações (fato que exigirá, sem sombra de dúvidas, um profundo trabalho de avaliação por parte dos implementadores);
* Alguns especialistas ou engenheiros de tecnologia refutam o firewall de aplicação baseando-se nas seguintes argumentações:
o A tecnologia introduz mais um ponto de falha sem adicionar significativos avanços na tecnologia de proteção;
o O firewall e o IDS/IPS já seriam suficientes para cobrir grande parte dos riscos associados a aplicação Web;
o A tecnologia ainda precisa amadurecer o suficiente para ser considerada um componente indispensável de uma arquitetura de segurança;

Certamente esses argumentos serão bastante discutidos ao longo dos próximos anos como um imperativo para determinar a existência desta tecnologia no futuro.

Detectar e Remover Vírus Sem Anti-Vírus!

“Ultimamente, temos percebido o quanto os antivírus têm se tornado pesados, lerdos e cada vez menos eficientes diante do farto nascimento de novas ameaças diariamente. Um programa mal intencionado, pode ter diversos meios de atuação. Sendo assim, fica difícil qualquer antivírus detectar todas as ameaças, incluindo spywares, keyloggers, etc. Mas há uma arma que podemos usar, muito fácil. Essa arma não requer o uso de nenhum antivírus. Requer apenas um pouco de treinamento. Se souber usá-la, dificilmente você vai sofrer com qualquer tipo de ameaça, seja ela vírus, programas mal intencionados, keyloggers, spywares, trojans, etc. Um dia resolvi não usar mais nenhum tipo de proteção, a não ser aquelas próprias do sistema, como firewall e algumas atualizações. As vantagens de não se usar um antivírus junto a um antispyware são inúmeras. Recomendo ler o parágrafo abaixo para saber o que irá encontrar neste tutorial. Caso não se interesse, não será preciso ler muito. Preparei também uma seção de dicas, no rodapé do artigo. Mesmo que não se adapte ao método autoclean, as dicas são bem interessantes.
Parece ser cômodo ter uma ferramenta que elimine todo tipo de ameaça. Mas infelizmente, a coisa não funciona como deveria. Usei dezenas de antivírus, antispywares, antimalwares e só o que percebi é uma significativa perda de desempenho e um resultado não muito empolgante.
Na maioria dos casos, os "anti-qualquer-coisa" são ineficazes devido a constante mutação do mundo dos softwares mal intencionados. Devido a isto, surgiram algumas "soluções" paralelas como o Hijackthis para ajudar na batalha, mas o que ele faz, nós podemos fazer melhor.
Quer se livrar do incômodo de usar um antivírus lerdo, preguiçoso e praticamente ineficaz?
Você escaneia seu sistema a busca de spywares, o programa nunca acha nada, mas você percebe que o sistema está sob ataque de alguma coisa estranha?
Então já vou te desanimar logo de cara! Não existe poção mágica. A melhor delas, depende só de você. Eu já aprendi a dominar o sistema operacional que eu uso, diretamente ou indiretamente. Se você tiver paciência e querer aprender a fazer o serviço de um antivírus manualmente, você nunca mais vai querer voltar a usar um. A primeira vista pode soar um tanto quanto complexo fazer o serviço de um antivírus. Mas garanto que após você dominar as técnicas de remoção e as técnicas para se evitar vírus, quase nunca vai precisar fazer checkups e vai ver o quanto é fácil. Também existem exceções. Mas para essas exceções, também existe uma solução! O que vou passar para os interessados é somente o básico, um empurrão ao caminho a que devem tomar. Existe muita coisa por trás disso e se você realmente quiser se tornar um expert em remoção de pragas, deve aprofundar mais no assunto.
Em suma, existe sim como manter seu sistema sempre limpo, estável e a salvo de ameaças sem precisar abrir mão da agilidade do sistema com um programa trambolhão. Cabe a você querer aprender como.
Você também pode optar por utilizar um programa antivírus em conjunto com sua habilidade adquirida. Com o tempo, vai descartar o antivírus.

Como funciona:
Todo programa, quando executado, gera um ou mais processos para o sistema operacional. Um processo, é uma instância de um programa ou de um comando em execução. Existem formas para gerenciar estes processos. Logo, existem formas para gerenciar todo programa que roda no pc. Logo, existem formas para gerenciar qualquer programa, seja ele do mal, ou do bem.
Basicamente é isso que precisamos para entender o tutorial, porém, recomendo uma leitura mais avançada sobre processos, sub-processos e threads. Google ajuda as vezes…

Ferramenta 1
Todo bom usuário do Windows conhece o gerenciador de tarefas, o famoso, CTRL+ALT+DEL. Mas não vamos usar ele. E não vamos usar ele simplesmente porque existem programas mal intencionados que desativam a chamada do gerenciador de tarefas do Windows. Para nosso serviço, usaremos o Process Explorer.
Escolha a versão correta para seu sistema operacional. No tutorial usarei a versão para Windows XP. O programa é gratuito.

Ferramenta 2
Provavelmente você já deve ter tentando deletar algum arquivo em uso. Certamente deparou-se com uma mensagem de erro. Com o Killbox, isso não vai mais acontecer.
Vamos precisar dele também, baixe-o. Também é gratuito.

Conhecendo os Programas:
O Process Explorer (a partir de agora, chamado de PE) vem compactado e não tem instalador.
Basta descompactá-lo para uma pasta qualquer e executar o arquivo procexp.exe.
Bem vindo a um gerenciador de tarefas expert! O PE reúne diversas informações sobre processos, uso da cpu, memória, etc. Não precisamos conhecer o programa integralmente para usarmos. Antes de prosseguir, passeie pelos menus do programa para familiarizar-se. Clique no menu View -> Select Columns. Marque todas as opções disponíveis e clique em OK.
No quadro a esquerda, seguem os processos e seus sub-processos. Observe como tudo é mais organizado do que o gerenciador do Windows. A direita, temos um quadro com informações dos processos, como o ID (PID), parcela que está usando na CPU, uma breve descrição, nome da companhia, nome do usuário que iniciou o processo, título da janela (se tiver), sessão, diretório aonde está o programa/arquivo que instanciou o processo (isso é muito importante!), e estado da janela. Vou ressaltar novamente, que quero deixar o tutorial prático e objetivo. Quem se interessar em conhecer as peculiaridades do PE, pode ler o arquivo de ajuda, que está bem completo.
Vamos praticar um pouco. Abra o PE e maximize-o para melhor visualiação. Clique em Iniciar->Executar e digite notepad. O bloco de notas do Windows se abrirá. Agora, observe que um novo processo, chamado notepad.exe, é instanciado no PE. Feche o bloco de notas pelo botão fechar na barra de título e observe que o processo é destruído da lista de processos.
Agora, abra novamente o bloco de notas. Vá ao processo correspondente a ele no PE, o notepad.exe, e clique com o botão direito do mouse. Um menu pop-up se abrirá com algumas opções. Clique em Kill Process Tree, e observe como a janela do bloco de notas se fecha e o programa se encerra. O que você acabou de fazer foi finalizar o processo do notepad.exe, interrompendo a sua execução forçadamente. É isso que iremos fazer com as pragas!
Agora, precisamos aprender como diferenciar o que são processos do sistema e processos que o usuário abre. Repare que os processos possuem um campo User Name no quadro a direita.
Quando nesse campo constar AUTORIDADE/XX SYSTEM (ou em inglês), ou AUTORIDADE /XX NETWORK, quer dizer que estes processos foram iniciados pelo sistema operacional, ou seja, não houve intervenção do usuário. Quando este campo constar o nome de seu PC e seu nome de usuário, quer dizer que este processo foi iniciado com a intervenção do usuário.
OBS.: Mesmo processos que carregam automaticamente com o Windows podem constar como que abertos pelo usuário, porque o usuário teve de instalar o programa.
O Killbox é muito simples de ser usado. Também não requer instalação. Basta executar o arquivo .EXE que acompanha o pacote.
Usaremos o Killbox para apagar aqueles vírus que não podem ser apagados, porque ao terem seus processos finalizados, voltam a serem executados imediatamente, tornando assim, "impossível" sua remoção pelo método comum. O campo "End Explorer Shell While Killing File" deve estar sempre marcado para apagar esse tipo de arquivo.

O segredo da coisa:
Sempre que iniciamos o sistema operacional, seus processos necessários para funcionamento são carregados. Junto a eles, são carregados os processos que o usuário criou, carregados automaticamente pelo sistema. O grande segredo da coisa, é justamente saber diferenciar o que são processos do sistema (ou processos que você permite que estejam abertos) e processos maléficos.
Um dos mais comuns é o Isass*****. Geralmente o processo falso do Isass.exe leva um ícone diferente deste original, um ícone como o de um arquivo .html e é carregado pelo usuário e não pelo sistema. É comum também, processos maléficos se disfarçarem de svchost.exe.
Normalmente haverá umas 5 ou 6 instâncias do svchost (podem haver mais ou menos, tudo depende de quais serviços sua máquina carrega. Para ver os serviços que sua máquina carrega, digite services.msc em iniciar->executar e aperte enter. O svchost são processos individuais do Kernel do Windows e levam consigo uma lista de outros serviços rodando nele.
Aponte o mouse sobre qualquer um deles e espere um tempo. Aparecerá a lista dos serviços referentes àquela instância do Kernel. Caso desconfie de algum processo svchot.exe, deixe o mouse apontado sobre ele e observe se na lista de serviços consta alguma coisa estranha.
Geralmente, processos disfarçados de svchost.exe carregam consigo somente o serviço do vírus. Nestes casos, é possível que se repare também um processo do vírus instanciado, mas ao desativá-lo, ele volta, justamente por causa do svchost.exe disfarçado que o está chamando toda vez que você o apaga (este não é o único caso em que um vírus vai voltar).
Também é possível que em um svchost.exe original esteja infectado e carregando o serviço de algum vírus. Outro fator de exceção importante são os parâmetros passados ao processo explorer.exe. Existem vírus ou spywares ou adwares que ao invés de instanciar um processo, agregam um parâmetro ao explorer.exe que carrega a sua biblioteca. Desta forma, a praga ficará rodando em sua máquina e você não enxergará o processo dela. Para resolver isso manualmente, basta pesquisar pelo Google por ferramentas feitas especialmente para aquele caso. Na parte de prática deste tutorial, mais abaixo, eu dei um exemplo de um vírus do tipo.
Saiba diferenciar também, os processos de Drivers de hardware que o usuário instalou. Notem que uma outra sacada é observar o nome da companhia do processo. É importante para isso, que o usuário saiba o que tem dentro de sua máquina e suas devidas marcas. Procurem por processos como processos de software de placas de som, de vídeo, modems, etc.
Para gerenciar direito a sua máquina, você deve reconhecer tudo que está rodando nela. Abra o PE e procure reconhecer entre os vários processos, quais são do sistema, quais são de programas conhecidos e quais são desconhecidos. Os desconhecidos, você pode conseguir alguma referência usando o campo PATH no quadro direito do PE. Neste quadro, consta o diretório em que o arquivo do processo está, como já citado anteriormente. Observe qual o diretório em que se encontra, a companhia que o criou, e quem o está chamando (usuário ou sistema).
Passos para identificar processos:

1º - Nome do processo:
Processos comuns normalmente levam nomes referentes ao da sua aplicação. Processos maléficos podem levar o nome de qualquer coisa, desde nomes sem sentido ou com nomes referentes a alguma palavra, marca, etc. Por isso, é importante que o usuário saiba e decore quais são os processos que seu sistema normalmente carrega, para caso algum outro carregue, saiba diferenciar. Em caso de dúvida, use a criatividade. Procure pelo nome daquele processo no Google e busque informações sobre ele. Existem sites especializados em descrição de processos.
Caso perceba que é algo maléfico, remova-o.

2º - Nome da companhia:
Quem conhece bem a máquina que tem, sabe das marcas dos programas instalados. Processos maléficos geralmente não levam marca, ou levam alguma marca estranha.

3°- Caminho / Diretório:
Processos maléficos gostam de residir em pastas do Windows, como a do system ou system32, ou até mesmo a pasta Windows, ou criar suas próprias pastas, das quais em geral, sempre levam o mesmo nome do processo.

Prática:
Agora, vou rodar um spyware de exemplo em minha máquina (sim sim!) e mostrar a vocês, como eu o identifico e o removo. Vamos lá!
Primeiramente, identifiquei os spywares, porque nunca havia visto estes processos em minha máquina, pelo nome estranho que eles levam (isamonitor? Estaria monitorando algo?), porque não possuem uma companhia e estão colocados em diretórios estranhos, C:\Arquivos de programas\VideoCodec\ (nunca instalei esse programa!) e algumas pastas do Windows. Outro detalhe estranho é o rundll32.exe estar carregada logo após aquele processo. Sempre que ver o rundll32.exe carregado pelo usuário, desconfie.

Como proceder:
Finalizarei os processos do spyware, clicando com o botão direito do mouse sobre eles e selecionando a opção Kill Process Tree. Mas antes disso, anotei aonde estes arquivos residem, pelo campo PATH no quadro direto do PE, para que manualmente eu possa ir lá e apagá-los. Anote também o nome exato dos processos. Caso um processo seja sub-processo de outro, você deve matar o processo pai. No meu caso, terminei o lafC.tmp, o pmsngr.exe (com ícone de warning) e o isamonitor.exe. Automaticamente os processos filhos destes foram destruídos. Caso também um processo insista em voltar assim que você o apaga, simplesmente vá ao diretório aonde ele se encontra e apague-o usando o Killbox com os parâmetros passados acima. Mas ainda não terminou!

OBS: alguns processos maléficos possuem instaladores. Vá no painel de controle do Windows, adicionar/remover programas, e tente encontrar alguma entrada relativa. Se encontrar, clique e remova. Na maioria das vezes esse não vai ser o caso.
Como garantir que estes processos não vão mais voltar?
Simples. Existe uma ferramenta no Windows, chamada de msconfig. Com ela, você pode editar as entradas de programas que carregam automaticamente com a inicialização do Windows. Para acessar a ferramenta, clique em iniciar->executar e digite msconfig. Pressione enter, e vá na última aba, Inicializar. Aí constam todos os programas que inicializam automaticamente com o Windows. Localize os processos que acabou de matar. Geralmente eles estão com o mesmo nome, senão, observe que na direita consta também o diretório em que ele se encontra.
Observe a linha integralmente, e repare que o nome do arquivo estará no fim da linha. Esse nome é o mesmo nome do processo que você matou. Desmarque toda e qualquer entrada destes processos.

Próximo passo:
Matar só os processos não adianta, temos de apagar também os arquivos!
Lembre-se sempre de anotar aonde esses arquivos residem antes de terminá-los para que você possa eliminá-lo de uma vez por todas de sua máquina. Se ao tentar apagar um arquivo e não conseguir por ele já estar em uso, apague-o usando o Killbox com os parâmetros passados acima.
Certo, matei os processos e apaguei os arquivos. Agora, com o nome dos processos, vou apagar as suas entradas no registro do Windows, caso haja alguma. Clique em iniciar->executar e digite regedit. Esse é o editor de registro do Windows. Aperte a tecla F3 e faça uma busca no registro pelo nome dos processos que finalizou e deletou. Se houver alguma entrada com o nome EXATO daquele processo, exclua.
Após tudo isso, minha máquina pareceu estar limpa. Quando reiniciei o PC percebi que um ícone do spy na bandeja do Windows ainda continuava enchendo o saco. Ora, mas deve haver algum processo por trás daquele ícone! Mas para meu azar, não havia nada a vista nem na lista de serviços dos svchosts. Então, certamente esse tipo de processo tem sua biblioteca carregada como parâmetro para o explorer.exe. E aonde estará essa biblioteca? E como apagar os parâmetros? Dará muito trabalho localizar todas essas informações, então, cliquei no ícone do spy, que estava na bandeja e carregou-se um site, chamado VirusBurst. Então, usando a criatividade, fui no Google e pesquisei pelo VirusBurst e encontrei facilmente uma ferramenta de remoção feita especialmente para ele, chamada SmitFraudFix. Baixei, executei e pronto! Agora sim, tudo eliminado.
Esse meu caso, foi só um exemplo. Na maioria dos casos, somente o passo de eliminar os processos da memória e apagar seus arquivos já resolverá o problema. Mas como sempre existem exceções, demonstrei um caso "dos piores".
Tenha sempre em mente, que apesar de estar manuseando os processos do seu sistema, você sempre pode deixar escapar algo e ainda, não pode saber se o vírus é vírus, se não rodá-lo.
Entradas de cookies infectadas, (geralmente casos insignificantes) e arquivos infectados na pasta temporária da Internet também são muito comuns e você não pode ter controle do que entra e sai. Para isso, preparei algumas dicas, porque tão importante quanto remover um vírus é saber evitá-lo.

Dicas:
- Mantenha seu sistema operacional sempre atualizado!

- Desconfie de arquivos executáveis (Exe, .com) de tamanho muito pequenos, algo entre 10 e 100 Kbytes. Tenha certeza se aquele programa que você busca pode ser tão pequeno quanto.

- Ao usar programas p2p, como o Kazaa, Shareaza, leve em conta também o item acima. Se você estiver baixando uma música, deve saber que uma música em MP3, WMA ou seja lá o formato, não pode ter tamanho menor que ~500Kbytes, a menos que seja um som curtinho ou um com uma qualidade horrível. A busca por arquivos em redes p2p pode retornar muitos vírus disfarçados. Sempre estes vírus possuem uma parcela de fontes enormes, uma banda altíssima e eleito o melhor entre todos. Tudo isso para atraí-lo.
Fiz uma busca por músicas, pelo artista e a busca me retornou uns arquivos estranhos, fazendo mix com o nome que passei como parâmetro da busca e palavras sem sentido, como "realease", "serial", "uncensored", etc. Observe o tamanho desses arquivos, entre 100 e 400 Kbytes. Uma música não pode ter esse tamanho minúsculo!

- Ao receber emails com links, antes de clicar, aponte para o link e observe na barra de status para aonde o link o levará se você clicar. Se no endereço que aparecer, o final (as útimas 4 letras do endereço) for algo com .scr, .exe ou .com, pode ter certeza que é vírus, a menos que seja algo que você saiba de quem está vindo.

- Sites de pornografia adoram instalar porcarias nas máquinas. Se você não consegue viver sem tais sites, NUNCA instale nada que o site te pedir. Por isso é importante manter sistema e o navegador atualizado, assim ele o avisará se algo tentar se auto-instalar sem a sua permissão. Não instale, mesmo se não tiver outro jeito de prosseguir no site! Arranje outro site, ou vá ler um livro!

- Apague regularmente os cookies do seu navegador e os arquivos temporários da Internet.
Aqui eu apago toda semana, 1 vez. Para fazer isso, basta ir em opções no menu ferramentas do navegador.


Espero ter ajudado!

Como apagar as configurações de BIOS

Introdução

Muitos técnicos de informática ou usuários que compraram computadores de outras pessoas já se depararam com a seguinte situação: ao tentar acessar o Setup do BIOS de um computador, este se encontrava protegido por uma senha desconhecida. Se não for possível encontrar uma pessoa que conheça a seqüência correta, vai ser necessário apelar para métodos que consigam apagar as configurações do Setup do BIOS e, conseqüentemente, a senha que o protege. Daí surgem em fóruns e listas de discussões perguntas do tipo "como zerar a BIOS", "como resetar a BIOS" e assim por diante. O InfoWester testou uma série de soluções encontradas na internet e coloca aqui a que se mostrou mais eficiente.

Antes de começar

Antes de começar, esteja ciente de que os métodos aqui mostrados foram exaustivamente testados e, mesmo assim, não há como o InfoWester garantir que estes são 100% eficientes ou que não vão causar problemas em seu computador. Assim, o InfoWester não se responsabiliza porque qualquer dano que surja após a execução dos procedimentos deste artigo.

Por via das dúvidas, faça backup (cópia de segurança) de seus arquivos mais importantes.

Apagando as configurações de BIOS

Existem alguns aplicativos que conseguem apagar as configurações de BIOS, como o ClearCMOS, porém, nos testes do InfoWester, ele não foi funcional em algumas placas-mãe (especialmente as fabricadas pela Intel).

Como nem sempre é possível apelar para programas (por questões de licença, falta de acesso à internet ou outros), a utilização de códigos ou scripts se mostra melhor.

Para a aplicação de códigos, o InfoWester usou o comando debug, para MS-DOS. Por ele é possível executar códigos em linguagem Assembly (uma linguagem que, a grosso modo, trabalha diretamente com o hardware).

Apesar de ser possível executar o debug em ambiente Windows (para isso, vá em Iniciar / Executar, digite cmd e no prompt, digite debug - vá à pasta C:\windows\system32 caso o comando não seja encontrado ou não execute corretamente) é recomendável executar o script fora desse sistema. Para isso, o InfoWester usou um simples disquete de boot para o Windows 98. Como o computador já estava configurado para dar boot por esse meio, simplesmente inserimos o disquete na máquina após ligá-la.

Quando o prompt do DOS ficar acessível, digite debug e pressione a tecla Enter em seu teclado. Em seguida, insira o seguinte código. No final de cada linha, pressione a tecla Enter:

A
MOV AX,0
MOV AX,CX
OUT 70,AL
MOV AX,0
OUT 71,AL
INC CX
CMP CX,100
JB 103
INT 20
(pressione a tecla Enter mais uma vez)
G
Q
A, G e Q. A letra A serve para o debug saber que deve executar os códigos em linguagem de máquina. A letra G tem a função de executar as tarefas correspondentes ao código. Por sua vez, a letra Q é usada para sair do debug.

Note que durante a execução do código, uma seqüência de caracteres aparece no início de cada linha. Isso não representa erros. Trata-se apenas da indicação de endereços de memória.
Caso você digite algo errado, o debug aponta erro e repete a linha. Assim, basta digitar o código correspondente novamente, como mostra a imagem abaixo. Mesmo assim, esteja atento para digitar tudo corretamente e para não pular nenhuma linha.
Importante: cuidado para não confundir o número zero com a letra O. No código acima, essa letra não é usada.

Terminada a execução do código, basta reiniciar o computador e tentar acessar o Setup do BIOS. Se o código funcionou, a senha não será mais solicitada e assim você poderá fazer as modificações que achar necessário. É importante frisar que você terá que configurar data e hora novamente, além de outras opções.

OBS.: esse procedimento não causa danos ao sistema operacional, no entanto, nos testes do InfoWester, um computador deixou de carregá-lo. O problema foi resolvido após a opção PCI IDE Bus Master ter sido desativada no Setup do BIOS. Assim, ao ter problemas, verifique a configuração do Setup ou procure alguém com conhecimento para isso, caso não tenha muita experiência no assunto.

Outros códigos

Existem outros códigos que também podem ser usados para apagar a configuração do Setup do BIOS. Porém, alguns só funcionam em determinados modelos de placa-mãe. Assim, caso não tenha sucesso com o código anterior ou queira executar um mais simples, você pode tentar as seguintes seqüências, todas executadas no comando debug (pressione a tecla Enter no final de cada linha):

o 70 2e (o primeiro caractere é a letra O)
o 71 ff (o primeiro caractere é a letra O)
q

Código voltado aos BIOS da AMI/Award
o 70 17 (o primeiro caractere é a letra O)
o 71 17 (o primeiro caractere é a letra O)
q

Código voltado aos BIOS da Phoenix
o 70 FF (o primeiro caractere é a letra O)
o 71 17 (o primeiro caractere é a letra O)
q

Finalizando

É conveniente consultar o manual da placa-mãe antes de executar algum código para apagar as configurações do Setup do BIOS, pois existem muitos modelos que possuem um jumper próprio para isso. Além disso, a diversidade de BIOS existentes faz com que nem sempre um determinado código funcione. Assim, caso tenha feito uma série de tentativas sem sucesso, como último recurso, procure o suporte técnico do fabricante da placa-mãe.

Escrito por Emerson Alecrim - Publicado em: http://www.infowester.com/tutzerabios.php