INTRODUÇÃO
Nos dias de hoje, o termo ‘hacker’ ganhou, junto de uma opinião pública predominantemente moldada pela mídia, uma conotação negativa, que pode nem sempre corresponder à realidade. O sentido comum que damos a este termo próprio dos finais do século XX conduz-nos a um universo obscuro, onde impera a criminalidade, e onde supostamente encontramos grupos de indivíduos que se dedicam à estranha atividade de invadir a privacidade dos usuários de computador e empresas, e cometer furtos e provocar danos (em vários níveis) através dos sistemas de informática.
Este conceito distorcido da realidade levou o termo "hacker" a tornar-se uma denominação geral que reporta aos delinqüentes de informática, sem que se tenha em conta quaisquer parâmetros de como sejam os objetivos e ou formas de atuação destes indivíduos. Desta forma, tende-se generalizar os chamados "piratas cibernéticos" na denominação "hacker", o que criou um "clima de opinião" em forma de protesto publicado em vários sites na Internet por aqueles que afirmam serem os verdadeiros "hackers".
Os hackers têm levado toda a culpa por ataques a sites, invasões de lojas virtuais e roubo de cartões de crédito na Internet. Existe uma grande diferença entre "hacker" ético (ou hacker do bem) e crackers, estes sim os verdadeiros réus. Hacker ético é um profissional especializado em redes, contratado por empresas de segurança para sua proteção. De outro lado estão os crackers, com a intenção de destruir ou se apropriar de informações alheias.
"O cracker é o invasor que quer quebrar a segurança de um sistema e provocar estragos, pelo simples prazer de satisfação ou por ganhos financeiros. Normalmente é um hacker de nível avançado, que sabe tudo sobre sistemas operacionais e "linguagens de baixo nível”, e que não só invade, mas também cria programas para fazer o trabalho sujo", explica André Diamand, Diretor da Future Technologies (www.fti.com.br) e é hacker assumido. "Do bem".
A ORIGEM
Hacker é uma palavra inglesa que não possui uma tradução exata para a língua portuguesa, a tradução mais próxima seria "fuçador", ou "aquele que aprende fuçando". Esse termo é usado para designar pessoas que criam e modificam softwares e hardware de computadores.
Entre programadores, a palavra refere-se a pessoas habilidosas em programação, administração e segurança. Em algumas comunidades pessoas relativamente sem habilidade em programação e comumente na mídia usam o termo hacker para designar crackers, ou seja, pessoas que praticam atos ilegais ou sem ética.
A origem do termo é anterior a era da informática, quando existiam artesãos que usavam como principal ferramenta de trabalho o machado. Eles foram os primeiros hackers. Originalmente a palavra indica um especialista em qualquer área. Ao longo do tempo, com a informatização, o termo começou a ser utilizado mais freqüentemente para a área de informática, designando especialistas em computação.
Hacker é um programador que cria hacks, ou seja, cria uma série de modificações para explorar ou estender o código existente. Na segurança, hacker é uma pessoa hábil a explorar um sistema para ganhar acesso não autorizado, com uma série de habilidades e táticas. No mundo da tecnologia, hacker significa uma pessoa que faz as coisas funcionarem melhor com sua própria habilidade, um exemplo é um hacker de hardware, que modifica hardware ou aumenta a velocidade do processamento, a fim de ganhar mais desempenho.
QUEM SÃO ELES?
Em primeiro lugar, deve-se perceber que os hackers não são os bandidos. Pois são os hackers, e somente eles, que descobrem as falhas nos sistemas de transações eletrônicas, sistemas de comunicação digital, redes empresariais, seguranças de cartões de crédito ou qualquer outro dinheiro eletrônico, e principalmente, as falhas do sistema que todas as pessoas usam em seus computadores.
Nenhuma empresa gosta de admitir que haja falhas em seus sistemas, e algumas inclusive as provocam conscientemente, com fins nada próprios de uma empresa séria. O hacker, ao descobrir estas falhas, as torna públicas, e isto obriga as empresas a fornecer atualizações para o concerto do sistema.
Porém o termo hacker encontra-se largamente associado à crackers, que praticam atividades criminosas, como invasão de computadores, furto de informações, depredação de sites, etc. (usando varias técnicas e tecnologias), e são as ações dessas pessoas que distorceram o conceito de hacker, pois os crackers se dominam como hackers. Essa associação direta é criticada por vários segmentos, principalmente pela comunidade de software livre que utiliza o termo para designar seus principais programadores, bem como os próprios especialistas que não se identificam com a vertente obscura e criminosa. E apesar de ambas vertentes (criminosa e não-criminosa) incluírem verdadeiros especialistas, surgiu a necessidade de se fazer a distinção. Estes são alguns termos utilizados na segurança da informação para diferenciar os tipos de hacker:
• White hat: (aka hacker ético) hacker em segurança, utiliza os seus conhecimentos na exploração e detecção de erros de concepção, dentro da lei. A sua atitude ao encontrar falhas de segurança é a de entrar em contato com os responsáveis pelo sistema, comunicando o fato.
• Black hat: (aka cracker ou dark-side hacker) criminoso ou malicioso hacker, um verdadeiro cracker.
• Scrip kiddie: Individuo que não tem domínio dos conhecimentos de programação, pouco experiente, com poucas noções de informática, porém tenta fazer-se passar por um hacker ou cracker a fim de obter fama, o que acaba gerando antipatia por parte dos hackers verdadeiros.
• Newbie: É aquele jovem aprendiz de hacker que possui uma sede de conhecimento incrível, pergunta muito e é ignorado e ridicularizado na maioria das vezes, ao contrario dos lammers não tenta se pôr acima dos outros, geralmente é muito simples e possui uma personalidade ainda fraca.
• Phreaker: cracker especialista em telefonia móvel ou fixa, consegue invadir centrais telefônicas, o que lhes permite, entre outras coisas, efetuar ligações internacionais sem pagar, fazendo assim ataques a partir de servidores situados em outros países. Geralmente um phreaker é um ex-funcionário de companhias telefônicas, que usa exclusivamente seus conhecimentos para prejudicar as empresas de telefonia.
• Lamers: São geralmente garotos sem vida social, que saem pela Internet catando programinhas feitos por crackers e assim conseguem invadir algum sistema insignificante e mal protegido e já saem falando por aí que são hackers. É muito fácil distinguir uma lamer de um hacker: Basta usar o seguinte raciocínio: Quem sabe não fala; quem fala não sabe.
• Warez: São os crackers denominados como "piratas", que quebram a proteção de programas, como os que rodam somente com o CD original, os distribuídos com o tempo de avaliação, e também distribuem pequenos programinhas, chamados craks, que quando executados geram senhas de programas ou modificam arquivos do sistema para fazer com que um determinado software instalado como demonstração, passe a funcionar como completo.
A comunidade de hackers é bastante restrita e cheia de regras sociais e morais não escritas. Somente é hacker quem passa a ser reconhecido como tal por outras pessoas, e não quem fala que é.
OS CRIMINOSOS MAIS FAMOSOS
Para se chegar a ser um cracker antes se é um hacker, dando a má fama para a classe não criminosa, pois se uma pessoa vai presa por causar danos, esta deveria ser chamada de crackers, mas os jornais a divulgam como hacker.
Abaixo, exemplificaremos alguns hackers / crackers mais famosos:
Kevin David Mitnick: O hacker mais famoso do mundo, preso depois de meses e uma intensa caçada digital. Crimes: Fraudes no sistema telefônico dos EUA roubam de informações empresariais e invasão de sistemas governamentais. Foi solto há alguns anos e hoje tem uma empresa de consultoria de segurança, faz palestras, escreve livros sobre falhas de sistemas, e com certeza está ganhando mais dinheiro do que antes de ser preso.
John Draper: Introduziu o conceito de phreaker ao conseguir fazer ligações gratuitas utilizando um apito de plástico, brinde de uma caixa de cereais.
Kevin Poulsen, Mark Abene, Johan Helsinguis, Vladimir Levin, Robert Morris, também são alguns dos hackers/crackers mais famosos.
CONCLUSÃO
Originalmente a palavra Hacker indica um especialista em qualquer área. Ao longo do tempo, com a informatização, o termo começou a ser utilizado mais freqüentemente para a área de informática, designando especialistas em computação.
A tentativa é de classificar os Hackers como pessoas que promovem a liberdade de expressão e de informações, e os crackers como causadores de prejuízo, causando uma confusão de sentidos, porque muitas vezes para promover a livre informação é preciso crackear, fazendo do legítimo Hacker, também um Cracker.
Os Hackers em geral, partem do princípio de que todo sistema de segurança tem uma falha e a função deles é encontrar essa porta, seja qual for à finalidade. Eles construíram a Internet, fizeram do sistema operacional Unix o que ele é hoje, mantêm a Usenet, fazem o World Wide Web funcionar.
Para os que cometem fraudes, na legislação brasileira, as penalidades são de certo modo precárias, para os crimes mais graves aplicados através da Internet recebem o rótulo de estelionato.
Sugestão para montar seu PC em 2010
Postado por
Cayc Salles
on sábado, 1 de maio de 2010
/
Comments: (1)
Por Vinícius Costa
De configurações a PCs montados, nós mostramos o caminho
Os componentes já foram mostrados, mas agora, com o que mais eu monto o meu computador e quanto ele vai custar? Bem, a resposta varia de acordo com o tanto de desempenho que você planeja ter. Para facilitar a vida de todos, tentamos organizar três "montagens" básicas — contendo todos os componentes necessários, exceto pelos monitores.
Elas apresentam preços crescentes, mas em geral correspondem a algumas das melhores combinações existentes nas prateleiras das lojas, sejam elas reais ou virtuais. Pronto para conferir suas opções? Então mãos à obra:
O econômico
Modelo Preço (R$)
Processador AMD Athlon II X3 435 150
Placa-mãe Gigabyte GA-MA770T-UD3P 180
Memória 4 GB 1600 - genérica 300
Placa de vídeo AMD ATI Radeon HD 5750 450
Disco rígido Seagate Barracuda 7200 120
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete ATX 4 baias 90
Total 1370
Resultado: por menos de R$ 1400 você terá um sistema completo (sem a necessidade de reaproveitar nenhuma peça do PC antigo), capaz não só de rodar todos os seus programas favoritos, mas como também todos os jogos lançados até hoje, ainda que não com todas as opções gráficas ativadas.
O processador e a placa-mãe são praticamente uma garantia de overclock para que o máximo de desempenho seja obtido (sem contar na possibilidade de destravar o quarto núcleo do Athlon, algo para os entendidos). É possível investir em modelos mais baratos de placas de vídeo, mas para um jogador essa não é a melhor das hipóteses.
O inteligente
Modelo Preço (R$)
Processador AMD Athlon II X4 620 250
Placa-mãe ASUS M4A785TD-V EVO 350
Memória G Skill RipJaws Series 4gb DDR3-1600 350
Placa de vídeo AMD ATI Radeon HD 5770 570
Disco rígido Seagate 1.5 TB 290
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete ATX 4 baias / ventilação lateral / 500 W 140
Total 2030
Resultado: O salto é de praticamente R$ 600, graças a processador, placa-mãe, placa de vídeo, memória de melhor qualidade e mais espaço para armazenamento dos dados (algo obrigatório quando se quer instalar uma infinidade de jogos no computador), entretanto, o ganho de desempenho também é notável.
Essa configuração permite o uso de resoluções mais altas para a imagem em aplicativos 3D, além de trazer muitos recursos como a porta HDMI e o próprio CrossFire embutido, que aumentará ainda mais o desempenho da máquina em situações extremas.
O poderoso
Modelo Preço (R$)
Processador Intel Core i7 860 800
Placa-mãe ASUS SABERTOOTH 55i 769
Memória Corsair 6GB (3 x 2GB) DDR3-1600 600
Placa de vídeo Radeon HD 5870 1200
Disco rígido Seagate 1.5 TB 290
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete Cooler Master Storm Scout com fonte 500
Total 4240
Resultado: viu como os melhores equipamentos são realmente salgados? Com esse orçamento é possível comprar três das máquinas econômicas ou duas da configuração inteligente. É claro que seus jogos ficarão mais rápidos e belos do que nunca, mas lembre-se: esta nem é a configuração mais potente existente hoje.
Um computador com "tudo de ponta" não sairia por menos que R$ 5000, um investimento ridiculamente alto, até mesmo para quem adora jogos e diversão, a quem diga que não gasta tudo isso para montar um bom PC para jogos. O jeito é usar o bom senso e aproveitar as promoções das lojas.
De configurações a PCs montados, nós mostramos o caminho
Os componentes já foram mostrados, mas agora, com o que mais eu monto o meu computador e quanto ele vai custar? Bem, a resposta varia de acordo com o tanto de desempenho que você planeja ter. Para facilitar a vida de todos, tentamos organizar três "montagens" básicas — contendo todos os componentes necessários, exceto pelos monitores.
Elas apresentam preços crescentes, mas em geral correspondem a algumas das melhores combinações existentes nas prateleiras das lojas, sejam elas reais ou virtuais. Pronto para conferir suas opções? Então mãos à obra:
O econômico
Modelo Preço (R$)
Processador AMD Athlon II X3 435 150
Placa-mãe Gigabyte GA-MA770T-UD3P 180
Memória 4 GB 1600 - genérica 300
Placa de vídeo AMD ATI Radeon HD 5750 450
Disco rígido Seagate Barracuda 7200 120
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete ATX 4 baias 90
Total 1370
Resultado: por menos de R$ 1400 você terá um sistema completo (sem a necessidade de reaproveitar nenhuma peça do PC antigo), capaz não só de rodar todos os seus programas favoritos, mas como também todos os jogos lançados até hoje, ainda que não com todas as opções gráficas ativadas.
O processador e a placa-mãe são praticamente uma garantia de overclock para que o máximo de desempenho seja obtido (sem contar na possibilidade de destravar o quarto núcleo do Athlon, algo para os entendidos). É possível investir em modelos mais baratos de placas de vídeo, mas para um jogador essa não é a melhor das hipóteses.
O inteligente
Modelo Preço (R$)
Processador AMD Athlon II X4 620 250
Placa-mãe ASUS M4A785TD-V EVO 350
Memória G Skill RipJaws Series 4gb DDR3-1600 350
Placa de vídeo AMD ATI Radeon HD 5770 570
Disco rígido Seagate 1.5 TB 290
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete ATX 4 baias / ventilação lateral / 500 W 140
Total 2030
Resultado: O salto é de praticamente R$ 600, graças a processador, placa-mãe, placa de vídeo, memória de melhor qualidade e mais espaço para armazenamento dos dados (algo obrigatório quando se quer instalar uma infinidade de jogos no computador), entretanto, o ganho de desempenho também é notável.
Essa configuração permite o uso de resoluções mais altas para a imagem em aplicativos 3D, além de trazer muitos recursos como a porta HDMI e o próprio CrossFire embutido, que aumentará ainda mais o desempenho da máquina em situações extremas.
O poderoso
Modelo Preço (R$)
Processador Intel Core i7 860 800
Placa-mãe ASUS SABERTOOTH 55i 769
Memória Corsair 6GB (3 x 2GB) DDR3-1600 600
Placa de vídeo Radeon HD 5870 1200
Disco rígido Seagate 1.5 TB 290
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete Cooler Master Storm Scout com fonte 500
Total 4240
Resultado: viu como os melhores equipamentos são realmente salgados? Com esse orçamento é possível comprar três das máquinas econômicas ou duas da configuração inteligente. É claro que seus jogos ficarão mais rápidos e belos do que nunca, mas lembre-se: esta nem é a configuração mais potente existente hoje.
Um computador com "tudo de ponta" não sairia por menos que R$ 5000, um investimento ridiculamente alto, até mesmo para quem adora jogos e diversão, a quem diga que não gasta tudo isso para montar um bom PC para jogos. O jeito é usar o bom senso e aproveitar as promoções das lojas.
Placa de Vídeo
Postado por
Cayc Salles
/
Comments: (0)
Por Vinícius Costa
As imagens que você vê em seu monitor são formadas por pequenos pontos chamados pixels. Mesmo nas resoluções mais baixas, a tela exibe mais de um milhão de pixels e o computador tem que decidir o que fazer com cada um deles para criar uma imagem. Nesse processo, ele precisa da ajuda de um tradutor. Algo que possa transformar os dados binários da CPU em imagens que você possa ver. A menos que o computador tenha capacidade de processamento gráfico embutido na placa-mãe, a tradução acontece na placa de vídeo.
O trabalho de uma placa de vídeo é complexo, mas seus componentes e princípios são fáceis de entender. Neste artigo, vamos examinar os componentes básicos de uma placa de vídeo e saber qual é a função de cada um deles. Também vamos analisar o que possibilita uma placa de vídeo rápida e eficiente. A placa de vídeo cria as bordas de uma imagem e depois as preenche com texturas e sombras.
Informações básicas sobre as placas de vídeo
Pensem em um computador como se ele fosse uma empresa com seu próprio departamento de arte. Quando alguém na empresa precisa de alguma peça de arte, pede ajuda a esse departamento. Esse departamento decide como criar a imagem e coloca a idéia no papel. O resultado final é a idéia materializada em uma figura visível e real.
Os quatro componentes principais de uma placa de vídeo são as conexões para a placa-mãe e para o monitor, um processador e a memória.
Uma placa de vídeo funciona da mesma maneira. A CPU trabalha em conjunto com os aplicativos e envia informações sobre a imagem para a placa de vídeo. Então a placa decide como usar os pixels na tela para criar a imagem, enviando depois essa informação para o monitor através de um cabo.
A evolução das placas de vídeo
As placas de vídeo evoluíram bastante desde que a IBM criou o primeiro modelo, em 1981. Ele se chamava adaptador de visor monocromático (Monochrome Display Adapter - MDA) e só exibia textos em verde ou branco numa tela preta. Hoje o padrão mínimo das novas placas de vídeo é a matriz de gráficos e vídeo (Video Graphics Array - VGA), que exibe 256 cores. Os padrões de alto desempenho como a matriz quântica gráfica estendida (Quantum Extended Graphics Array - QXGA) podem exibir milhões de cores em resoluções que chegam a 2040 x 1536 pixels.
Criar imagens a partir de dados binários é um processo trabalhoso. Para criar uma imagem 3-D, a placa de vídeo desenha primeiro as bordas da imagem com linhas simples. Depois, ela preenche a imagem, criando os pixels restantes. No fim, ela também adiciona efeitos de luz, texturas e cores. Nos jogos modernos, o computador faz esse processo cerca de sessenta vezes por segundo. Sem uma placa de vídeo para executar os cálculos necessários, o trabalho poderia sobrecarregar o computador.
As placas de vídeo cumprem essa tarefa utilizando quatro componentes principais:
• Uma conexão com a placa-mãe para trocar dados e alimentação de energia;
• Um processador para decidir o que fazer com cada pixel na tela;
• Memória para armazenar informação sobre cada pixel e para salvar temporariamente imagens completas;
• Uma conexão com o monitor para você poder ver o resultado final.
Processador e memória
Semelhante a uma placa-mãe, a placa de vídeo é uma placa com circuito impresso que abriga um processador e memória RAM. Ela também tem um chip com sistema de entrada/saída, chamado BIOS, que armazena as configurações da placa, diagnósticos da memória e dados de entrada e saída durante a inicialização.
O processador de placa de vídeo, chamado de unidade de processamento gráfico (graphics processing unit - GPU), é semelhante a uma CPU. A diferença é que a GPU foi criada especificamente para executar complexos cálculos matemáticos e geométricos necessários para a renderização gráfica. Algumas GPUs têm mais transistores do que uma CPU comum. Esses processadores gráficos geram muito calor, por isso são posicionados debaixo de um ventilador (cooler) ou dissipador de calor.
Um dissipador de calor previne o superaquecimento da placa de vídeo
Além de seu poder de processamento, a GPU usa uma programação especial para ajudá-la a analisar e utilizar os dados. As empresas ATI e nVidia produzem a grande maioria das placas de vídeo disponíveis no mercado e cada uma desenvolveu um projeto visando melhorar o desempenho das placas. Para melhorar a qualidade da imagem, os processadores usam:
• Suavização de cena completa (full scene anti aliasing - FSAA), que suaviza as bordas de objetos 3D;
• Filtro anisotrópico (anisotropic filtering - AF), que torna as
Gráficos integrados (on-board)
Muitas placas-mãe têm capacidade gráfica integrada (on-board) e funcionam sem uma placa de vídeo independente. Essas placas-mãe podem facilmente criar imagens 2D e são indicadas para aplicações de Internet e trabalhos mais comuns, como edição de textos. Ao conectar uma placa de vídeo na placa-mãe, você cancela suas capacidades gráficas nativas.
Cada empresa também desenvolveu técnicas específicas para ajudar a GPU a utilizar cores, sombras, texturas e padrões.
Enquanto a placa cria novas imagens, também precisa armazenar em algum lugar as informações sobre as figuras já criadas. Essa informação é armazenada na memória RAM. São guardados dados sobre cada pixel, sua cor e localização na tela. Uma parte da memória RAM também funciona como memória temporária, que armazena imagens completas até o momento de exibi-las. Geralmente, a memória RAM de vídeo opera em altíssima velocidade e o sistema pode ler e escrever informações ao mesmo tempo.
A memória RAM está conectada diretamente ao conversor digital-analógico, conhecido como DAC (digital-to-analog converter). Esse conversor, também chamado RAMDAC, traduz a imagem para um sinal analógico que o monitor pode utilizar. Algumas placas possuem múltiplos RAMDAC que podem melhorar o desempenho e suportam mais de um monitor.
O RAMDAC envia a imagem final para o monitor através de um cabo.
As placas de vídeo se conectam ao computador através da placa-mãe. A placa-mãe fornece energia para a placa de vídeo e permite que ela se comunique com a CPU. As placas de vídeo mais recentes precisam de mais energia do que aquela que a placa-mãe pode oferecer. É por essa razão que elas também se conectam diretamente com a fonte de energia do computador.
Existem três interfaces de conexão entre as placas de vídeo e a placa-mãe:
• Componente de interconexão de periféricos - Peripheral component InterConnect (PCI)
• Porta aceleradora gráfica - Advanced graphics port (AGP)
• PCI Express (PCIe)
PCI Express é uma novidade e fornece as taxas mais rápidas de transferência de dados entre a placa de vídeo e a placa-mãe. PCIe também suporta a utilização de duas placas de vídeo no mesmo computador.
A maioria das placas de vídeo tem dois conectores para monitores. Geralmente, um é um conector DVI que suporta LCD (tela de cristal líquido) e o outro é um VGA que funciona com monitores que utilizam CRT (tubo de raios catódicos). Algumas placas de vídeo têm duas conexões DVI. Mesmo assim, é possível usar uma tela CRT por meio de um adaptador.
A maioria das pessoas utiliza apenas uma das conexões de monitor. As pessoas que precisam usar dois monitores devem adquirir uma placa de vídeo com capacidade para exibir o sistema operacional dividido em duas telas. Esse recurso se chama dual head capability. Teoricamente, um computador com duas placas de vídeo PCIe poderia suportar quatro monitores.
Além de conexões para a placa-mãe e para o monitor, algumas placas de vídeo têm conexões para:
• TV: saída para TV ou S-vídeo;
• Câmeras de vídeo analógicas: ViVo ou video in/video out;
• Câmeras digitais: FireWire ou USB.
Algumas placas ainda têm a capacidade de reproduzir canais de TV convencional.
Agora vamos analisar os fatores que influenciam na eficiência e velocidade das placas de vídeo.
DirectX e Open GL
DirectX e Open GL são interfaces de programação de aplicativos ou APIs (application programming interfaces). Uma API ajuda a tornar a comunicação entre hardware e software mais eficiente. Ela fornece instruções para a realização de tarefas complexas como a renderização 3D. Os desenvolvedores aperfeiçoam os jogos com gráficos intensos para APIs específicas. É por isso que os jogos novos sempre requerem versões atualizadas do DirectX ou Open GL para funcionar corretamente.
Uma API é diferente de um driver. Um driver é um programa que permite a comunicação de um hardware com o sistema operacional do computador. É importante ter APIs e drivers sempre atualizados para os programas funcionarem corretamente.
Desempenho das placas de vídeo
É fácil identificar uma placa de vídeo top de linha. Ela tem muita memória e um processador rápido. Muitas placas de alto desempenho têm ilustrações e ventiladores ou dissipadores decorativos.
Mas uma placa tão moderna oferece muito mais poder do que as pessoas realmente precisam. As pessoas que usam o computador basicamente para e-mail, edição de texto e Internet serão perfeitamente atendidas por uma placa de vídeo integrada na placa-mãe. Uma placa com desempenho mediano é suficiente para a maioria dos jogadores casuais. Quem precisa de uma placa ultramoderna são os entusiastas de jogos e as pessoas que trabalham com programas 3D.
Uma boa forma de avaliar o desempenho de uma placa é por meio das taxas de frames, medidas em frames por segundo (frames per second - FPS). As taxas de frame informam quantas imagens completas à placa consegue exibir a cada segundo. O olho humano consegue perceber cerca de 25 frames por segundo, mas jogos de ação rápida requerem uma taxa de pelo menos 60 frames por segundo para exibir uma animação suave. Os componentes das taxas de frame são:
• Triângulos ou vértices por segundo: as imagens 3-D são formadas por triângulos ou polígonos. Essa medição informa a velocidade em que a GPU consegue calcular o polígono inteiro e os vértices que o definem. Geralmente essa informação diz a velocidade com que a placa consegue formar a borda de uma imagem;
• Taxa de preenchimento de pixels (pixel fill rate): essa informação descreve quantos pixels a GPU pode processar em um segundo, o que se traduz na velocidade com que a placa consegue rasterizar a imagem.
O hardware da placa de vídeo afeta diretamente sua velocidade. Essas são as especificações de hardware que mais afetam a velocidade da placa de vídeo e as unidades em que são medidas:
• Velocidade do clock da GPU (MHz)
• Tamanho da memória bus (bits)
• Quantidade de memória disponível (MB)
• Taxa do clock da memória (MHz)
• Largura de banda da memória (GB/s)
• Velocidade RAMDAC (MHz)
A CPU e a placa-mãe também desempenha um papel importante na velocidade, já que uma placa de vídeo rápida não pode substituir a incapacidade de distribuição rápida de dados de uma placa-mãe lenta. A conexão da placa de vídeo com a placa-mãe e a velocidade com a qual ela consegue pegar informações da CPU também afeta o desempenho.
Overclock
Algumas pessoas conseguem melhorar o desempenho da placa de vídeo manualmente, ao configurar sua velocidade de medidor para uma taxa mais rápida. Isso é conhecido como overclocking. Geralmente as pessoas fazem overclock na memória, já que fazer esse processo na GPU pode causar superaquecimento. O overclock pode resultar em um melhor desempenho, mas também viola a garantia do fabricante.
Para te ajudar a decidir sobre qual placa gostaria de levar pra casa quando for atualizar seu computador, testamos os modelos dos dois maiores fabricantes de processadores gráficos: a Nvidia e a ATI. As placas escolhidas foram a XFX GeForce GTX 295, EVGA GeForce GTX 285 e GeForce GTX 275, da Nvidia, e o modelo HIS Radeon HD 4870, da ATI.
Todas são compatíveis com as mais novas tecnologias de software e vídeo digital: têm saída para cabos DVI e HDMI, com saída direta ou por adaptador, suportam Windows Vista e DirectX 10, têm processamento de imagens 3D e conexão PCI Express x16. Além disso, precisam de fontes de alimentação com grande potência, tendo como requisito mínimo uma fonte de 500W, como no caso da HIS ATI Radeon HD 4870.
Antes de saber quem se deu melhor nos testes, vale conferir se o seu computador está pronto para receber uma nova placa de vídeo, como escolher o modelo ideal e quais são as vantagens de ter uma placa de vídeo potente no computador.
A placa mais potente
A XFX GeForce GTX 295 foi a placa de vídeo mais potente testada, sendo muito superior no teste do 3DMark Vantage, um software muito utilizado para testes de processamento gráfico conhecido como benchmark. Seu duplo processamento gráfico, aliado a seus 1.792 MB DDR3 fazem dela uma bela placa para aplicações avançadas em vídeo. O adaptador gráfico alcançou no teste 15.746 pontos, ficando 20% acima da segunda colocada, a EVGA GeForce GTX 285.
Entretanto, a placa consome muita energia, e precisa de, no mínimo, uma fonte de energia com 680W. É a mais cara do comparativo, com valor médio de R$ 2,4 mil.
A placa mais fraca
A HIS Radeon HD 4870 se saiu mal no benchmark. Testada pelo 3D Mark Vantage, a placa alcançou 6.525 pontos, ficando na lanterna do comparativo.
Se por um lado ela perde no benchmark, em preço ela é a campeã. É a mais barata do comparativo, com preço médio de R$ 1 mil. Durante a seqüência de teste de jogos, outra surpresa. A placa de vídeo proporcionou resultados semelhantes à GTX 275, mostrando que se o objetivo da placa é jogo, ela pode ser uma opção com o custo benefício muito boa.
Como foram feitos os testes
Utilizamos um computador Core 2 Duo de 2,2 GHz, 2 GB de RAM, disco rígido sata de 140 GB, fonte de alimentação de 1000W, e monitor Samsung de 19 polegadas com resolução máxima de 1440 x 900.
Sabemos que essa é uma configuração longe de ser a ideal para um jogador fissurado, mas é a mais próxima do real, aquela que temos hoje em nossas casas. Ou seja, é possível ter um parâmetro de comparação caso a idéia do upgrade seja mais agradável do que trocar um computador inteiro por outro com o dobro de memória com um processador de 4 núcleos.
É importante ressaltar que podemos deixar de aproveitar todo o rendimento da placa caso a configuração do computador seja inferior ao recomendado pelo fabricante.
Para testar o poder de processamento gráfico, utilizamos o programa 3DMark Vantage, um conhecido programa de benchmark que testa à exaustão todas as características da placa de vídeo.
Esse programa classifica a placa em pontos, que podem ser comparados com outras placas de vídeo. A pontuação varia de acordo com cada configuração que temos em nossas máquinas e com a versão do programa. Os resultados finais são bem próximos de outras configurações de computador, mas nunca serão exatamente iguais.
Testamos também alguns jogos conhecidos e que exigem muito processamento gráfico como o Crysis, o Unreal Tournament 3 e o Need for Speed Undercover. Jogar em uma placa de vídeo é levar à exaustão seu processamento gráfico e por isso sempre que são realizados testes, são utilizados jogos.
As placas rodaram em suas configurações originais e não foi feito nenhum tipo de overclock, que são alterações para que a placa processe informações com velocidade acima do que foi configurado pelo fabricante.
As imagens que você vê em seu monitor são formadas por pequenos pontos chamados pixels. Mesmo nas resoluções mais baixas, a tela exibe mais de um milhão de pixels e o computador tem que decidir o que fazer com cada um deles para criar uma imagem. Nesse processo, ele precisa da ajuda de um tradutor. Algo que possa transformar os dados binários da CPU em imagens que você possa ver. A menos que o computador tenha capacidade de processamento gráfico embutido na placa-mãe, a tradução acontece na placa de vídeo.
O trabalho de uma placa de vídeo é complexo, mas seus componentes e princípios são fáceis de entender. Neste artigo, vamos examinar os componentes básicos de uma placa de vídeo e saber qual é a função de cada um deles. Também vamos analisar o que possibilita uma placa de vídeo rápida e eficiente. A placa de vídeo cria as bordas de uma imagem e depois as preenche com texturas e sombras.
Informações básicas sobre as placas de vídeo
Pensem em um computador como se ele fosse uma empresa com seu próprio departamento de arte. Quando alguém na empresa precisa de alguma peça de arte, pede ajuda a esse departamento. Esse departamento decide como criar a imagem e coloca a idéia no papel. O resultado final é a idéia materializada em uma figura visível e real.
Os quatro componentes principais de uma placa de vídeo são as conexões para a placa-mãe e para o monitor, um processador e a memória.
Uma placa de vídeo funciona da mesma maneira. A CPU trabalha em conjunto com os aplicativos e envia informações sobre a imagem para a placa de vídeo. Então a placa decide como usar os pixels na tela para criar a imagem, enviando depois essa informação para o monitor através de um cabo.
A evolução das placas de vídeo
As placas de vídeo evoluíram bastante desde que a IBM criou o primeiro modelo, em 1981. Ele se chamava adaptador de visor monocromático (Monochrome Display Adapter - MDA) e só exibia textos em verde ou branco numa tela preta. Hoje o padrão mínimo das novas placas de vídeo é a matriz de gráficos e vídeo (Video Graphics Array - VGA), que exibe 256 cores. Os padrões de alto desempenho como a matriz quântica gráfica estendida (Quantum Extended Graphics Array - QXGA) podem exibir milhões de cores em resoluções que chegam a 2040 x 1536 pixels.
Criar imagens a partir de dados binários é um processo trabalhoso. Para criar uma imagem 3-D, a placa de vídeo desenha primeiro as bordas da imagem com linhas simples. Depois, ela preenche a imagem, criando os pixels restantes. No fim, ela também adiciona efeitos de luz, texturas e cores. Nos jogos modernos, o computador faz esse processo cerca de sessenta vezes por segundo. Sem uma placa de vídeo para executar os cálculos necessários, o trabalho poderia sobrecarregar o computador.
As placas de vídeo cumprem essa tarefa utilizando quatro componentes principais:
• Uma conexão com a placa-mãe para trocar dados e alimentação de energia;
• Um processador para decidir o que fazer com cada pixel na tela;
• Memória para armazenar informação sobre cada pixel e para salvar temporariamente imagens completas;
• Uma conexão com o monitor para você poder ver o resultado final.
Processador e memória
Semelhante a uma placa-mãe, a placa de vídeo é uma placa com circuito impresso que abriga um processador e memória RAM. Ela também tem um chip com sistema de entrada/saída, chamado BIOS, que armazena as configurações da placa, diagnósticos da memória e dados de entrada e saída durante a inicialização.
O processador de placa de vídeo, chamado de unidade de processamento gráfico (graphics processing unit - GPU), é semelhante a uma CPU. A diferença é que a GPU foi criada especificamente para executar complexos cálculos matemáticos e geométricos necessários para a renderização gráfica. Algumas GPUs têm mais transistores do que uma CPU comum. Esses processadores gráficos geram muito calor, por isso são posicionados debaixo de um ventilador (cooler) ou dissipador de calor.
Um dissipador de calor previne o superaquecimento da placa de vídeo
Além de seu poder de processamento, a GPU usa uma programação especial para ajudá-la a analisar e utilizar os dados. As empresas ATI e nVidia produzem a grande maioria das placas de vídeo disponíveis no mercado e cada uma desenvolveu um projeto visando melhorar o desempenho das placas. Para melhorar a qualidade da imagem, os processadores usam:
• Suavização de cena completa (full scene anti aliasing - FSAA), que suaviza as bordas de objetos 3D;
• Filtro anisotrópico (anisotropic filtering - AF), que torna as
Gráficos integrados (on-board)
Muitas placas-mãe têm capacidade gráfica integrada (on-board) e funcionam sem uma placa de vídeo independente. Essas placas-mãe podem facilmente criar imagens 2D e são indicadas para aplicações de Internet e trabalhos mais comuns, como edição de textos. Ao conectar uma placa de vídeo na placa-mãe, você cancela suas capacidades gráficas nativas.
Cada empresa também desenvolveu técnicas específicas para ajudar a GPU a utilizar cores, sombras, texturas e padrões.
Enquanto a placa cria novas imagens, também precisa armazenar em algum lugar as informações sobre as figuras já criadas. Essa informação é armazenada na memória RAM. São guardados dados sobre cada pixel, sua cor e localização na tela. Uma parte da memória RAM também funciona como memória temporária, que armazena imagens completas até o momento de exibi-las. Geralmente, a memória RAM de vídeo opera em altíssima velocidade e o sistema pode ler e escrever informações ao mesmo tempo.
A memória RAM está conectada diretamente ao conversor digital-analógico, conhecido como DAC (digital-to-analog converter). Esse conversor, também chamado RAMDAC, traduz a imagem para um sinal analógico que o monitor pode utilizar. Algumas placas possuem múltiplos RAMDAC que podem melhorar o desempenho e suportam mais de um monitor.
O RAMDAC envia a imagem final para o monitor através de um cabo.
As placas de vídeo se conectam ao computador através da placa-mãe. A placa-mãe fornece energia para a placa de vídeo e permite que ela se comunique com a CPU. As placas de vídeo mais recentes precisam de mais energia do que aquela que a placa-mãe pode oferecer. É por essa razão que elas também se conectam diretamente com a fonte de energia do computador.
Existem três interfaces de conexão entre as placas de vídeo e a placa-mãe:
• Componente de interconexão de periféricos - Peripheral component InterConnect (PCI)
• Porta aceleradora gráfica - Advanced graphics port (AGP)
• PCI Express (PCIe)
PCI Express é uma novidade e fornece as taxas mais rápidas de transferência de dados entre a placa de vídeo e a placa-mãe. PCIe também suporta a utilização de duas placas de vídeo no mesmo computador.
A maioria das placas de vídeo tem dois conectores para monitores. Geralmente, um é um conector DVI que suporta LCD (tela de cristal líquido) e o outro é um VGA que funciona com monitores que utilizam CRT (tubo de raios catódicos). Algumas placas de vídeo têm duas conexões DVI. Mesmo assim, é possível usar uma tela CRT por meio de um adaptador.
A maioria das pessoas utiliza apenas uma das conexões de monitor. As pessoas que precisam usar dois monitores devem adquirir uma placa de vídeo com capacidade para exibir o sistema operacional dividido em duas telas. Esse recurso se chama dual head capability. Teoricamente, um computador com duas placas de vídeo PCIe poderia suportar quatro monitores.
Além de conexões para a placa-mãe e para o monitor, algumas placas de vídeo têm conexões para:
• TV: saída para TV ou S-vídeo;
• Câmeras de vídeo analógicas: ViVo ou video in/video out;
• Câmeras digitais: FireWire ou USB.
Algumas placas ainda têm a capacidade de reproduzir canais de TV convencional.
Agora vamos analisar os fatores que influenciam na eficiência e velocidade das placas de vídeo.
DirectX e Open GL
DirectX e Open GL são interfaces de programação de aplicativos ou APIs (application programming interfaces). Uma API ajuda a tornar a comunicação entre hardware e software mais eficiente. Ela fornece instruções para a realização de tarefas complexas como a renderização 3D. Os desenvolvedores aperfeiçoam os jogos com gráficos intensos para APIs específicas. É por isso que os jogos novos sempre requerem versões atualizadas do DirectX ou Open GL para funcionar corretamente.
Uma API é diferente de um driver. Um driver é um programa que permite a comunicação de um hardware com o sistema operacional do computador. É importante ter APIs e drivers sempre atualizados para os programas funcionarem corretamente.
Desempenho das placas de vídeo
É fácil identificar uma placa de vídeo top de linha. Ela tem muita memória e um processador rápido. Muitas placas de alto desempenho têm ilustrações e ventiladores ou dissipadores decorativos.
Mas uma placa tão moderna oferece muito mais poder do que as pessoas realmente precisam. As pessoas que usam o computador basicamente para e-mail, edição de texto e Internet serão perfeitamente atendidas por uma placa de vídeo integrada na placa-mãe. Uma placa com desempenho mediano é suficiente para a maioria dos jogadores casuais. Quem precisa de uma placa ultramoderna são os entusiastas de jogos e as pessoas que trabalham com programas 3D.
Uma boa forma de avaliar o desempenho de uma placa é por meio das taxas de frames, medidas em frames por segundo (frames per second - FPS). As taxas de frame informam quantas imagens completas à placa consegue exibir a cada segundo. O olho humano consegue perceber cerca de 25 frames por segundo, mas jogos de ação rápida requerem uma taxa de pelo menos 60 frames por segundo para exibir uma animação suave. Os componentes das taxas de frame são:
• Triângulos ou vértices por segundo: as imagens 3-D são formadas por triângulos ou polígonos. Essa medição informa a velocidade em que a GPU consegue calcular o polígono inteiro e os vértices que o definem. Geralmente essa informação diz a velocidade com que a placa consegue formar a borda de uma imagem;
• Taxa de preenchimento de pixels (pixel fill rate): essa informação descreve quantos pixels a GPU pode processar em um segundo, o que se traduz na velocidade com que a placa consegue rasterizar a imagem.
O hardware da placa de vídeo afeta diretamente sua velocidade. Essas são as especificações de hardware que mais afetam a velocidade da placa de vídeo e as unidades em que são medidas:
• Velocidade do clock da GPU (MHz)
• Tamanho da memória bus (bits)
• Quantidade de memória disponível (MB)
• Taxa do clock da memória (MHz)
• Largura de banda da memória (GB/s)
• Velocidade RAMDAC (MHz)
A CPU e a placa-mãe também desempenha um papel importante na velocidade, já que uma placa de vídeo rápida não pode substituir a incapacidade de distribuição rápida de dados de uma placa-mãe lenta. A conexão da placa de vídeo com a placa-mãe e a velocidade com a qual ela consegue pegar informações da CPU também afeta o desempenho.
Overclock
Algumas pessoas conseguem melhorar o desempenho da placa de vídeo manualmente, ao configurar sua velocidade de medidor para uma taxa mais rápida. Isso é conhecido como overclocking. Geralmente as pessoas fazem overclock na memória, já que fazer esse processo na GPU pode causar superaquecimento. O overclock pode resultar em um melhor desempenho, mas também viola a garantia do fabricante.
Para te ajudar a decidir sobre qual placa gostaria de levar pra casa quando for atualizar seu computador, testamos os modelos dos dois maiores fabricantes de processadores gráficos: a Nvidia e a ATI. As placas escolhidas foram a XFX GeForce GTX 295, EVGA GeForce GTX 285 e GeForce GTX 275, da Nvidia, e o modelo HIS Radeon HD 4870, da ATI.
Todas são compatíveis com as mais novas tecnologias de software e vídeo digital: têm saída para cabos DVI e HDMI, com saída direta ou por adaptador, suportam Windows Vista e DirectX 10, têm processamento de imagens 3D e conexão PCI Express x16. Além disso, precisam de fontes de alimentação com grande potência, tendo como requisito mínimo uma fonte de 500W, como no caso da HIS ATI Radeon HD 4870.
Antes de saber quem se deu melhor nos testes, vale conferir se o seu computador está pronto para receber uma nova placa de vídeo, como escolher o modelo ideal e quais são as vantagens de ter uma placa de vídeo potente no computador.
A placa mais potente
A XFX GeForce GTX 295 foi a placa de vídeo mais potente testada, sendo muito superior no teste do 3DMark Vantage, um software muito utilizado para testes de processamento gráfico conhecido como benchmark. Seu duplo processamento gráfico, aliado a seus 1.792 MB DDR3 fazem dela uma bela placa para aplicações avançadas em vídeo. O adaptador gráfico alcançou no teste 15.746 pontos, ficando 20% acima da segunda colocada, a EVGA GeForce GTX 285.
Entretanto, a placa consome muita energia, e precisa de, no mínimo, uma fonte de energia com 680W. É a mais cara do comparativo, com valor médio de R$ 2,4 mil.
A placa mais fraca
A HIS Radeon HD 4870 se saiu mal no benchmark. Testada pelo 3D Mark Vantage, a placa alcançou 6.525 pontos, ficando na lanterna do comparativo.
Se por um lado ela perde no benchmark, em preço ela é a campeã. É a mais barata do comparativo, com preço médio de R$ 1 mil. Durante a seqüência de teste de jogos, outra surpresa. A placa de vídeo proporcionou resultados semelhantes à GTX 275, mostrando que se o objetivo da placa é jogo, ela pode ser uma opção com o custo benefício muito boa.
Como foram feitos os testes
Utilizamos um computador Core 2 Duo de 2,2 GHz, 2 GB de RAM, disco rígido sata de 140 GB, fonte de alimentação de 1000W, e monitor Samsung de 19 polegadas com resolução máxima de 1440 x 900.
Sabemos que essa é uma configuração longe de ser a ideal para um jogador fissurado, mas é a mais próxima do real, aquela que temos hoje em nossas casas. Ou seja, é possível ter um parâmetro de comparação caso a idéia do upgrade seja mais agradável do que trocar um computador inteiro por outro com o dobro de memória com um processador de 4 núcleos.
É importante ressaltar que podemos deixar de aproveitar todo o rendimento da placa caso a configuração do computador seja inferior ao recomendado pelo fabricante.
Para testar o poder de processamento gráfico, utilizamos o programa 3DMark Vantage, um conhecido programa de benchmark que testa à exaustão todas as características da placa de vídeo.
Esse programa classifica a placa em pontos, que podem ser comparados com outras placas de vídeo. A pontuação varia de acordo com cada configuração que temos em nossas máquinas e com a versão do programa. Os resultados finais são bem próximos de outras configurações de computador, mas nunca serão exatamente iguais.
Testamos também alguns jogos conhecidos e que exigem muito processamento gráfico como o Crysis, o Unreal Tournament 3 e o Need for Speed Undercover. Jogar em uma placa de vídeo é levar à exaustão seu processamento gráfico e por isso sempre que são realizados testes, são utilizados jogos.
As placas rodaram em suas configurações originais e não foi feito nenhum tipo de overclock, que são alterações para que a placa processe informações com velocidade acima do que foi configurado pelo fabricante.
Placa Mãe
Postado por
Cayc Salles
/
Comments: (0)
Por Vinícius Costa
Se você já viu um computador por dentro, já reparou na peça que conecta todos os demais componentes: a placa-mãe. Uma placa-mãe permite que todas as partes de seu computador recebam energia e comuniquem-se entre si. As placas-mãe evoluíram bastante nos últimos vinte anos. As primeiras placas tinham poucos componentes funcionais. A placa-mãe do primeiro IBM PC tinha somente um processador e slots. Os usuários conectavam componentes como controladoras de discos rígidos e memória nos slots. Hoje, as placas-mãe ostentam uma variedade de itens embutidos nela que afetam diretamente a capacidade e potencial de atualizações do computador. Neste artigo, veremos os componentes gerais de uma placa-mãe.
O computador precisa ter uma placa-mãe para funcionar. Sua principal função é abrigar o chip do microprocessador do computador e permitir que tudo se conecte a ele. Tudo o que faz o computador melhorar sua performance faz parte da placa-mãe ou se conecta nela via um slot ou uma porta.
O formato e o desenho de uma placa-mãe é chamado de tamanho físico. O tamanho físico influi onde os componentes devem se encaixar e na forma do gabinete. Existem milhares de tamanhos físicos específicos que as placas-mãe usam para que possam se encaixar dentro de gabinetes padrão. Para uma comparação de tamanhos físicos, passado e presente, veja esse site (em inglês) Motherboards.org.
O tamanho físico é somente um de muitos padrões que se aplicam às placas-mãe. Alguns outros são:
• o soquete para o microprocessador determina que tipo de Unidade Central de Processamento (CPU) a placa-mãe usa;
• o chipset faz parte do sistema lógico da placa-mãe e é geralmente feito de duas partes: a ponte norte e a ponte sul. Essas duas "pontes" conectam a CPU a outras partes do computador;
• o chip da memória BIOS (Basic Input/Output System) controla a maioria das funções básicas do computador e realiza um auto-teste toda vez que você o liga. Alguns sistemas tem BIOS duplas, que fornecem um backup no caso de um deles falhar ou no caso de erro durante a atualização;
• o chip do relógio de tempo real é um chip que funciona operado por bateria (em inglês) e mantém as configurações e o tempo (data/hora) do sistema.
Os slots e portas encontrados na placa-mãe incluem:
• PCI (Peripheral Component Interconnect)- conexão para placas de vídeo, som e captura de vídeo, assim como placas de rede;
• AGP (Accelerated Graphics Port) - porta dedicada para placas de vídeo;
• IDE (Integrated Drive Electronics) - interface para os discos rígidos;
• USB (Universal Serial Bus) ou Firewire - periféricos externos;
• slots de Memória.
Algumas placas-mãe também têm novos avanços tecnológicos:
• RAID (Redundant Array of Independent Discs) permitem que o computador reconheça diversos discos rígidos como sendo um único;
• PCI Express é um novo protocolo que atua mais como uma rede do que um barramento. Ele pode eliminar a necessidade de outras portas, incluindo a porta AGP;
• ao invés de placas plug-ins, algumas placas-mãe já vem com som, vídeo e rede embutidos ou outros periféricos.
Uma placa-mãe com Soquete 754
Muitas pessoas pensam na CPU como uma das partes mais importantes de um computador. Veremos como isso afeta o resto do computador nas próximas seções.
Saquetes e CPUs
A CPU é a primeira coisa que vêm em mente quando muitas pessoas pensam sobre a velocidade e performance de um computador. Quanto mais rápido é o processador, mais rápido o computador consegue "pensar". Antigamente, todos os processadores tinham o mesmo conjunto de pinos que conectavam a CPU à placa-mãe, chamado de Pin Grid Array (PGA). Esses pinos se encaixavam em um soquete conhecido como Soquete 7. Isso significa que qualquer processador se encaixava em qualquer placa-mãe.
Uma placa-mãe Soquete 939
Hoje, contudo, os fabricantes de CPU, Intel e ADM, usam uma variedade de PGAs, onde nenhum se encaixa no Soquete 7. Enquanto os microprocessadores avançam, eles precisam de mais pinos para lidar com novas características e também com o intuito de fornecer mais energia para o chip.
As configurações atuais do soquete são nomeadas de acordo com os números de pinos no PGA. Os mais comuns são:
• soquete 478 - para processadores Pentium e Celerom mais antigos;
• soquete 754 - para processadores AMD Sempron e alguns processadores AMD Athlon;
• soquete 939 - para processadores AMD Athlon mais recentes e mais rápidos
• soquete AM2 - para os mais novos processadores AMD Athlon;
• soquete A - para processadores AMD Athlon mais antigos.
Uma placa-mãe com soquete LGA755
A mais nova CPU da Intel não tem PGA. Ao invés disso, ela tem um LGA também conhecido como soquete T. LGA que quer dizer Land Grid Array. Um LGA é diferente de um PGA, pois os pinos fazem parte do soquete e não da CPU.
Qualquer pessoa que já tiver uma CPU específica em mente, deve escolher uma placa-mãe baseada naquela CPU. Por exemplo, se você quer usar um dos novos chips feitos pela Intel ou AMD, deve selecionar uma placa-mãe com o soquete correto para aqueles chips. As CPUs não vão se encaixar em soquetes que não combinam com seus PGAs.
A CPU se comunica com outros elementos na plca-mãe por meio do chipset. Veremos a seguir os chipsets com maiores detalhes.
Chipsets
O chipset é a "cola" que conecta o microprocessador ao resto da placa-mãe, e assim, ao resto do computador. Em um PC, ele consiste em duas partes básicas, a ponte norte e a ponte sul. Todos os diversos componenetes do computador se comunicam com a CPU pelo chipset.
A ponte norte se conecta diretamente ao processador via barramento frontal (FSB- Front Side Bus), também conhecido como barramento externo. Um controlador de memória está localizado na ponte norte, onde a CPU consegue um acesso rápido à memória. A ponte norte também se conecta ao AGP ou ao barramento PCI Express e à própria memória.
A ponte sul é mais lenta do que a ponte norte, e a informação da CPU tem que ir pela ponte norte antes de chegar à ponte sul. Outros barramentos se conectam à ponte sul ao barramento PCI, às portas USB e às conexões de dísco rígido IDE ou SATA.
As seleções de chipset e CPU caminham juntas, porque os fabricantes otimizam os chipsets para funcionarem em específicas CPUs. O chipset é uma parte integrada da placa-mãe e não deve ser removido ou atualizado. Isso significa que os soquetes das placas-mãe não têm somente que se encaixar à CPU. Os chipsets das placas-mãe tem que funcionar de forma otimizada com a CPU.
Velocidade de barramento
Um barramento é simplesmente um circuito que conecta uma parte da placa-mãe à outra. Quanto mais dados o barramento consegue manipular de uma só vez, mais rápido a informação trafega. A velocidade do barramento, medida em megahertz (MHz), se refere a quantos dados podem ser passados para ele simultaneamente.
Essa velocidade geralmente se refere à velocidade do FSB (barramento externo) que conecta a CPU à ponte norte. A velocidade do FSB pode ser desde 66 MHz para algo acima de 800 MHz. Já que a CPU alcança o controle de memória pela ponte norte, a velocidade o FSB pode afetar drasticamente a performance do computador.
Aqui estão outros barramentos encontrados em uma placa-mãe:
• o barramento traseiro (back side bus) conecta a CPU com o controlador de cache nível 2 (L2), também conhecido como cache secundário ou externo. O processador determina a velocidade do barramento traseiro;
• a barramento de memória conecta a ponte norte à memória;
• o barramento IDE ou ATA conecta a ponte sul aos controladores de discos rígido;
• o barramento AGP conecta a placa de vídeo à memória e à CPU. A velocidade do barramento AGP é geralmente de 66 MHz;
• o barramento PCI conecta slots PCI à ponte sul. Na maioria dos sistemas, a velocidade do barramento PCI é de 33 MHz. O PCI Express também é compatível ao PCI. Além de ser mais rápido é também compatível com os softwares e sistemas operacionais atuais. Esse padrão está substituindo os barramentos PCI e AGP.
Quanto mais rápido for a velocidade do barramento, mais rápido ele irá trabalhar. Isto é válido até um certo ponto. Um barramento rápido não terá seu potencial aproveitado por um processador ou um chipset lento.
Se você já viu um computador por dentro, já reparou na peça que conecta todos os demais componentes: a placa-mãe. Uma placa-mãe permite que todas as partes de seu computador recebam energia e comuniquem-se entre si. As placas-mãe evoluíram bastante nos últimos vinte anos. As primeiras placas tinham poucos componentes funcionais. A placa-mãe do primeiro IBM PC tinha somente um processador e slots. Os usuários conectavam componentes como controladoras de discos rígidos e memória nos slots. Hoje, as placas-mãe ostentam uma variedade de itens embutidos nela que afetam diretamente a capacidade e potencial de atualizações do computador. Neste artigo, veremos os componentes gerais de uma placa-mãe.
O computador precisa ter uma placa-mãe para funcionar. Sua principal função é abrigar o chip do microprocessador do computador e permitir que tudo se conecte a ele. Tudo o que faz o computador melhorar sua performance faz parte da placa-mãe ou se conecta nela via um slot ou uma porta.
O formato e o desenho de uma placa-mãe é chamado de tamanho físico. O tamanho físico influi onde os componentes devem se encaixar e na forma do gabinete. Existem milhares de tamanhos físicos específicos que as placas-mãe usam para que possam se encaixar dentro de gabinetes padrão. Para uma comparação de tamanhos físicos, passado e presente, veja esse site (em inglês) Motherboards.org.
O tamanho físico é somente um de muitos padrões que se aplicam às placas-mãe. Alguns outros são:
• o soquete para o microprocessador determina que tipo de Unidade Central de Processamento (CPU) a placa-mãe usa;
• o chipset faz parte do sistema lógico da placa-mãe e é geralmente feito de duas partes: a ponte norte e a ponte sul. Essas duas "pontes" conectam a CPU a outras partes do computador;
• o chip da memória BIOS (Basic Input/Output System) controla a maioria das funções básicas do computador e realiza um auto-teste toda vez que você o liga. Alguns sistemas tem BIOS duplas, que fornecem um backup no caso de um deles falhar ou no caso de erro durante a atualização;
• o chip do relógio de tempo real é um chip que funciona operado por bateria (em inglês) e mantém as configurações e o tempo (data/hora) do sistema.
Os slots e portas encontrados na placa-mãe incluem:
• PCI (Peripheral Component Interconnect)- conexão para placas de vídeo, som e captura de vídeo, assim como placas de rede;
• AGP (Accelerated Graphics Port) - porta dedicada para placas de vídeo;
• IDE (Integrated Drive Electronics) - interface para os discos rígidos;
• USB (Universal Serial Bus) ou Firewire - periféricos externos;
• slots de Memória.
Algumas placas-mãe também têm novos avanços tecnológicos:
• RAID (Redundant Array of Independent Discs) permitem que o computador reconheça diversos discos rígidos como sendo um único;
• PCI Express é um novo protocolo que atua mais como uma rede do que um barramento. Ele pode eliminar a necessidade de outras portas, incluindo a porta AGP;
• ao invés de placas plug-ins, algumas placas-mãe já vem com som, vídeo e rede embutidos ou outros periféricos.
Uma placa-mãe com Soquete 754
Muitas pessoas pensam na CPU como uma das partes mais importantes de um computador. Veremos como isso afeta o resto do computador nas próximas seções.
Saquetes e CPUs
A CPU é a primeira coisa que vêm em mente quando muitas pessoas pensam sobre a velocidade e performance de um computador. Quanto mais rápido é o processador, mais rápido o computador consegue "pensar". Antigamente, todos os processadores tinham o mesmo conjunto de pinos que conectavam a CPU à placa-mãe, chamado de Pin Grid Array (PGA). Esses pinos se encaixavam em um soquete conhecido como Soquete 7. Isso significa que qualquer processador se encaixava em qualquer placa-mãe.
Uma placa-mãe Soquete 939
Hoje, contudo, os fabricantes de CPU, Intel e ADM, usam uma variedade de PGAs, onde nenhum se encaixa no Soquete 7. Enquanto os microprocessadores avançam, eles precisam de mais pinos para lidar com novas características e também com o intuito de fornecer mais energia para o chip.
As configurações atuais do soquete são nomeadas de acordo com os números de pinos no PGA. Os mais comuns são:
• soquete 478 - para processadores Pentium e Celerom mais antigos;
• soquete 754 - para processadores AMD Sempron e alguns processadores AMD Athlon;
• soquete 939 - para processadores AMD Athlon mais recentes e mais rápidos
• soquete AM2 - para os mais novos processadores AMD Athlon;
• soquete A - para processadores AMD Athlon mais antigos.
Uma placa-mãe com soquete LGA755
A mais nova CPU da Intel não tem PGA. Ao invés disso, ela tem um LGA também conhecido como soquete T. LGA que quer dizer Land Grid Array. Um LGA é diferente de um PGA, pois os pinos fazem parte do soquete e não da CPU.
Qualquer pessoa que já tiver uma CPU específica em mente, deve escolher uma placa-mãe baseada naquela CPU. Por exemplo, se você quer usar um dos novos chips feitos pela Intel ou AMD, deve selecionar uma placa-mãe com o soquete correto para aqueles chips. As CPUs não vão se encaixar em soquetes que não combinam com seus PGAs.
A CPU se comunica com outros elementos na plca-mãe por meio do chipset. Veremos a seguir os chipsets com maiores detalhes.
Chipsets
O chipset é a "cola" que conecta o microprocessador ao resto da placa-mãe, e assim, ao resto do computador. Em um PC, ele consiste em duas partes básicas, a ponte norte e a ponte sul. Todos os diversos componenetes do computador se comunicam com a CPU pelo chipset.
A ponte norte se conecta diretamente ao processador via barramento frontal (FSB- Front Side Bus), também conhecido como barramento externo. Um controlador de memória está localizado na ponte norte, onde a CPU consegue um acesso rápido à memória. A ponte norte também se conecta ao AGP ou ao barramento PCI Express e à própria memória.
A ponte sul é mais lenta do que a ponte norte, e a informação da CPU tem que ir pela ponte norte antes de chegar à ponte sul. Outros barramentos se conectam à ponte sul ao barramento PCI, às portas USB e às conexões de dísco rígido IDE ou SATA.
As seleções de chipset e CPU caminham juntas, porque os fabricantes otimizam os chipsets para funcionarem em específicas CPUs. O chipset é uma parte integrada da placa-mãe e não deve ser removido ou atualizado. Isso significa que os soquetes das placas-mãe não têm somente que se encaixar à CPU. Os chipsets das placas-mãe tem que funcionar de forma otimizada com a CPU.
Velocidade de barramento
Um barramento é simplesmente um circuito que conecta uma parte da placa-mãe à outra. Quanto mais dados o barramento consegue manipular de uma só vez, mais rápido a informação trafega. A velocidade do barramento, medida em megahertz (MHz), se refere a quantos dados podem ser passados para ele simultaneamente.
Essa velocidade geralmente se refere à velocidade do FSB (barramento externo) que conecta a CPU à ponte norte. A velocidade do FSB pode ser desde 66 MHz para algo acima de 800 MHz. Já que a CPU alcança o controle de memória pela ponte norte, a velocidade o FSB pode afetar drasticamente a performance do computador.
Aqui estão outros barramentos encontrados em uma placa-mãe:
• o barramento traseiro (back side bus) conecta a CPU com o controlador de cache nível 2 (L2), também conhecido como cache secundário ou externo. O processador determina a velocidade do barramento traseiro;
• a barramento de memória conecta a ponte norte à memória;
• o barramento IDE ou ATA conecta a ponte sul aos controladores de discos rígido;
• o barramento AGP conecta a placa de vídeo à memória e à CPU. A velocidade do barramento AGP é geralmente de 66 MHz;
• o barramento PCI conecta slots PCI à ponte sul. Na maioria dos sistemas, a velocidade do barramento PCI é de 33 MHz. O PCI Express também é compatível ao PCI. Além de ser mais rápido é também compatível com os softwares e sistemas operacionais atuais. Esse padrão está substituindo os barramentos PCI e AGP.
Quanto mais rápido for a velocidade do barramento, mais rápido ele irá trabalhar. Isto é válido até um certo ponto. Um barramento rápido não terá seu potencial aproveitado por um processador ou um chipset lento.
Memória RAM
Postado por
Cayc Salles
/
Comments: (0)
Por Vinícius Costa
Já vimos que a velocidade do processador controla o quão rápido um computador "pensa". A velocidade do chipset e dos barramentos controla o quão rápido ele pode se comunicar com outras partes do computador. A velocidade e conexões da memória RAM, por sua vez, controla diretamente o quão rápido o computador pode acessar instruções e dados, tendo assim, grande efeito no desempenho do sistema. Um processador rápido com uma memória RAM lenta, não é recomendável.
O montante de memória disponível também controla a quantidade de dados que o computador pode ter prontamente disponível. A RAM forma o grande bloco de memória de computador. A regra geral é que quanto mais memória RAM o computador tiver, melhor.
No mundo da informática, é muito comum que os computadores top de linha, em questão de pouco tempo, acabem tornando-se obsoletos pelo fato de novos hardwares serem lançados com freqüência no mercado. O mesmo princípio vale para os jogos, que cada vez mais estão pedindo PCs com recursos poderosos — muitas vezes mais potentes do que a máquina da sua casa.
Para tentar contornar alguns problemas da constante perda de desempenho das máquinas atuais, uma das soluções mais importantes e baratas é a compra de mais memória RAM para o computador. Desta maneira, é possível torná-lo mais veloz sem necessitar efetuar uma grande mudança.
Entretanto, a tarefa de adicionar mais memória em seu sistema deve ser feita de forma cautelosa para que haja um ganho real de desempenho. Atenção! Antes de prosseguir, você pode dar uma olhada no artigo “O que é memória RAM?” e entender por que este componente é tão importante para a sua máquina.
Qual a melhor configuração para você?
Atualmente, é incrível a quantidade de tarefas que podem ser feitas através do computador, sendo que cada uma delas necessita uma parcela específica de memória RAM. Por isso, classificamos três tipos de perfis: PCs domésticos; PCs para trabalho e PCs para gamers hardcore.
1. PCs domésticos
PCs domésticos são destinados para usuários de computadores que costumam visitar o Orkut, o Youtube, fazer trabalhos, ler emails etc. Normalmente, estas tarefas não necessitam uma grande quantidade de memória RAM instalada no sistema. Isso acontece pelo fato de que esse tipo de máquina não rodará aplicativos pesados, no máximo um Office, um navegador (Firefox, IE, Chrome) com recursos como o Flash ou um player multimídia atual (Winamp, Windows Media Player).
Para o Windows Vista, dois GB é um bom número, enquanto que para o Windows XP e Distribuições Linux, 1 GB já é suficiente na maioria dos casos.
2. PCs para trabalho
A configuração desejada para esse tipo de computador depende muito dos aplicativos instalados. Contudo, normalmente um PC de trabalho possui programas como suítes de escritório (Microsoft Office, Open Office), editores de Imagens (Photoshop, Gimp), editores de vídeos, aplicativos comerciais, entre outros. Numa máquina como esta, torna-se necessário garantir que estes softwares terão um bom desempenho, sem problemas como travamento.
Como supracitado, a quantidade de RAM recomendada varia de acordo com os aplicativos usados, mas, no caso geral, em torno de 2 GB de RAM já são suficientes para a maioria dos sistemas operacionais atuais. Em alguns casos, como na edição de vídeos, é recomendado o uso de 4GB.
3. PCs para Games
Os novos games que estão sendo lançados no mercado, como Crysis e FallOut 3, cada vez mais apelam para efeitos gráficos de última geração, exigindo mais da máquina. Se você quer montar um computador decente, terá que desembolsar uma boa grana para garantir a jogatina.
Além da memória, o PC, de uma maneira geral, assim como a placa de vídeo, deve ser o mais avançado do mercado. Em questão de números, pode-se afirmar que são necessário 4 GB de RAM para um desempenho ideal.
Atingindo um novo patamar em desempenho
Agora que nós já vimos os principais perfis de usuários de computador, vamos mostrar quais critérios você deve avaliar ao comprar memórias RAM. Para um ganho de desempenho do sistema de um modo geral, é possível optar por duas opções distintas: adicionar mais memória ou comprar um computador novo.
Normalmente, a compra de memória adicional é recomendada para PCs que ainda não estão completamente obsoletos e que podem ter grande parte de seu hardware reaproveitado. Entretanto, para máquinas cujos recursos estão ultrapassados de uma forma geral, a melhor solução é comprar um computador novo.
Adicionando mais memória
Ao adicionar mais memória no computador, o leitor deverá estar atento para alguns fatores importantes. O primeiro deles é o conhecimento de modelo de RAM que a placa mãe do seu PC utiliza, pois somente é possível comprar um pente de memória que siga a mesma especificação. Caso contrário, é muito provável que o pente novo nem encaixe na placa-mãe ou não funcione. Por exemplo, uma memória DDR3 não funcionará numa máquina que só suporta DDR2.
Também não é recomendado misturar memórias de marcas e freqüências diferentes, sendo que uma placa-mãe com um pente distintos pode funcionar de maneira irregular, diminuindo o desempenho do sistema. Portanto, só tente combinar pentes de mesmo modelo e fabricante na sua máquina.
As dicas acima são úteis para todos os perfis de usuarios de computadores. Porém, no caso de gamers hardcore, antes de substituir a memória, uma avaliação completa da máquina é necessária para determinar se adicionar RAM irá realmente surtir o efeito esperado. Na maioria dos casos, games hardcore são obrigados a comprar um PC novo para rodar os jogos mais novos do mercado. Se for possível só comprar memória, o uso de pentes de marcas conhecidas é fortemente recomendo.
Descobrindo o hardware presente na sua máquina
Existem programas específicos para descobrir qual o hardware instalado em sua máquina. Por exemplo, para o Windows, o aplicativo PC Wizard realiza esta tarefa. Já no Linux, estas informações podem ser obtidas através do comando: “$ sudo lshw”.
Comprando um computador novo
Grande parte dos computadores novos existentes nas lojas de informática rodam sites como o Orkut e o Youtube sem grandes problemas. Portanto, este tipo de usuário não precisa se preocupar muito com a configuração de hardware, desde que a memória deste computador esteja nos valores especificados anteriormente.
A compra de um PC de trabalho deve ser feita de uma maneira mais cuidadosa, dependendo do tipo de aplicação que será executada. Por exemplo, a execução de uma ferramenta como o Office não necessita uma máquina super potente, mas a edição de vídeo exige que uma boa placa de vídeo seja adquirida junto.
Normalmente, gamers hardcore gastam muito dinheiro montando seus computadores. Além da memória RAM, os demais componentes, como placa de vídeo, também devem ser os modelos mais novos do mercado.
Tipos de Memória RAM existentes no Mercado
Na seção anterior falamos sobre as principais soluções existentes para aumentar o desempenho do sistema. Agora, vamos detalhar algumas características importantes que constitui a memória, como como formato, módulo, freqüência e marca.
Formato
O formato é uma das características mais importantes de uma memória RAM, sendo que existe uma placa-mãe específica por fabricante para cada um deles. Em outras palavras, um computador aceita somente um modelo por placa. Existem vários tipos de memórias, entretanto, os mais conhecidos atualmente são o DDR, DDR2, DDR3 e DDR4:
• DDR: era padrão até alguns anos atrás, sendo que não é mais adotado em PCs novos. Todavia, muitas máquinas antigas ainda usam este tipo de memória. Caso você encontre um PC que ainda use esse tipo de memória, sua compra não é recomendada.
• DDR2: é o padrão atual, acompanhando a grande maioria dos PCs fabricados em 2008. Este modelo suporta o recurso "Dual Channel", o qual permite que dois pentes idênticos instalados na máquina obtenham um ganho de desempenho de até 25%. Normalmente é o padrão mais recomendado para PCs Domésticos e de Trabalho.
• DDR3: este formato está sendo fabricado nas máquinas mais potentes, visando um desempenho maior comparado ao DDR2. Seu uso pode ser aplicado no caso de gamers hardcore.
• DDR4: por enquanto está em fase de testes, possuindo a previsão de chegada ao mercado somente em 2012.
Freqüência
A freqüência de uma memória, medida em MHz, determina a sua velocidade máxima de transferência de dados para o processador. Em outras palavras, quanto maior a freqüência, maior será o desempenho obtido. Basicamente, os seguintes valores correspondem às memórias atuais:
• DDR: 100 até 400 MHZ
• DDR2: 400 até 1066 MHZ
• DDR3: 800 até 1600 MHZ
Para um melhor desempenho, é sempre recomendado possuir pentes de memória que trabalham na freqüência máxima permitida de um formato qualquer. Ex: 400 MHz para DDR e 1066 MHz para DDR2.
Módulo
O módulo de uma memória é uma forma de identificar um formato e uma freqüência de maneira única, através de um rótulo, também indicando qual a sua velocidade máxima de transferência. A tabela abaixo mostra como o módulo determina seus atributos:
Módulo Nome Padrão Formato Freqüência*
PC1600 DDR-200 DDR 200 MHZ
PC2100 DDR-266 DDR 266 MHZ
PC2400 DDR-300 DDR 300 MHZ
PC2700 DDR-333 DDR 333 MHZ
PC3200 DDR-400 DDR 400 MHZ
PC2-3200 DDR2-400 DDR2 400 MHZ
PC2-4200 DDR2-533 DDR2 533 MHZ
PC2-5300 DDR2-667 DDR2 667 MHZ
PC2-6400 DDR2-800 DDR2 800 MHZ
PC2-8500 DDR2-1066 DDR2 1066 MHZ
PC3-6400 DDR3-800 DDR3 800 MHZ
PC3-8500 DDR3-1066 DDR3 1066 MHZ
PC3-10600 DDR3-1333 DDR3 1333 MHZ
PC3-12800 DDR3-1600 DDR3 1600 MHZ
*Na tabela acima, as freqüências já estão multiplicadas pela quantidade de ciclos. Por exemplo, uma memória PC3200 trabalha com o clock de 200 MHZ, entretanto, na prática sua velocidade são 200 MHZ x2 = 400 MHZ.
Marca e Fabricante
A marca da memória é sinônima de qualidade e durabilidade, pois quanto mais conceituado for o fabricante, maior será a garantia que o hardware adquirido funcionará com um melhor desempenho. Basicamente, é possível dividi-las em dois grandes grupos: marcas conhecidas e genéricas.
Entre as principais empresas que fabricam memória, podemos citar a Samsung, Kingston e a Corsair, sendo que cada uma delas possui características próprias. Normalmente, costumam ter uma boa qualidade, sendo recomendadas para PCs que necessitam bastante desempenho, como máquinas destinadas para jogos.
As memórias RAM genéricas são mais baratas comparadas às originais, entretanto, possuem origem duvidosa, podendo comprometer a desempenho geral do PC. Por isso, computadores destinados à navegação, na maioria dos casos, já são suficientes.
Existem pequenas diferenças entre as memórias de marca, sendo que as principais delas são:
Corsair: entre as memórias de marca, é a que possui o preço mais alto e mais funcionalidades. Para alguns processadores, como os fabricados Intel, a Corsair desenvolve pentes especializados para aperfeiçoar mais ainda as taxas de transferência. Esta marca é principalmente recomendada para gamers hardcore, que necessitam de máximo desempenho em suas máquinas.
Samsung: memória que tem uma boa relação de custo/benefício, pois também funciona de maneira eficiente. Seu principal uso é recomendado para PCs de trabalho, que necessitam de um bom hardware.
Kingston: em sua forma original, é uma ótima memória. Contudo, ela sofre do problema do “Powered By”, que significa o fato da Kingston vender seu chipset (parte do hardware) para marcas genéricas. Isso faz com que usuários comprem pentes genéricos pensando que são desta empresa. Portanto, seu uso é destinado para máquinas mais leves.
Onde comprar memória RAM?
A compra de uma memória está diretamente ligada ao seu modelo e fabricante. Por exemplo, Kingston e marcas genéricas são muito fáceis de serem encontradas em qualquer loja ou site de vendas online. Já no caso da Samsung, não é todo lugar que as coloca à venda, mas não é muito difícil de achar.
Contudo, pentes Corsair já são mais difíceis de serem encontrados em lojas aqui do Brasil, porém, podem ser encomendados em sites especializados em informática ou comprados no exterior. Este fenômeno acontece no nosso país pelo fato das vendas de RAM em geral serem concentradas em marcas genéricas, pelo preço ser mais acessível.
Preços
Comparamos os preços das principais marcas e modelos de memórias utilizados na atualidade (preço médio coletado no dia 19 de novembro de 2008 em lojas nacionais). Note que existem muitos mais módulos disponíveis para venda, porém o DDR-400 e o DDR2-800 são os mais vendidos de suas categorias:
Modelo Genérica Kingston Samsung Corsair
DDR-400 1GB R$ 75,00 R$ 105,00 R$ 125,00 R$ 159,00
DDR2-800 2GB R$ 110,00 R$ 140,00 R$ 155,00 R$ 229,00
Já vimos que a velocidade do processador controla o quão rápido um computador "pensa". A velocidade do chipset e dos barramentos controla o quão rápido ele pode se comunicar com outras partes do computador. A velocidade e conexões da memória RAM, por sua vez, controla diretamente o quão rápido o computador pode acessar instruções e dados, tendo assim, grande efeito no desempenho do sistema. Um processador rápido com uma memória RAM lenta, não é recomendável.
O montante de memória disponível também controla a quantidade de dados que o computador pode ter prontamente disponível. A RAM forma o grande bloco de memória de computador. A regra geral é que quanto mais memória RAM o computador tiver, melhor.
No mundo da informática, é muito comum que os computadores top de linha, em questão de pouco tempo, acabem tornando-se obsoletos pelo fato de novos hardwares serem lançados com freqüência no mercado. O mesmo princípio vale para os jogos, que cada vez mais estão pedindo PCs com recursos poderosos — muitas vezes mais potentes do que a máquina da sua casa.
Para tentar contornar alguns problemas da constante perda de desempenho das máquinas atuais, uma das soluções mais importantes e baratas é a compra de mais memória RAM para o computador. Desta maneira, é possível torná-lo mais veloz sem necessitar efetuar uma grande mudança.
Entretanto, a tarefa de adicionar mais memória em seu sistema deve ser feita de forma cautelosa para que haja um ganho real de desempenho. Atenção! Antes de prosseguir, você pode dar uma olhada no artigo “O que é memória RAM?” e entender por que este componente é tão importante para a sua máquina.
Qual a melhor configuração para você?
Atualmente, é incrível a quantidade de tarefas que podem ser feitas através do computador, sendo que cada uma delas necessita uma parcela específica de memória RAM. Por isso, classificamos três tipos de perfis: PCs domésticos; PCs para trabalho e PCs para gamers hardcore.
1. PCs domésticos
PCs domésticos são destinados para usuários de computadores que costumam visitar o Orkut, o Youtube, fazer trabalhos, ler emails etc. Normalmente, estas tarefas não necessitam uma grande quantidade de memória RAM instalada no sistema. Isso acontece pelo fato de que esse tipo de máquina não rodará aplicativos pesados, no máximo um Office, um navegador (Firefox, IE, Chrome) com recursos como o Flash ou um player multimídia atual (Winamp, Windows Media Player).
Para o Windows Vista, dois GB é um bom número, enquanto que para o Windows XP e Distribuições Linux, 1 GB já é suficiente na maioria dos casos.
2. PCs para trabalho
A configuração desejada para esse tipo de computador depende muito dos aplicativos instalados. Contudo, normalmente um PC de trabalho possui programas como suítes de escritório (Microsoft Office, Open Office), editores de Imagens (Photoshop, Gimp), editores de vídeos, aplicativos comerciais, entre outros. Numa máquina como esta, torna-se necessário garantir que estes softwares terão um bom desempenho, sem problemas como travamento.
Como supracitado, a quantidade de RAM recomendada varia de acordo com os aplicativos usados, mas, no caso geral, em torno de 2 GB de RAM já são suficientes para a maioria dos sistemas operacionais atuais. Em alguns casos, como na edição de vídeos, é recomendado o uso de 4GB.
3. PCs para Games
Os novos games que estão sendo lançados no mercado, como Crysis e FallOut 3, cada vez mais apelam para efeitos gráficos de última geração, exigindo mais da máquina. Se você quer montar um computador decente, terá que desembolsar uma boa grana para garantir a jogatina.
Além da memória, o PC, de uma maneira geral, assim como a placa de vídeo, deve ser o mais avançado do mercado. Em questão de números, pode-se afirmar que são necessário 4 GB de RAM para um desempenho ideal.
Atingindo um novo patamar em desempenho
Agora que nós já vimos os principais perfis de usuários de computador, vamos mostrar quais critérios você deve avaliar ao comprar memórias RAM. Para um ganho de desempenho do sistema de um modo geral, é possível optar por duas opções distintas: adicionar mais memória ou comprar um computador novo.
Normalmente, a compra de memória adicional é recomendada para PCs que ainda não estão completamente obsoletos e que podem ter grande parte de seu hardware reaproveitado. Entretanto, para máquinas cujos recursos estão ultrapassados de uma forma geral, a melhor solução é comprar um computador novo.
Adicionando mais memória
Ao adicionar mais memória no computador, o leitor deverá estar atento para alguns fatores importantes. O primeiro deles é o conhecimento de modelo de RAM que a placa mãe do seu PC utiliza, pois somente é possível comprar um pente de memória que siga a mesma especificação. Caso contrário, é muito provável que o pente novo nem encaixe na placa-mãe ou não funcione. Por exemplo, uma memória DDR3 não funcionará numa máquina que só suporta DDR2.
Também não é recomendado misturar memórias de marcas e freqüências diferentes, sendo que uma placa-mãe com um pente distintos pode funcionar de maneira irregular, diminuindo o desempenho do sistema. Portanto, só tente combinar pentes de mesmo modelo e fabricante na sua máquina.
As dicas acima são úteis para todos os perfis de usuarios de computadores. Porém, no caso de gamers hardcore, antes de substituir a memória, uma avaliação completa da máquina é necessária para determinar se adicionar RAM irá realmente surtir o efeito esperado. Na maioria dos casos, games hardcore são obrigados a comprar um PC novo para rodar os jogos mais novos do mercado. Se for possível só comprar memória, o uso de pentes de marcas conhecidas é fortemente recomendo.
Descobrindo o hardware presente na sua máquina
Existem programas específicos para descobrir qual o hardware instalado em sua máquina. Por exemplo, para o Windows, o aplicativo PC Wizard realiza esta tarefa. Já no Linux, estas informações podem ser obtidas através do comando: “$ sudo lshw”.
Comprando um computador novo
Grande parte dos computadores novos existentes nas lojas de informática rodam sites como o Orkut e o Youtube sem grandes problemas. Portanto, este tipo de usuário não precisa se preocupar muito com a configuração de hardware, desde que a memória deste computador esteja nos valores especificados anteriormente.
A compra de um PC de trabalho deve ser feita de uma maneira mais cuidadosa, dependendo do tipo de aplicação que será executada. Por exemplo, a execução de uma ferramenta como o Office não necessita uma máquina super potente, mas a edição de vídeo exige que uma boa placa de vídeo seja adquirida junto.
Normalmente, gamers hardcore gastam muito dinheiro montando seus computadores. Além da memória RAM, os demais componentes, como placa de vídeo, também devem ser os modelos mais novos do mercado.
Tipos de Memória RAM existentes no Mercado
Na seção anterior falamos sobre as principais soluções existentes para aumentar o desempenho do sistema. Agora, vamos detalhar algumas características importantes que constitui a memória, como como formato, módulo, freqüência e marca.
Formato
O formato é uma das características mais importantes de uma memória RAM, sendo que existe uma placa-mãe específica por fabricante para cada um deles. Em outras palavras, um computador aceita somente um modelo por placa. Existem vários tipos de memórias, entretanto, os mais conhecidos atualmente são o DDR, DDR2, DDR3 e DDR4:
• DDR: era padrão até alguns anos atrás, sendo que não é mais adotado em PCs novos. Todavia, muitas máquinas antigas ainda usam este tipo de memória. Caso você encontre um PC que ainda use esse tipo de memória, sua compra não é recomendada.
• DDR2: é o padrão atual, acompanhando a grande maioria dos PCs fabricados em 2008. Este modelo suporta o recurso "Dual Channel", o qual permite que dois pentes idênticos instalados na máquina obtenham um ganho de desempenho de até 25%. Normalmente é o padrão mais recomendado para PCs Domésticos e de Trabalho.
• DDR3: este formato está sendo fabricado nas máquinas mais potentes, visando um desempenho maior comparado ao DDR2. Seu uso pode ser aplicado no caso de gamers hardcore.
• DDR4: por enquanto está em fase de testes, possuindo a previsão de chegada ao mercado somente em 2012.
Freqüência
A freqüência de uma memória, medida em MHz, determina a sua velocidade máxima de transferência de dados para o processador. Em outras palavras, quanto maior a freqüência, maior será o desempenho obtido. Basicamente, os seguintes valores correspondem às memórias atuais:
• DDR: 100 até 400 MHZ
• DDR2: 400 até 1066 MHZ
• DDR3: 800 até 1600 MHZ
Para um melhor desempenho, é sempre recomendado possuir pentes de memória que trabalham na freqüência máxima permitida de um formato qualquer. Ex: 400 MHz para DDR e 1066 MHz para DDR2.
Módulo
O módulo de uma memória é uma forma de identificar um formato e uma freqüência de maneira única, através de um rótulo, também indicando qual a sua velocidade máxima de transferência. A tabela abaixo mostra como o módulo determina seus atributos:
Módulo Nome Padrão Formato Freqüência*
PC1600 DDR-200 DDR 200 MHZ
PC2100 DDR-266 DDR 266 MHZ
PC2400 DDR-300 DDR 300 MHZ
PC2700 DDR-333 DDR 333 MHZ
PC3200 DDR-400 DDR 400 MHZ
PC2-3200 DDR2-400 DDR2 400 MHZ
PC2-4200 DDR2-533 DDR2 533 MHZ
PC2-5300 DDR2-667 DDR2 667 MHZ
PC2-6400 DDR2-800 DDR2 800 MHZ
PC2-8500 DDR2-1066 DDR2 1066 MHZ
PC3-6400 DDR3-800 DDR3 800 MHZ
PC3-8500 DDR3-1066 DDR3 1066 MHZ
PC3-10600 DDR3-1333 DDR3 1333 MHZ
PC3-12800 DDR3-1600 DDR3 1600 MHZ
*Na tabela acima, as freqüências já estão multiplicadas pela quantidade de ciclos. Por exemplo, uma memória PC3200 trabalha com o clock de 200 MHZ, entretanto, na prática sua velocidade são 200 MHZ x2 = 400 MHZ.
Marca e Fabricante
A marca da memória é sinônima de qualidade e durabilidade, pois quanto mais conceituado for o fabricante, maior será a garantia que o hardware adquirido funcionará com um melhor desempenho. Basicamente, é possível dividi-las em dois grandes grupos: marcas conhecidas e genéricas.
Entre as principais empresas que fabricam memória, podemos citar a Samsung, Kingston e a Corsair, sendo que cada uma delas possui características próprias. Normalmente, costumam ter uma boa qualidade, sendo recomendadas para PCs que necessitam bastante desempenho, como máquinas destinadas para jogos.
As memórias RAM genéricas são mais baratas comparadas às originais, entretanto, possuem origem duvidosa, podendo comprometer a desempenho geral do PC. Por isso, computadores destinados à navegação, na maioria dos casos, já são suficientes.
Existem pequenas diferenças entre as memórias de marca, sendo que as principais delas são:
Corsair: entre as memórias de marca, é a que possui o preço mais alto e mais funcionalidades. Para alguns processadores, como os fabricados Intel, a Corsair desenvolve pentes especializados para aperfeiçoar mais ainda as taxas de transferência. Esta marca é principalmente recomendada para gamers hardcore, que necessitam de máximo desempenho em suas máquinas.
Samsung: memória que tem uma boa relação de custo/benefício, pois também funciona de maneira eficiente. Seu principal uso é recomendado para PCs de trabalho, que necessitam de um bom hardware.
Kingston: em sua forma original, é uma ótima memória. Contudo, ela sofre do problema do “Powered By”, que significa o fato da Kingston vender seu chipset (parte do hardware) para marcas genéricas. Isso faz com que usuários comprem pentes genéricos pensando que são desta empresa. Portanto, seu uso é destinado para máquinas mais leves.
Onde comprar memória RAM?
A compra de uma memória está diretamente ligada ao seu modelo e fabricante. Por exemplo, Kingston e marcas genéricas são muito fáceis de serem encontradas em qualquer loja ou site de vendas online. Já no caso da Samsung, não é todo lugar que as coloca à venda, mas não é muito difícil de achar.
Contudo, pentes Corsair já são mais difíceis de serem encontrados em lojas aqui do Brasil, porém, podem ser encomendados em sites especializados em informática ou comprados no exterior. Este fenômeno acontece no nosso país pelo fato das vendas de RAM em geral serem concentradas em marcas genéricas, pelo preço ser mais acessível.
Preços
Comparamos os preços das principais marcas e modelos de memórias utilizados na atualidade (preço médio coletado no dia 19 de novembro de 2008 em lojas nacionais). Note que existem muitos mais módulos disponíveis para venda, porém o DDR-400 e o DDR2-800 são os mais vendidos de suas categorias:
Modelo Genérica Kingston Samsung Corsair
DDR-400 1GB R$ 75,00 R$ 105,00 R$ 125,00 R$ 159,00
DDR2-800 2GB R$ 110,00 R$ 140,00 R$ 155,00 R$ 229,00
Processador
Postado por
Cayc Salles
/
Comments: (0)
Por Vinícius Costa
Todo computador, sem exceção, grande ou pequeno, possui pelo menos um processador. Existem centenas de processadores, cada um projetado para diferentes tarefas, e todos tem vantagens e desvantagens. Apesar da grande variedade de processadores, todos trabalham do mesmo jeito. Veremos tudo sobre processadores, como funciona, a história de alguns processadores que são considerados os percussores dos processadores que temos hoje.
Baseado no conjunto de instruções que um processador passa para o software, existem 3 coisas que ele pode fazer:
Como Funciona
- Executar cálculos e operações lógicas, algébricas e matemáticas
- Tomar decisões
- Executar novas instruções baseadas no veredicto da decisão
Essas três coisas fazem com que a memória se mova de uma localização para outra.
O processador olha para a RAM (Random Access Memory) e a ROM (Read Only Memory) para seguir instruções. Porém, quando o computador dá o boot, ele usa apenas a ROM (a BIOS). Computadores precisam da RAM e da ROM para funcionar corretamente. Como dados não podem ser escritos na ROM, a RAM é necessária para escrever informação. Mas, no entanto, os dados na RAM são perdidos quando não se tem energia, então a ROM que guarda os dados quando o computador está desligado.
Existem muitas linguagens de programação, as mais conhecidas são C e Visual Basic. Toda vez que um programador quer executar um programa que ele tenha criado, é necessário que ele compile o programa. A ação de compilar um programa é fazer com que o processador possa entender. – Assembly.
Pegue esse simples programa em C como exemplo (Não se preocupe em entender a programação):
0 a=1;
1 b=1;
2 while (a <= 5)
3 {
4 b = b * a;
5 a = a + 1;
6}
No programa existem duas variáveis, A e B, A tem um valor inicial de 1 e o b também. O programa faz com que enquanto A é menor ou igual a 5, B irá multiplicar A e A ficara A+1. Esses detalhes não são importantes. O que é importante é o que acontece depois, como o compilador muda o código.
0 CONB 1 // a=1;
1 SAVEB 128
2 CONB 1 // b=1;
3 SAVEB 129
4 LOADA 128 // if a > 5 the jump to 17
5 CONB 5
6 COM
7 JG 17
8 LOADA 129 // b=b*a;
9 LOADB 128
10 MUL
11 SAVEC 129
12 LOADA 128 // a=a+1;
13 CONB 1
14 ADD
15 SAVEC 128
16 JUMP 4 // loop back to if
17 STOP
Perceba como está agora, tudo consiste em instruções simples como LOAD, SAVE, JUMP etc. e como ele cresceu de tamanho para 17 linhas. Quando a conversão de assembly para binário, o nosso programa em C cresce 31 linhas.
Todas as 31 linhas de nosso programa de 6 linhas agora podem ser enviadas para o processador. A velocidade que o processador pode entender o nosso programa e computador os resultados chama-se ciclo de clock, ou clock clycle e é medido pelos Megahertz ou Gigahertz. Em cada ciclo de clock, o processador é capaz de fazer uma ação. O mais complicado do programa é, quanto de ciclos de clock irá precisar. É por isso que um processador de 1.5 GHz é mais rápido que um de 1GHz, o de 1.5 é capaz de realizar mais ciclos de clock em menos tempo. O processador também tem uma função chamada bit size. O bit size diz para o processador quantos bytes (Ou bits) o processador pode ler da RAM ao mesmo tempo. Um processador de 32-bit é capaz de receber 4 bytes de cada vez. Um processador de 933MHz (933 milhões de ciclos de clock por segundo) 32-bit pode computar 29, 856, 000, 000 bits por segundo ou 3, 732, 000, 000 bytes por segundo.
Transistores nos processadores
Tipo do processador Transistores Velocidade de Clock MIPS
8088 29, 000 5 MHz 0.33
80386 275, 000 16 MHz 5
Pentium 3, 100, 000 60 MHz 100
Pentium 4 42, 000, 000 1.5 GHz 1, 700
Nota: MIPS é quantos milhões de operações por segundo o processador é capaz de fazer.
O número de transistores em um processador afeta diretamente na velocidade e eficiência do mesmo. Com mais transistores, é possível fazer uma tecnologia que se chama pipelining. Enquanto apenas uma instrução pode ser processada por ciclo de clock, a tecnologia pipelining autoriza que algumas instruções podem estar em vários estágios do processo. Por exemplo, pode levar 4 ciclos de clock para alguma coisa ser processada. Durante esses 4 ciclos pode se ter 3 outras instruções que estão sendo processadas em diferentes estágios.
Processadores Intel
A fabricante número um de processadores do mundo disponibiliza sete modelos principais de CPUs com múltiplos núcleos. Talvez você já tenha visto nomes como “Dual Core”, “Core2Duo”, “Core2Quad” ou “Core i7”, no entanto pode ser que você não tenha a mínima idéia das diferenças reais entre eles.
A princípio é fácil perceber que um “Dual Core” possui dois núcleos, mas então o que o “Core2Duo” traz de diferente? Abaixo você vai conferir descrições sobre cada processador, porém este artigo visa apenas descrever as configurações internas de cada um e mostrar o tipo de tarefa que cada um desses CPUs foi designado, por isso não espere uma tabela comparativa com preços e indicações de qual é o melhor.
Pentium D
Lembra do antigo Pentium 4? Pois é, o Pentium D é a junção de dois processadores Pentium 4. Muitos usuários pensam que o Pentium D é um processador de núcleo duplo excelente, porém a história é um pouco diferente. Assim como acontecia com o Pentium 4, tudo se repetiu no Pentium D.
A Intel precisava colocar dois núcleos com uma freqüência muito alta para conseguir um bom desempenho. A memória cache dos Pentium D é razoavelmente suficiente, porém como a Intel parou de investir neste tipo de CPU, atualmente os valores de memória e até a própria velocidade destes processadores não proporcionam bons resultados em games e aplicativos pesados.
Pentium Extreme Edition
Pelo nome não parece, mas os tais Pentium Extreme Edition são processadores de duplo núcleo também. A diferença entre estes e os Pentium D é, basicamente, que o Extreme Edition é um processador com dois Pentium 4 Extreme Edition trabalhando em conjunto. Com um desempenho um pouco melhor, algumas tecnologias a mais que auxiliam no trabalho pesado, este processador ganhou pouca fama, pois logo foi substituído por outros modelos.
O Pentium 4 Extreme Edition trabalhava com a tecnologia HT (a qual simulava dois processadores num só), a qual permitia um ganho de até 30% em múltiplas tarefas. Como o Pentium Extreme Edition é uma evolução, ele traz dois núcleos que operam com a tecnologia HT. Sendo assim, os dois núcleos do Pentium Extreme Edition simulam dois núcleos virtuais, de modo que o processador disponibiliza quatro núcleos para o sistema.
Core 2 Duo
Atualmente os Core 2 Duo estão entre os processadores mais cobiçados para jogos. Se comparado com os antigos processadores de dois núcleos da empresa, o novo Core 2 Duo mostram uma superioridade incrível. O grande motivo da diferença em desempenho é o novo sistema de núcleo da Intel.
O antigo Pentium D trabalhava com uma linha de processamento idêntica a dos Pentium 4, já o tal Core 2 Duo funcionam com a nova tecnologia Core. Com uma freqüência (velocidade) mais baixa, um pouco mais de memória interna, modos mais eficiente de compartilhamento de recursos e alguns outros detalhes, os Core 2 Duo são os processadores mais potentes no ramo dos Dual Core.
O Intel Core 2 Duo é indicado para jogos de última geração, edição de imagem e vídeo, programas matemáticos ou de engenharia e tarefas que requisitem alto processamento. Há vários modelos, sendo que os mais fortes não são viável para quem procura montar um PC econômico.
Pentium Dual Core
O Pentium Dual Core surgiu praticamente na mesma época do Core 2 Duo. Tendo a arquitetura (sistema interno de peças) baseada no Core 2 Duo, o Pentium Dual Core trouxe apenas algumas limitações. O tão falado FSB (barramento frontal) tem velocidade menor, a memória interna (cache) do processador é menor e os modelos disponíveis trazem clocks (velocidades) mais baixos.
Para o usuário que procura apenas navegar na internet e realizar tarefas simples, este processador pode ser uma excelente escolha, visto que a relação custo-benefício dele é uma das melhores quando se fala em processadores Intel de duplo núcleo.
Core 2 Quad
Descendentes dos Core 2 Duo, os novos Core 2 Quad nada mais são do que processadores com quatro núcleos e um sistema interno muito semelhante aos seus antecessores. Ainda novos no mercado, os Core 2 Quad apresentam desempenho relativamente alto, porém em algumas tarefas eles perdem para os Dual Core.
O grande problema nos “Quad Core” (termo adotado para falar a respeito de qualquer processador de quatro núcleos) é a falta de programas aptos a trabalhar com os quatro núcleos. Além disso, o custo destes processadores ainda não é ideal para os usuários domésticos.
Core 2 Extreme Quad Core
Apesar da grande desempenho apresentada pelos Core 2 Quad, a Intel conseguiu criar um processador quase idêntico com maior velocidade. Apresentando dois modelos com a velocidade de clock superior, a Intel criou estes processadores especificamente para gamers e usuários fanáticos por overclock.
A relação custo-benefício é péssima, pois custa quase o dobro dos Core 2 Quad e não fornecem o dobro de desempenho. Em jogos há um pequeno ganho de desempenho, mas nada extraordinário que valha realmente a pena.
Vale ressaltar que há processadores Core 2 Extreme de dois e quatro núcleos. Ao comprar um Core 2 Extreme é importante averiguar se o processador é de dois ou quatro núcleos, pois enganos acontecem e você pode acabar pagando por um processador Quad Core e levar um Dual Core muito cuidado!
A última palavra em tecnologia é o Core i7. A nova linha de processadores da Intel opera com quatro núcleos, velocidade semelhante a dos Core 2 Quad e quantidade de memória cache parecida. As mudanças são diversas, começando pelo suporte de memória DDR3 e abrangendo até o modo de comunicação com os outros itens do PC.
O novo Intel Core i7 traz a tecnologia HT, a qual simula múltiplos núcleos e tende a aumentar o desempenho significativamente para aplicações que trabalhem com a divisão de processamento. Segundo o site da Intel, estes novos processadores podem simular até oito núcleos, isso se o sistema operacional for compatível com a tecnologia.
Como estes processadores são lançamento, o preço deles é astronômico (dificilmente encontra-se um processador dessa linha por menos de mil reais), sendo indicado apenas para entusiastas e pessoas com muito dinheiro. O desempenho do Core i7 é sem dúvida superior a qualquer outro processador, no entanto talvez não seja uma boa idéia comprar estes processadores agora, visto que não há programas que exijam tamanho poder de processamento.
Processadores AMD
AMD Sempron
Uma escolha inteligente para quem quer desempenho no dia-a-dia diário.
Software de produtividade
Antivírus
Email
Internet
Música
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
AMD Athlon 64
Potência e desempenho em 64 bits.
Alto desempenho
Antivírus
Email
Internet
Música
Download de MP3
Jogos
Vídeo digital
Fotografia digital
Reprodução e gravação de DVDs
Software de produtividade.
Os recursos de 64 bits possibilitam a execução de aplicativos de 32 bits e preparam para o software de 64 bits do futuro.
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
A tecnologia Cool'n'Quiet™ da AMD proporciona redução do ruído e do consumo de energia.
Tecnologia HyperTransport™ para superior desempenho em multitarefa.
AMD Athlon 64 X2 Dual-Core
A potência e a desempenho do dual core para você fazer mais em menos tempo com dois processadores em um.
Antivírus
Email
Internet
Música
Download de MP3
Vídeo digital
Fotografia digital
Software de produtividade
Criação de música
Edição de vídeo digital.
Os recursos de 64 bits possibilitam a execução de aplicativos de 32 bits e preparam para o software de 64 bits do futuro.
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
A tecnologia Cool'n'Quiet™ da AMD proporciona redução do ruído e do consumo de energia.
Tecnologia HyperTransport™ para superior desempenho em multitarefa.
AMD Athlon 64 FX
Antivírus
Internet
Música
Fotografia digital
Vídeo digital
Software de produtividade
Jogos
E-mail
Reprodução e gravação de DVDs
Download de MP3
Alto desempenho
Os recursos de 64 bits possibilitam a execução de aplicativos de 32 bits e preparam para o software de 64 bits do futuro.
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
A tecnologia Cool'n'Quiet™ da AMD proporciona redução do ruído e do consumo de energia.
Tecnologia HyperTransport™ para superior desempenho em multitarefa.
*Como padrão, a Proteção Avançada contra Vírus só protegerá o sistemas operacionais Microsoft® Windows®, Linux, Solaris e BSD Unix do usuário. Após instalar apropriadamente a versão adequada do Windows, os usuários devem ativar a proteção de seus aplicativos e arquivos associados contra ataques por estouro do buffer de memória. Entre em contato com o fabricante do seu aplicativo para obter informações sobre o seu uso junto com a Proteção Avançada contra Vírus. A AMD e seus parceiros recomendam enfaticamente o uso de software antivírus de outros fornecedores como parte de sua estratégia de segurança.
Cada um desses processadores é de uma ótima qualidade e confiabilidade. Algumas pessoas têm medo de processadores da AMD porque a empresa não foi quem inventou o processador, mas o medo deles é apenas uma desorientação, porque a AMD é uma empresa muito competente e tem ótimos produtos como a Intel, que tem custo de seus produtos mais alto do que os AMD.
Todo computador, sem exceção, grande ou pequeno, possui pelo menos um processador. Existem centenas de processadores, cada um projetado para diferentes tarefas, e todos tem vantagens e desvantagens. Apesar da grande variedade de processadores, todos trabalham do mesmo jeito. Veremos tudo sobre processadores, como funciona, a história de alguns processadores que são considerados os percussores dos processadores que temos hoje.
Baseado no conjunto de instruções que um processador passa para o software, existem 3 coisas que ele pode fazer:
Como Funciona
- Executar cálculos e operações lógicas, algébricas e matemáticas
- Tomar decisões
- Executar novas instruções baseadas no veredicto da decisão
Essas três coisas fazem com que a memória se mova de uma localização para outra.
O processador olha para a RAM (Random Access Memory) e a ROM (Read Only Memory) para seguir instruções. Porém, quando o computador dá o boot, ele usa apenas a ROM (a BIOS). Computadores precisam da RAM e da ROM para funcionar corretamente. Como dados não podem ser escritos na ROM, a RAM é necessária para escrever informação. Mas, no entanto, os dados na RAM são perdidos quando não se tem energia, então a ROM que guarda os dados quando o computador está desligado.
Existem muitas linguagens de programação, as mais conhecidas são C e Visual Basic. Toda vez que um programador quer executar um programa que ele tenha criado, é necessário que ele compile o programa. A ação de compilar um programa é fazer com que o processador possa entender. – Assembly.
Pegue esse simples programa em C como exemplo (Não se preocupe em entender a programação):
0 a=1;
1 b=1;
2 while (a <= 5)
3 {
4 b = b * a;
5 a = a + 1;
6}
No programa existem duas variáveis, A e B, A tem um valor inicial de 1 e o b também. O programa faz com que enquanto A é menor ou igual a 5, B irá multiplicar A e A ficara A+1. Esses detalhes não são importantes. O que é importante é o que acontece depois, como o compilador muda o código.
0 CONB 1 // a=1;
1 SAVEB 128
2 CONB 1 // b=1;
3 SAVEB 129
4 LOADA 128 // if a > 5 the jump to 17
5 CONB 5
6 COM
7 JG 17
8 LOADA 129 // b=b*a;
9 LOADB 128
10 MUL
11 SAVEC 129
12 LOADA 128 // a=a+1;
13 CONB 1
14 ADD
15 SAVEC 128
16 JUMP 4 // loop back to if
17 STOP
Perceba como está agora, tudo consiste em instruções simples como LOAD, SAVE, JUMP etc. e como ele cresceu de tamanho para 17 linhas. Quando a conversão de assembly para binário, o nosso programa em C cresce 31 linhas.
Todas as 31 linhas de nosso programa de 6 linhas agora podem ser enviadas para o processador. A velocidade que o processador pode entender o nosso programa e computador os resultados chama-se ciclo de clock, ou clock clycle e é medido pelos Megahertz ou Gigahertz. Em cada ciclo de clock, o processador é capaz de fazer uma ação. O mais complicado do programa é, quanto de ciclos de clock irá precisar. É por isso que um processador de 1.5 GHz é mais rápido que um de 1GHz, o de 1.5 é capaz de realizar mais ciclos de clock em menos tempo. O processador também tem uma função chamada bit size. O bit size diz para o processador quantos bytes (Ou bits) o processador pode ler da RAM ao mesmo tempo. Um processador de 32-bit é capaz de receber 4 bytes de cada vez. Um processador de 933MHz (933 milhões de ciclos de clock por segundo) 32-bit pode computar 29, 856, 000, 000 bits por segundo ou 3, 732, 000, 000 bytes por segundo.
Transistores nos processadores
Tipo do processador Transistores Velocidade de Clock MIPS
8088 29, 000 5 MHz 0.33
80386 275, 000 16 MHz 5
Pentium 3, 100, 000 60 MHz 100
Pentium 4 42, 000, 000 1.5 GHz 1, 700
Nota: MIPS é quantos milhões de operações por segundo o processador é capaz de fazer.
O número de transistores em um processador afeta diretamente na velocidade e eficiência do mesmo. Com mais transistores, é possível fazer uma tecnologia que se chama pipelining. Enquanto apenas uma instrução pode ser processada por ciclo de clock, a tecnologia pipelining autoriza que algumas instruções podem estar em vários estágios do processo. Por exemplo, pode levar 4 ciclos de clock para alguma coisa ser processada. Durante esses 4 ciclos pode se ter 3 outras instruções que estão sendo processadas em diferentes estágios.
Processadores Intel
A fabricante número um de processadores do mundo disponibiliza sete modelos principais de CPUs com múltiplos núcleos. Talvez você já tenha visto nomes como “Dual Core”, “Core2Duo”, “Core2Quad” ou “Core i7”, no entanto pode ser que você não tenha a mínima idéia das diferenças reais entre eles.
A princípio é fácil perceber que um “Dual Core” possui dois núcleos, mas então o que o “Core2Duo” traz de diferente? Abaixo você vai conferir descrições sobre cada processador, porém este artigo visa apenas descrever as configurações internas de cada um e mostrar o tipo de tarefa que cada um desses CPUs foi designado, por isso não espere uma tabela comparativa com preços e indicações de qual é o melhor.
Pentium D
Lembra do antigo Pentium 4? Pois é, o Pentium D é a junção de dois processadores Pentium 4. Muitos usuários pensam que o Pentium D é um processador de núcleo duplo excelente, porém a história é um pouco diferente. Assim como acontecia com o Pentium 4, tudo se repetiu no Pentium D.
A Intel precisava colocar dois núcleos com uma freqüência muito alta para conseguir um bom desempenho. A memória cache dos Pentium D é razoavelmente suficiente, porém como a Intel parou de investir neste tipo de CPU, atualmente os valores de memória e até a própria velocidade destes processadores não proporcionam bons resultados em games e aplicativos pesados.
Pentium Extreme Edition
Pelo nome não parece, mas os tais Pentium Extreme Edition são processadores de duplo núcleo também. A diferença entre estes e os Pentium D é, basicamente, que o Extreme Edition é um processador com dois Pentium 4 Extreme Edition trabalhando em conjunto. Com um desempenho um pouco melhor, algumas tecnologias a mais que auxiliam no trabalho pesado, este processador ganhou pouca fama, pois logo foi substituído por outros modelos.
O Pentium 4 Extreme Edition trabalhava com a tecnologia HT (a qual simulava dois processadores num só), a qual permitia um ganho de até 30% em múltiplas tarefas. Como o Pentium Extreme Edition é uma evolução, ele traz dois núcleos que operam com a tecnologia HT. Sendo assim, os dois núcleos do Pentium Extreme Edition simulam dois núcleos virtuais, de modo que o processador disponibiliza quatro núcleos para o sistema.
Core 2 Duo
Atualmente os Core 2 Duo estão entre os processadores mais cobiçados para jogos. Se comparado com os antigos processadores de dois núcleos da empresa, o novo Core 2 Duo mostram uma superioridade incrível. O grande motivo da diferença em desempenho é o novo sistema de núcleo da Intel.
O antigo Pentium D trabalhava com uma linha de processamento idêntica a dos Pentium 4, já o tal Core 2 Duo funcionam com a nova tecnologia Core. Com uma freqüência (velocidade) mais baixa, um pouco mais de memória interna, modos mais eficiente de compartilhamento de recursos e alguns outros detalhes, os Core 2 Duo são os processadores mais potentes no ramo dos Dual Core.
O Intel Core 2 Duo é indicado para jogos de última geração, edição de imagem e vídeo, programas matemáticos ou de engenharia e tarefas que requisitem alto processamento. Há vários modelos, sendo que os mais fortes não são viável para quem procura montar um PC econômico.
Pentium Dual Core
O Pentium Dual Core surgiu praticamente na mesma época do Core 2 Duo. Tendo a arquitetura (sistema interno de peças) baseada no Core 2 Duo, o Pentium Dual Core trouxe apenas algumas limitações. O tão falado FSB (barramento frontal) tem velocidade menor, a memória interna (cache) do processador é menor e os modelos disponíveis trazem clocks (velocidades) mais baixos.
Para o usuário que procura apenas navegar na internet e realizar tarefas simples, este processador pode ser uma excelente escolha, visto que a relação custo-benefício dele é uma das melhores quando se fala em processadores Intel de duplo núcleo.
Core 2 Quad
Descendentes dos Core 2 Duo, os novos Core 2 Quad nada mais são do que processadores com quatro núcleos e um sistema interno muito semelhante aos seus antecessores. Ainda novos no mercado, os Core 2 Quad apresentam desempenho relativamente alto, porém em algumas tarefas eles perdem para os Dual Core.
O grande problema nos “Quad Core” (termo adotado para falar a respeito de qualquer processador de quatro núcleos) é a falta de programas aptos a trabalhar com os quatro núcleos. Além disso, o custo destes processadores ainda não é ideal para os usuários domésticos.
Core 2 Extreme Quad Core
Apesar da grande desempenho apresentada pelos Core 2 Quad, a Intel conseguiu criar um processador quase idêntico com maior velocidade. Apresentando dois modelos com a velocidade de clock superior, a Intel criou estes processadores especificamente para gamers e usuários fanáticos por overclock.
A relação custo-benefício é péssima, pois custa quase o dobro dos Core 2 Quad e não fornecem o dobro de desempenho. Em jogos há um pequeno ganho de desempenho, mas nada extraordinário que valha realmente a pena.
Vale ressaltar que há processadores Core 2 Extreme de dois e quatro núcleos. Ao comprar um Core 2 Extreme é importante averiguar se o processador é de dois ou quatro núcleos, pois enganos acontecem e você pode acabar pagando por um processador Quad Core e levar um Dual Core muito cuidado!
A última palavra em tecnologia é o Core i7. A nova linha de processadores da Intel opera com quatro núcleos, velocidade semelhante a dos Core 2 Quad e quantidade de memória cache parecida. As mudanças são diversas, começando pelo suporte de memória DDR3 e abrangendo até o modo de comunicação com os outros itens do PC.
O novo Intel Core i7 traz a tecnologia HT, a qual simula múltiplos núcleos e tende a aumentar o desempenho significativamente para aplicações que trabalhem com a divisão de processamento. Segundo o site da Intel, estes novos processadores podem simular até oito núcleos, isso se o sistema operacional for compatível com a tecnologia.
Como estes processadores são lançamento, o preço deles é astronômico (dificilmente encontra-se um processador dessa linha por menos de mil reais), sendo indicado apenas para entusiastas e pessoas com muito dinheiro. O desempenho do Core i7 é sem dúvida superior a qualquer outro processador, no entanto talvez não seja uma boa idéia comprar estes processadores agora, visto que não há programas que exijam tamanho poder de processamento.
Processadores AMD
AMD Sempron
Uma escolha inteligente para quem quer desempenho no dia-a-dia diário.
Software de produtividade
Antivírus
Internet
Música
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
AMD Athlon 64
Potência e desempenho em 64 bits.
Alto desempenho
Antivírus
Internet
Música
Download de MP3
Jogos
Vídeo digital
Fotografia digital
Reprodução e gravação de DVDs
Software de produtividade.
Os recursos de 64 bits possibilitam a execução de aplicativos de 32 bits e preparam para o software de 64 bits do futuro.
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
A tecnologia Cool'n'Quiet™ da AMD proporciona redução do ruído e do consumo de energia.
Tecnologia HyperTransport™ para superior desempenho em multitarefa.
AMD Athlon 64 X2 Dual-Core
A potência e a desempenho do dual core para você fazer mais em menos tempo com dois processadores em um.
Antivírus
Internet
Música
Download de MP3
Vídeo digital
Fotografia digital
Software de produtividade
Criação de música
Edição de vídeo digital.
Os recursos de 64 bits possibilitam a execução de aplicativos de 32 bits e preparam para o software de 64 bits do futuro.
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
A tecnologia Cool'n'Quiet™ da AMD proporciona redução do ruído e do consumo de energia.
Tecnologia HyperTransport™ para superior desempenho em multitarefa.
AMD Athlon 64 FX
Antivírus
Internet
Música
Fotografia digital
Vídeo digital
Software de produtividade
Jogos
Reprodução e gravação de DVDs
Download de MP3
Alto desempenho
Os recursos de 64 bits possibilitam a execução de aplicativos de 32 bits e preparam para o software de 64 bits do futuro.
A vantagem da segurança antivírus integrada com a Proteção Avançada contra Vírus* e o Windows® XP SP2.
A tecnologia Cool'n'Quiet™ da AMD proporciona redução do ruído e do consumo de energia.
Tecnologia HyperTransport™ para superior desempenho em multitarefa.
*Como padrão, a Proteção Avançada contra Vírus só protegerá o sistemas operacionais Microsoft® Windows®, Linux, Solaris e BSD Unix do usuário. Após instalar apropriadamente a versão adequada do Windows, os usuários devem ativar a proteção de seus aplicativos e arquivos associados contra ataques por estouro do buffer de memória. Entre em contato com o fabricante do seu aplicativo para obter informações sobre o seu uso junto com a Proteção Avançada contra Vírus. A AMD e seus parceiros recomendam enfaticamente o uso de software antivírus de outros fornecedores como parte de sua estratégia de segurança.
Cada um desses processadores é de uma ótima qualidade e confiabilidade. Algumas pessoas têm medo de processadores da AMD porque a empresa não foi quem inventou o processador, mas o medo deles é apenas uma desorientação, porque a AMD é uma empresa muito competente e tem ótimos produtos como a Intel, que tem custo de seus produtos mais alto do que os AMD.
Disco Rígido
Postado por
Cayc Salles
/
Comments: (0)
Por Vinícius Costa
Introdução
O disco rígido ou HD (Hard Disk) é o dispositivo de armazenamento de dados mais usado nos computadores. Nele, é possível guardar não só seus arquivos como também todos os dados do seu sistema operacional, sem o qual você não conseguiria utilizar o computador. Neste artigo, você verá alguns detalhes do funcionamento dos HDs e conhecerá alguns de seus recursos (como IDE, ATAPI, DMA, capacidade real, entre outros).
Componentes de um HD
Para que você possa compreender o funcionamento básico dos discos rígidos, precisa conhecer seus principais componentes. Os tão mencionados discos, na verdade, ficam guardados dentro de uma espécie de "caixa de metal". Essas caixas são seladas para evitar a entrada de material externo, pois até uma partícula de poeira pode danificar os discos, já que estes são bastante sensíveis. Isso significa que se você abrir seu disco rígido em um ambiente despreparado e sem o uso dos equipamentos e das técnicas apropriadas, as chances de você perdê-lo são extremamente grandes.
A parte inferior contém uma placa com chips. Trata-se da placa lógica, um item muito importante para o funcionamento do HD.
A placa lógica contém chips responsáveis por diversas tarefas. O mais comum é conhecido como controladora, pois gerencia uma série de itens do HD, como a movimentação dos discos e das cabeças de leitura/gravação (mostradas adiante), o envio e recebimento de dados entre os discos e o computador, e até rotinas de segurança.
Outro dispositivo comum à placa lógica é um pequeno chip de memória conhecido como buffer. Cabe a ele a tarefa de armazenar pequenas quantidades de dados durante a comunicação com o computador. Como esse chip consegue lidar com os dados de maneira mais rápida que os discos rígidos, ele agiliza o processo de transferência de informações.
Pratos e motor: esse é o componente que mais chama a atenção. Os pratos são os discos onde os dados são armazenados. Eles são feitos de alumínio (ou de um tipo de cristal) recoberto por um material magnético e por uma camada de material protetor. Quanto mais trabalhado for o material magnético (ou seja, quanto mais denso), maior é a capacidade de armazenamento do disco. Note que os HDs com grande capacidade contam com mais de um prato, um sobre o outro. Eles ficam posicionados sob um motor responsável por fazê-los girar. Para o mercado de PCs, é comum encontrar HDs que giram a 7.200 RPM (rotações por minuto), mas também há modelos que alcançam a taxa de 10 mil rotações, tudo depende da evolução da tecnologia. Até pouco tempo atrás, o padrão do mercado era composto por discos rígidos que giram a 5.400 RPM. Claro que, quanto mais rápido, melhor;
Cabeça e braço: os HDs contam com um dispositivo muito pequeno chamado cabeça (ou cabeçote) de leitura e gravação. Trata-se de um item de tamanho reduzido que contém uma bobina que utiliza impulsos magnéticos para manipular as moléculas da superfície do disco, e assim gravar dados. Há uma cabeça para cada lado dos discos. Esse item é localizado na ponta de um dispositivo denominado braço, que tem a função de posicionar os cabeçotes sob a superfície dos pratos. Olhando por cima, tem-se a impressão de que a cabeça de leitura e gravação toca nos discos, mas isso não ocorre. Na verdade, a distância entre ambos é extremamente pequena. A "comunicação" ocorre pelos já citados impulsos magnéticos;
Atuador: também chamado de voice coil, o atuador é o responsável por mover o braço sob a superfície dos pratos, e assim permitir que as cabeças façam o seu trabalho. Para que a movimentação ocorra, o atuador contém em seu interior uma bobina que é "induzida" por imãs.
Note que o trabalho entre esses componentes precisa ser bem feito. O simples fato da cabeça de leitura e gravação encostar-se à superfície de um prato é suficiente para causar danos a ambos. Isso pode facilmente ocorrer em caso de quedas, por exemplo.
Gravação e leitura de dados
A superfície de gravação dos pratos é composta de materiais sensíveis ao magnetismo (geralmente, óxido de ferro). O cabeçote de leitura e gravação manipula as moléculas desse material através de seus pólos. Para isso, a polaridade das cabeças muda numa freqüência muito alta: quando está positiva, atrai o pólo negativo das moléculas e vice-versa. De acordo com essa polaridade é que são gravados os bits (0 e 1). No processo de leitura de dados, o cabeçote simplesmente "lê" o campo magnético gerado pelas moléculas e gera uma corrente elétrica correspondente, cuja variação é analisada pela controladora do HD para determinar os bits.
Para a "ordenação" dos dados no HD, é utilizado um esquema conhecido como "geometria dos discos". Nele, o disco é "dividido" em cilindros, trilhas e setores.
As trilhas são círculos que começam no centro do disco e vão até a sua borda, como se estivesse um dentro do outro. Essas trilhas são numeradas da borda para o centro, isto é, a trilha que fica mais próxima da extremidade do disco é denominada trilha 0, a trilha que vem em seguida é chamada trilha 1, e assim por diante, até chegar à trilha mais próxima do centro. Cada trilha é dividida em trechos regulares chamados de setor. Cada setor possui uma determinada capacidade de armazenamento (geralmente, 512 bytes).
E onde entra os cilindros? Eis uma questão interessante: você já sabe que um HD pode conter vários pratos, sendo que há uma cabeça de leitura e gravação para cada lado dos discos. Imagine que é necessário ler a trilha 42 do lado superior do disco 1. O braço movimentará a cabeça até essa trilha, mas fará com que as demais se posicionem de forma igual. Isso ocorre porque o braço se movimenta de uma só vez, isto é, ele não é capaz de mover uma cabeça para uma trilha e uma segunda cabeça para outra trilha.
Isso significa que, quando a cabeça é direcionada à trilha 42 do lado superior do disco 1, todas as demais cabeças ficam posicionadas sob a mesma trilha, só que em seus respectivos discos. Quando isso ocorre, damos o nome de cilindro. Em outras palavras, cilindro é a posição das cabeças sobre as mesmas trilhas de seus respectivos discos.
Note que é necessário preparar os discos para receber dados. Isso é feito através de um processo conhecido como formatação. Há dois tipos de formatação: formatação física e formatação lógica. O primeiro tipo é justamente a "divisão" dos discos em trilhas e setores. Esse procedimento é feito na fábrica. A formatação lógica, por sua vez, consiste na aplicação de um sistema de arquivos apropriado a cada sistema operacional. Por exemplo, o Windows é capaz de trabalhar com sistemas de arquivos FAT e NTFS. O Linux pode trabalhar com vários sistemas de arquivos, entre eles, ext3 e ReiserFS.
Introdução
O disco rígido ou HD (Hard Disk) é o dispositivo de armazenamento de dados mais usado nos computadores. Nele, é possível guardar não só seus arquivos como também todos os dados do seu sistema operacional, sem o qual você não conseguiria utilizar o computador. Neste artigo, você verá alguns detalhes do funcionamento dos HDs e conhecerá alguns de seus recursos (como IDE, ATAPI, DMA, capacidade real, entre outros).
Componentes de um HD
Para que você possa compreender o funcionamento básico dos discos rígidos, precisa conhecer seus principais componentes. Os tão mencionados discos, na verdade, ficam guardados dentro de uma espécie de "caixa de metal". Essas caixas são seladas para evitar a entrada de material externo, pois até uma partícula de poeira pode danificar os discos, já que estes são bastante sensíveis. Isso significa que se você abrir seu disco rígido em um ambiente despreparado e sem o uso dos equipamentos e das técnicas apropriadas, as chances de você perdê-lo são extremamente grandes.
A parte inferior contém uma placa com chips. Trata-se da placa lógica, um item muito importante para o funcionamento do HD.
A placa lógica contém chips responsáveis por diversas tarefas. O mais comum é conhecido como controladora, pois gerencia uma série de itens do HD, como a movimentação dos discos e das cabeças de leitura/gravação (mostradas adiante), o envio e recebimento de dados entre os discos e o computador, e até rotinas de segurança.
Outro dispositivo comum à placa lógica é um pequeno chip de memória conhecido como buffer. Cabe a ele a tarefa de armazenar pequenas quantidades de dados durante a comunicação com o computador. Como esse chip consegue lidar com os dados de maneira mais rápida que os discos rígidos, ele agiliza o processo de transferência de informações.
Pratos e motor: esse é o componente que mais chama a atenção. Os pratos são os discos onde os dados são armazenados. Eles são feitos de alumínio (ou de um tipo de cristal) recoberto por um material magnético e por uma camada de material protetor. Quanto mais trabalhado for o material magnético (ou seja, quanto mais denso), maior é a capacidade de armazenamento do disco. Note que os HDs com grande capacidade contam com mais de um prato, um sobre o outro. Eles ficam posicionados sob um motor responsável por fazê-los girar. Para o mercado de PCs, é comum encontrar HDs que giram a 7.200 RPM (rotações por minuto), mas também há modelos que alcançam a taxa de 10 mil rotações, tudo depende da evolução da tecnologia. Até pouco tempo atrás, o padrão do mercado era composto por discos rígidos que giram a 5.400 RPM. Claro que, quanto mais rápido, melhor;
Cabeça e braço: os HDs contam com um dispositivo muito pequeno chamado cabeça (ou cabeçote) de leitura e gravação. Trata-se de um item de tamanho reduzido que contém uma bobina que utiliza impulsos magnéticos para manipular as moléculas da superfície do disco, e assim gravar dados. Há uma cabeça para cada lado dos discos. Esse item é localizado na ponta de um dispositivo denominado braço, que tem a função de posicionar os cabeçotes sob a superfície dos pratos. Olhando por cima, tem-se a impressão de que a cabeça de leitura e gravação toca nos discos, mas isso não ocorre. Na verdade, a distância entre ambos é extremamente pequena. A "comunicação" ocorre pelos já citados impulsos magnéticos;
Atuador: também chamado de voice coil, o atuador é o responsável por mover o braço sob a superfície dos pratos, e assim permitir que as cabeças façam o seu trabalho. Para que a movimentação ocorra, o atuador contém em seu interior uma bobina que é "induzida" por imãs.
Note que o trabalho entre esses componentes precisa ser bem feito. O simples fato da cabeça de leitura e gravação encostar-se à superfície de um prato é suficiente para causar danos a ambos. Isso pode facilmente ocorrer em caso de quedas, por exemplo.
Gravação e leitura de dados
A superfície de gravação dos pratos é composta de materiais sensíveis ao magnetismo (geralmente, óxido de ferro). O cabeçote de leitura e gravação manipula as moléculas desse material através de seus pólos. Para isso, a polaridade das cabeças muda numa freqüência muito alta: quando está positiva, atrai o pólo negativo das moléculas e vice-versa. De acordo com essa polaridade é que são gravados os bits (0 e 1). No processo de leitura de dados, o cabeçote simplesmente "lê" o campo magnético gerado pelas moléculas e gera uma corrente elétrica correspondente, cuja variação é analisada pela controladora do HD para determinar os bits.
Para a "ordenação" dos dados no HD, é utilizado um esquema conhecido como "geometria dos discos". Nele, o disco é "dividido" em cilindros, trilhas e setores.
As trilhas são círculos que começam no centro do disco e vão até a sua borda, como se estivesse um dentro do outro. Essas trilhas são numeradas da borda para o centro, isto é, a trilha que fica mais próxima da extremidade do disco é denominada trilha 0, a trilha que vem em seguida é chamada trilha 1, e assim por diante, até chegar à trilha mais próxima do centro. Cada trilha é dividida em trechos regulares chamados de setor. Cada setor possui uma determinada capacidade de armazenamento (geralmente, 512 bytes).
E onde entra os cilindros? Eis uma questão interessante: você já sabe que um HD pode conter vários pratos, sendo que há uma cabeça de leitura e gravação para cada lado dos discos. Imagine que é necessário ler a trilha 42 do lado superior do disco 1. O braço movimentará a cabeça até essa trilha, mas fará com que as demais se posicionem de forma igual. Isso ocorre porque o braço se movimenta de uma só vez, isto é, ele não é capaz de mover uma cabeça para uma trilha e uma segunda cabeça para outra trilha.
Isso significa que, quando a cabeça é direcionada à trilha 42 do lado superior do disco 1, todas as demais cabeças ficam posicionadas sob a mesma trilha, só que em seus respectivos discos. Quando isso ocorre, damos o nome de cilindro. Em outras palavras, cilindro é a posição das cabeças sobre as mesmas trilhas de seus respectivos discos.
Note que é necessário preparar os discos para receber dados. Isso é feito através de um processo conhecido como formatação. Há dois tipos de formatação: formatação física e formatação lógica. O primeiro tipo é justamente a "divisão" dos discos em trilhas e setores. Esse procedimento é feito na fábrica. A formatação lógica, por sua vez, consiste na aplicação de um sistema de arquivos apropriado a cada sistema operacional. Por exemplo, o Windows é capaz de trabalhar com sistemas de arquivos FAT e NTFS. O Linux pode trabalhar com vários sistemas de arquivos, entre eles, ext3 e ReiserFS.

