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Filtro anti-spam criado na Unicamp supera todos os competidores

Isabel Gardenal - Jornal da Unicamp - 16/09/2010


Em 2008, internautas brasileiros enviaram 2,7 trilhões de spams. No primeiro bimestre deste ano, o país passou à primeira posição no ranking mundial, após ter sido responsável por 7,7 trilhões somente em 2009.

"Isso é lamentável, porque não dispomos de respaldo jurídico contra esse tipo de fraude. Com isso, a situação tende a se agravar", prevê o pesquisador Tiago Agostinho de Almeida.

Tecnólogo em computação, Tiago desenvolveu em sua tese doutorado, defendida na Unicamp, um filtro para classificar automaticamente mensagens de e-mail: o MDL-CF Spam Filter.

Filtro anti-spam

O novo filtro, um método computacional que classifica os e-mails como spam ou como e-mail legítimo, deriva de duas técnicas: MDL (Minimum Description Length - Princípio da Descrição mais Simples) e CF (Confidence Factors - Fatores de Confidência).

O objetivo era oferecer uma classificação balanceada proporcionando uma alta taxa de bloqueio de spams e, simultaneamente, tomando os cuidados necessários para evitar classificação incorreta de um e-mail legítimo. "A nossa técnica mostrou-se simples, eficiente e rápida. Seus resultados indicam que ela é superior aos melhores filtros anti-spam que existem," garante Tiago.

Na maioria dos casos, os próprios servidores de e-mail oferecem filtros anti-spam, como o GMail, o Hotmail e o Yahoo. Entretanto, a sua eficácia depende diretamente dos seus usuários. "É preciso saber usar corretamente a ferramenta oferecida pelo gerenciador de e-mails. Se souberem, a eficácia pode chegar a 95%", garante o pesquisador.

Ele explica que o maior desafio dos filtros anti-spam é não classificar um e-mail legítimo como spam. Isso é considerado um erro grave, pois a mensagem acaba sendo enviada para a caixa de spams. "Os prejuízos podem ser enormes, pois o usuário pode não tomar conhecimento de uma informação muito importante."

Campeonatos de spam

O tecnólogo simulou campeonatos de spams com base em modelos existentes. Ele explica que grandes corporações como Google e Microsoft, com frequência, financiam estes eventos para avaliar os filtros anti-spam. No estudo de Almeida, foram simuladas três competições em que concorreram o filtro proposto contra 13 métodos consagrados.

"O MDL-CF obteve o melhor desempenho. Em uma situação real, ele teria sido tricampeão. O nosso filtro teve um melhor desempenho em relação aos métodos comparados, mesmo aqueles que partem de grandes corporações, que recebem um alto investimento e que têm uma grande equipe dando-lhes suporte", comemora ele.

O pesquisador pretende oferecer plug-ins para possibilitar uma maneira simples e eficaz de empregar o filtro MDL-CF em conjunto com os principais gerenciadores de e-mail disponíveis, como o Microsoft Outlook e o Mozilla Thunderbird. "Vamos tentar desenvolver os plug-ins e oferecê-los gratuitamente como uma forma de fazer com que o fruto dessa pesquisa seja usufruído pela sociedade", almeja.

Um único spam pode danificar o equipamento, pelo fato de muitas vezes vir acompanhado de vírus. A dica de Almeida é sempre verificar os e-mails de maneira consciente. "É preciso ter um filtro anti-spam instalado ou ainda usar os recursos anti-spam oferecidos pelo provedor. Além do filtro, existem outras ferramentas que devem ser empregadas para aumentar a segurança dos usuários, como um antivírus e um firewall, um programa que bloqueia acessos", aconselha.

Prejuízos dos spams

Os spams são enviados pelos spammers, pessoas que geralmente estão interessadas na comercialização de produtos. Existem também aqueles cuja intenção é prejudicar os usuários mediante o roubo de senhas, seja de alguma informação pessoal e até mesmo do uso do seu computador para enviar spams, uma prática que vem aumentando no Brasil.

Uma das consequências dos spams é que eles envolvem um custo elevado, difícil de ser calculado. Relaciona-se inclusive à perda da produtividade de funcionários nas empresas, que gastam o seu tempo lendo e apagando mensagens não solicitadas. O conteúdo é bastante abrangente. Fora os casos de transmissão de vírus, eles permeiam propagandas, pornografia, boatos, esquemas de enriquecimento ilícito e mensagens religiosas. Existem duas formas mais corriqueiras de se apropriar dos dados pessoais dos usuários.

Numa delas, o usuário se cadastra numa empresa idônea, o qual comercializa as informações de seus consumidores para os spammers. Outra é realizada através de um arquivo chamado cookie, que armazena as informações trocadas entre o navegador e o servidor.

Ao informar o endereço de e-mail mediante esses cookies, o site poderá usar aquela informação e vendê-la. "Existe uma máfia de compra e venda nesta direção", constata Almeida, e é muito difícil chegar à fraude. "O e-mail é uma presa fácil de ser burlada. Quem envia o spam não necessariamente é aquela pessoa. Os endereços que eles enviam em geral são inválidos."

Legislação contra os spams

Em alguns países há legislações que criminalizam o envio de spams. Os exemplos mais significativos são os Estados Unidos e países da Comunidade Europeia. Ambos têm meios legais e diferentes de condenar o envio de spams.

Nos Estados Unidos, o método adotado permite que o spam seja enviado desde que ele respeite algumas regras. Dentre elas, o endereço de e-mail do remetente deve ser verdadeiro e a mensagem deve conter um mecanismo explícito para que o usuário solicite nunca mais recebê-lo. "O que acontecer fora disso, é considerado ilegal. Se conseguirem pegar o spammer, ele poderá ser multado ou, até mesmo, preso", revela o tecnólogo.

Já na Europa, o método adotado não permite que o spammer envie qualquer tipo de mensagem sem o consentimento prévio do usuário. "Se enviar um primeiro spam que seja, ele já estará cometendo uma infração."

No Brasil, a realidade é outra. "Apesar de a situação ser alarmante, não existe uma regulamentação jurídica específica com relação ao spam", relata Almeida, enfatizando a urgência de uma medida que impeça essa prática.

O volume de spams vem crescendo de forma surpreendente no Brasil, diz o tecnólogo, em princípio porque o número de usuários está aumentando e muitos utilizam o computador de maneira desprotegida. Portanto, apesar de o país ser um grande emissor de lixo virtual, não significa que ele tenha o maior número de spammers, e sim que os usuários, por falta de conhecimento, acabam sendo alvos de spammers de outros países. O pesquisador também destaca que uma das estratégias mais utilizadas pelos spammers é "sequestrar" computadores de usuários comuns e utilizá-los para enviar mais spams.

Carne enlatada originou termo spam

Existem diversas versões a respeito da origem da palavra spam. A mais aceita afirma que o termo originou-se da marca SPAM, um tipo de carne enlatada da Hormel Foods Corporation, e foi associado ao envio de mensagens não solicitadas devido a um quadro do grupo humorístico inglês Monty Phython.

O episódio ironiza o racionamento de comida ocorrido na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. SPAM foi um dos poucos alimentos excluídos desse racionamento, o que eventualmente levou as pessoas a enjoarem do produto.

Esse quadro envolve um casal discutindo com uma garçonete em um restaurante a respeito da quantidade de SPAM presente nos pratos. Enquanto o casal pergunta por um prato que não contenha a carne enlatada, a garçonete repete constantemente a palavra SPAM. Eventualmente, a discussão faz com que um grupo bizarro de vikings, presente no local, comece a cantar "SPAM, amado SPAM, glorioso SPAM, maravilhoso SPAM!", "impossibilitando qualquer tipo de conversa, assim como o spam atrapalha a comunicação por e-mail", compara Almeida.

Vítimas dos spams
As maiores vítimas dos spams são pessoas que possuem endereços de e-mail bastante divulgados, como presidentes de grandes corporações. Alguns exemplos são o dono do domínio acme.com, Jef Poskanzer, e o empresário co-fundador da empresa de tecnologia Apple Inc, Steve Jobs.

De acordo com o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, em matéria veiculada na BBC News, o fundador da Microsoft - Bill Gates - recebe em média 4 milhões de e-mails por ano, sendo a grande maioria spams.

Curiosamente, Poskanzer recebia já em 2005 cerca de 1 milhão de spams por dia, quase 100 vezes mais que Bill Gates. "Sem os filtros anti-spam, provavelmente o sistema de e-mail não seria mais suportável", comenta Almeida.

O fato é que os spams são um negócio lucrativo, isso porque o e-mail é uma forma de comunicação muito barata e que atinge muitas pessoas simultaneamente. Desta forma, os spammers conseguem obter lucro mesmo que a taxa de resposta dos usuários seja baixa. Um estudo recente mostrou que mesmo um índice de resposta de 1 para cada 12,5 milhões de e-mails enviados ainda consegue gerar bons lucros aos spammers.

Em 2002, o mundo todo recebia em média 860 milhões de spams por dia. Para 2010, a Cisco Systems, empresa de segurança computacional, estimou que, em média, cerca de 300 bilhões de spams serão enviados diariamente, representando mais de 90% dos e-mails em circulação.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=filtro-anti-spam&id=010150100916

Microprojetor a laser vai equipar notebooks e celulares



Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, apresentaram um microprojetor tão micro que pode ser instalado em notebooks, telefones celulares e até em tocadores de MP3.

A projeção pode ser feita diretamente sobre a parede ou qualquer outra superfície, facilitando seu uso em ambientes comerciais e para entretenimento. O tamanho da imagem pode ser ajustado alterando a distância entre o projetor e a superfície de projeção.

Tela de 15"

Com uma cabeça de projeção de apenas 1 centímetro cúbico, e um tamanho total menor do que um cartão de crédito, o microprojetor projeta uma imagem equivalente a uma tela de 15 polegadas.

Outra grande vantagem do microprojetor é que ele consome pouca energia, necessitando em média 30% menos energia do que a tecnologia baseada em LEDs atualmente disponível no mercado.

Segundo Nicolas Abelé, da EPFL, os processos de fabricação e montagem já foram definidos, inclusive com a contratação dos fabricantes terceirizados, que fabricarão o aparelho sob controle da empresa emergente Lemoptix, que levantou 1,4 milhão de francos suíços em investimentos de risco no final de Agosto.

A expectativa é que o aparelho esteja disponível em 2011 para aplicações industriais, e no ano seguinte para eletrônicos de consumo.

Microespelhos
O microprojetor é baseado na tecnologia MEMS (sistemas microeletromecânicos), equipamentos de dimensões microscópicas com partes móveis e mecânicas controladas eletronicamente.

"Este microprojetor funciona usando minúsculos espelhos, que medem menos de um milímetro cada um. Posicionados sobre uma pastilha de silício, eles refletem feixes de laser vermelho, azul e verde," explica Maher Kayal, que desenvolveu a parte microeletrônica do aparelho.

O projetor propriamente dito, contido em um invólucro de vidro medindo 3 mm x 4 mm, oscila tão rapidamente que o laser pode ser projetado sobre uma superfície até 20.000 vezes por segundo. A resolução ainda é baixa em comparação com os projetores grandes, equivalente a uma imagem VGA (640 x 480px).

Pára-brisas e salas de cirurgia

Além do entretenimento e da área de negócios, os pesquisadores estão vislumbrando várias outras aplicações, em particular na indústria automobilística e até em salas de cirurgia.

Por exemplo, o microprojetor poderia ser utilizado para projetar informações diretamente no pára-brisas, como velocidade, informações do GPS, etc.

As aplicações médicas foram sugeridas pelas próprias empresas de tecnologia médica, que mostraram interesse em usar a tecnologia para projetar informações relacionadas a uma cirurgia diretamente sobre o paciente, evitando que o cirurgião tenha que levantar a cabeça para olhar para uma tela.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=microprojetor-laser-notebooks-celulares&id=020150100914

Mochila usa laser para mapear interior de edifícios


Estagiários do Google Street View logo poderão começar a mapear o interior de prédios e edifícios, onde os veículos não conseguem entrar - quem sabe criando um Google Indoor View.

Para isso, eles só precisarão usar uma "pequena" mochila criada por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Mochila cartógrafa

A mochila usa um sistema a laser para fazer o mapeamento 3D de ambientes internos, criando modelos tridimensionais realísticos do interior das construções.

Segundo os pesquisadores, a mochila é apenas o primeiro de uma série de sistemas similares totalmente portáteis, que funcionarão sem depender de robôs ou veículos, como os atuais.

A mochila de mapeamento opera em alta velocidade, capturando os dados enquanto o operador humano anda em ritmo normal. Os sistemas atuais, todos motorizados, levam dias ou até semanas para mapear o interior de um edifício.

Fusão de dados
"Nós também desenvolvemos novos algoritmos de fusão dos dados dos sensores que usam câmeras, rastreadores a laser e unidades de medição inercial para gerar um modelo 3D texturizado e fotorrealístico," diz o Dr. Avideh Zakhor, que coordenou o desenvolvimento da mochila.

Segundo ele, o maior desafio foi operar sem o uso do GPS, já que os receptores não funcionam em ambientes internos.

O uso de vários sensores facilita o processo de modelagem, mas exige que os dados dos vários sensores sejam registrados perfeitamente fundidos uns com os outros, a fim de gerar modelos precisos e perfeitamente alinhados.

Embora ressaltem que o sistema ainda precisa de aperfeiçoamento, os cientistas vislumbram o uso da tecnologia para modelar prédios inteiros e para criar visualizações interativas que permitirão que os usuários "andem" pelos edifícios sem precisarem estar fisicamente lá.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=mochila-laser-mapear-interior-edificios&id=010150100914

Tecnologia para trazer filmes 3-D para internet está pronta


Filmes 3-D na internet

Filmes como Avatar, Alice no País das Maravilhas e Toy Story já têm seu lugar garantido nas salas de cinemas e, mais recentemente, nas salas domésticas, graças aos televisores 3-D.

Mas o que falta para que a tecnologia de vídeo 3-D chegue à internet e aos computadores?

Falta uma forma eficiente de transmissão.

O problema é a taxa de transmissão de dados exigida pelos filmes tridimensionais. Os filmes em 3-D exigem um maior velocidade de transmissão do que os filmes 2-D porque pelo menos duas imagens são necessárias para a representação espacial de cada cena - uma tela 3-D tem sempre de mostrar duas imagens, uma para o olho esquerdo e outra para o olho direito.

Formato MVC

A solução, garantem pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, pode estar no formato MVC (Multiview Video Coding). Segundo eles, o MVC pode fazer pela transmissão de vídeos 3-D o que o formato H.264/AVC fez para os filmes HD.

O maior benefício do formato MVC é a redução da taxa de dados usada no canal de transmissão, mantendo a mesma qualidade de alta definição.

"O MVC compacta as duas imagens necessárias para o efeito estereoscópico 3-D, de forma que a taxa de bits dos filmes é reduzida significativamente," explica o Dr. Thomas Schierl, membro da equipe que está desenvolvendo o MVC.

Com o MVC, os filmes 3-D ficam até 40 por cento menores. O formato poderá ser usado tanto para transmissões pela internet quanto por qualquer outro meio, incluindo a transmissão tradicional pelo ar (broadcast).

"As TVs 3-D estão limitadas a reproduzir os filmes em 3-D a partir de discos Blu-Ray. O próximo passo será trazer o 3-D por meio de transmissões normais, ou através de canais de IPTV funcionando via DSL ou cabo," diz Schierl.

3-D sem óculos

Segundo o pesquisador, no futuro será possível desfrutar dos filmes em 3 dimensões sem precisar dos óculos 3-D. Isso porque o formato MVC tem as características técnicas para codificar e comprimir várias visões da cena.

Quando várias pessoas sentam-se no sofá para assistir um filme, cada uma tem um ângulo diferente de visão. Por isso, cada uma precisa ter uma visão independente - "o seu próprio filme 3-D".

O formato MVC comprime todos estes pontos de vista em um arquivo compacto ou em uma stream. Um receptor adequado poderá então decodificar essa informação e repassá-la para a televisão.

Segundo Schierl, a tecnologia é compatível com as TVs atuais, uma vez que o primeiro quadro a ser transmitido corresponde à visão de uma TV normal, que não será capaz de enxergar os outros quadros e os descartará.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=filmes-3-d-na-internet&id=010150100908

IBM lança microprocessador mais rápido do mundo


Processador z196

A IBM anunciou hoje os detalhes do chip mais rápido já fabricado pela empresa e, segundo ela, também o chip mais rápido do mundo.

O microprocessador é uma nova versão dos chips que equipam os mainframes da IBM, e começará a ser vendido aos clientes em 10 de setembro.

O processador z196 é um chip de quatro núcleos que contém 1,4 bilhão de transistores em uma área de 512 milímetros quadrados.

O chip foi produzido usando a tecnologia SOI (Silicon On Insulator) de 45 nanômetros.

O processador usa uma tecnologia proprietária da IBM chamada eDRAM (embedded DRAM), que permite colocar caches DRAM de alta densidade na mesma pastilha que os microprocessadores de alta velocidade, resultando em um melhor desempenho.

O z196 roda a uma frequência inédita de 5,2 GHz.

Chip ecológico

Apesar de oferecer uma capacidade de processamento 60% superior ao seu antecessor, a empresa garante que o z196 usa "aproximadamente" a mesma quantidade de eletricidade.

Essa eficiência energética foi alcançada por meio de avanços no projeto do microprocessador, do uso da tecnologia de silício de 45 nanômetros e de um sistema mais eficiente de conversão e distribuição da energia dentro do chip.

O z196 utiliza um sistema avançado de sensores e um firmware para controlar a refrigeração.

O programa monitora a temperatura do processador, fazendo ajustes com base nos fatores ambientais, incluindo temperatura, umidade do ar e até densidade do ar.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=microprocessador-mais-rapido-mundo-ibm&id=010150100903

Software de criatividade cria rede social para inovadores


Garimpeiros de ideias
Como garimpeiros em busca de ouro, as empresas estão dispostas a ir até os confins da terra para encontrar ideias inovadoras. Mas, como os garimpeiros, muitas vezes elas envelhecem procurando.

Com toda a sua importância, a inovação continua sendo um processo fundamentalmente misterioso, muitas vezes resultando de inesperados momentos de "eureca".

A inovação é crucial para a competitividade e é ela que impulsiona as principais empresas do mundo, mas suas razões últimas - por que ou como ela acontece - são questões ainda respondidas por opiniões pessoais, sem grande fundamentação.

Alguns especialistas apontam para locais de trabalho criativos, enquanto outros citam os esquemas de incentivo. Outros destacam o recrutamento como responsável por capturar os melhores e os mais brilhantes talentos, enquanto outra facção afirma que se deve promover a inspiração no ambiente de trabalho.

A única coisa que todos eles parecem ter em comum é que todos gostariam de descobrir um processo simples para encontrar seu ouro de forma confiável - e para encontrá-lo muitas vezes.

Automação da inovação

Enquanto isso, todos os outros setores do mundo empresarial, do orçamento à circulação de memorandos, têm as suas próprias ferramentas de software - e a inovação continua tendo que se contentar com lápis e guardanapos como suporte principal.

Há um certo ar de romantismo em tudo isso, mas a vida corporativa é focada em resultados. E resultados não podem depender muito de inspiração.

Entra em cena o projeto europeu Laboranova, que acaba de apresentar uma plataforma que fornece ferramentas para ajudar as empresas a gerar ideias, e a promover uma comunidade e uma cultura da inovação internas.

"Logo no início da pesquisa nós percebemos que uma única plataforma nunca poderia apoiar adequadamente todas as vias possíveis de inovação," conta Darren Morrant, gerente do projeto. "Na verdade, o próprio projeto tornou-se uma espécie de laboratório para o processo de inovação. Nós testamos diferentes formatos e abordagens para gerar ideias para criar novas ferramentas de apoio à inovação, e o que descobrimos foi surpreendente."

Para resumir os achados, não há um processo de inovação, há muitas rotas possíveis no caótico front da inovação.

O objetivo deve ser ajudar as pessoas a ter ideias e, em seguida, apoiá-las de todas as formas possíveis para que elas possam desenvolver suas ideias. "Descobrimos que diferentes abordagens servem a diferentes necessidades, diferentes empresas e diferentes situações," diz Morrant.

Suíte Inovação

Assim, em vez de construir uma plataforma para a inovação, o projeto Laboranova optou por desenvolver um conjunto de ferramentas de inovação que poderão funcionar em conjunto ou isoladamente. "Desta forma, as pessoas podem escolher as ferramentas mais úteis para o que quer que estejam tentando fazer," salienta o pesquisador.

Depois que o Laboranova desenvolveu uma atitude flexível para a geração e desenvolvimento de ideias, elas começaram a surgir o tempo todo. No final, a equipe criou mais de 18 conceitos e desenvolveu 10 ferramentas essenciais.

"Alguns conceitos nunca passaram da fase de ideia, alguns foram pouco desenvolvidos, mas, conforme o tempo passava e víamos o que poderíamos fazer e qual o impacto cada ideia poderia ter, selecionamos 10 programas essenciais que poderão responder às cinco fases de inovação que identificamos," conta Morrant.

Fases da inovação

As grandes fases da inovação identificadas pelos pesquisadores foram:


jogos de inovação, que promovem o pensamento criativo;
ferramentas para a apresentação de ideias em diferentes mídias;
ferramentas de suporte para os programas essenciais, como
mash-ups, que podem combinar diferentes programas centrais em uma única interface;
ferramentas de avaliação e
ferramentas para a criação de comunidades de compartilhamento e colaboração.

O RefQuest, por exemplo, é um jogo de inovação. O engine usa objetos de jogo, assim o software pode ser adaptado a qualquer aspecto de um negócio - os jogadores podem escolher entre desenvolver um processo ou um novo produto.

O jogo introduz a "geração disruptiva de ideias" usando criatividade aplicada, como pensamento lateral e outras técnicas.



O projeto europeu Laboranova criou uma plataforma que fornece ferramentas para ajudar as empresas a gerar ideias e promover uma comunidade e uma cultura da inovação internas. [Imagem: Laboranova]Assim que as ideias são geradas, elas precisam ser representadas ou catalogadas de alguma forma. Duas ferramentas permitem isso, o InnoTube e o Melodie.

O InnoTube é um YouTube para os negócios, onde os usuários podem fazer upload de conteúdo que outras pessoas poderão ver e comentar. Esta ferramenta já está sendo usada pela Lucent, que era parceira do projeto, em sua universidade corporativa.

Bolsa de valores de boas ideias

O programa Melodie, por outro lado, cria mapas visuais de um conjunto de ideias, como um MindMap. Os usuários podem comentar ou ampliar as ideias, e ideias similares são agrupadas. Ele fornece um leiaute visual instantâneo de múltiplas soluções para resolver um problema particular.

A avaliação é a fase seguinte do processo de inovação.

Para isso, o Laboranova desenvolveu um programa chamado Idem. Ele contém um elemento de geração de ideias que podem ser importadas pelas outras ferramentas. A sua maior força, no entanto, reside no seu papel como uma bolsa de valores de boas ideias. Ele também incorpora comentários feitos pelos usuários, avaliações e agregação das preferências dos usuários para apoiar a seleção das melhores ideias.

Segundo os pesquisadores, o Idem é uma forma poderosa de liberar a sabedoria das multidões, uma teoria que demonstra que um grande número de não-especialistas, ou mesmo o público em geral, muitas vezes faz escolhas melhores do que especialistas individuais.

Comunidade de inovação

A quarta fase se concentra no desenvolvimento de uma comunidade de inovação, através de ferramentas como o GreatLinks.

"O GreatLinks foi uma surpresa completa para mim," revela Morrant. "É simplesmente uma ferramenta muito útil".

Ele libera o potencial do bookmarking social e o coloca a serviço da empresa. O bookmarking social permite que as pessoas compartilhem seus links favoritos, e funciona como um sistema de avaliação, com toda a internet recrutada para ajudar.

A fase final do processo de inovação do Laboranova é o suporte para várias ferramentas. Os mash-ups, por exemplo, podem combinar as diferentes ferramentas-chave em uma interface unificada, para que os usuários possam ver todos os elementos em um único relance. Desta forma, as empresas podem selecionar o conjunto de ferramentas que melhor se adapta à sua cultura e às suas necessidades.

Software para inovação

No todo, é um conjunto de ferramentas impressionante, e a reação dos usuários foi muito positiva quando elas foram testadas em empresas como Fiat, Lucent e L'Oreal.

Agora os pesquisadores querem começar a comercializar algumas partes do trabalho, enquanto parceiros do projeto estão se propondo a incluir novas funcionalidades em ferramentas específicas.

O resultado é que o processo de inovação finalmente dispõe de um software dedicado a ajudar as empresas a encontrar seu ouro, e a encontrá-lo mais frequentemente.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=programa-criatividade-rede-social-inovadores&id=010150100826

Placas gráficas ameaçam sistema de segurança baseado em senhas


Senha de sete caracteres
O poder de processamento das placas gráficas começa a ameaçar o sistema de segurança da tecnologia da informação, baseada sobretudo em senhas escolhidas pelos usuários.

O alerta está sendo feito pelos pesquisadores Josh Davis, Richard Boyd e Carl Mastrangelo, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Geórgia, nos Estados Unidos.

O poder computacional das GPUs (Graphics Processing Units) foi considerado revolucionário ao trazer para os computadores comuns a capacidade de processamento dos supercomputadores de poucos anos atrás.

Os pesquisadores analisaram como se esse poder de cálculo, disponível para qualquer um, ao custo de algumas centenas de dólares, pode mudar o quadro da segurança da informação em todo o mundo - um quadro largamente dominado pelas senhas.

"Nós usamos processadores gráficos disponíveis no mercado para testar a integridade das senhas tipicamente usadas aqui na universidade e em vários outros lugares", conta Richard Boyd.

"Agora podemos dizer com certeza que uma senha de sete caracteres é absolutamente inadequada - e como o poder de processamento das GPUs continua a crescer a cada ano, a ameaça vai aumentar," diz o pesquisador.

Computadores paralelos multicore

Projetadas para lidar com as exigências cada vez maiores dos jogos de computador, as placas gráficas topo de linha são hoje capazes de processar informações a uma taxa de cerca de dois teraflops - um teraflop corresponde a um trilhão de operações de ponto flutuante por segundo.

Para colocar isso em perspectiva, no ano de 2000 o mais rápido supercomputador do mundo, um cluster de máquinas interligadas que custou US$110 milhões, alcançava pouco mais de sete teraflops.

As unidades de processamento gráficas são tão rápidas porque são projetadas como computadores paralelos. Na computação paralela, um dado problema é dividido entre vários processadores, chamados núcleos, e estes múltiplos núcleos (multicore) cuidam simultaneamente das diversas partes do problema.

Até recentemente, os processadores multicore das placas gráficas - fabricados por empresas como a Nvidia ou a AMD ATI - eram difíceis de usar para qualquer coisa que não fosse gerar gráficos para serem mostrados em um monitor de computador.

Para resolver um problema não-gráfico em uma GPU, o programador precisava codificar seu problema em termos gráficos, uma tarefa quase sempre muito difícil.

Quebra de senha por força bruta

Mas isso mudou em fevereiro de 2007, quando a Nvidia disponibilizou um kit de desenvolvimento com ferramentas que permitem que os usuários programem uma GPU diretamente usando a tradicional linguagem de programação C.

Isso tornou disponível todo o poder de processamento das GPUs para rodar uma técnica de quebra de senhas conhecida como "força bruta" - que envolve essencialmente tentar todas as senhas possíveis até encontrar aquela que dá acesso a um sistema.

Para senhas comuns - e os usuários costumam usar senhas compostas principalmente de letras minúsculas e formando palavras fáceis de serem lembradas - o programa resolve o desafio em muito pouco tempo.

"O tamanho é um fator importante na proteção contra a descoberta de uma senha por força bruta," explica Davis. "Se um teclado de computador contém 95 caracteres, cada vez que você adiciona outro caracter [na senha], a sua proteção sobe exponencialmente, por 95 vezes."

Frases como senhas

A complexidade também aumenta a segurança. Adicionar números, símbolos e caracteres maiúsculos aumenta significativamente o tempo necessário para decifrar uma senha por tentativa e erro.

Davis acredita que a melhor senha é uma frase inteira, de preferência uma que inclua números ou símbolos. Isso porque a frase é longa e complexa, mas fácil de lembrar. O problema é que a maioria dos sistemas não aceita senhas tão longas e nem mesmo aceita espaços.

Ele diz que qualquer senha menor do que 12 caracteres pode ser vulnerável - se não agora, estará vulnerável em breve, graças ao ritmo alucinante de aumento da capacidade de processamento das placas gráficas.


fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=placas-graficas-ameacam-sistema-seguranca-baseado-senhas&id=010150100902

Novo KDE para Linux e Mac OS é mais estável



SÃO PAULO – A comunidade KDE disponibilizou uma nova versão do seu ambiente de desktop para Linux e Mac OS X.

O KDE 4.3.0, também conhecido como Caizen, tece mais de 10 mil bugs arrumados e quase dois mil recursos implantados, todos criados a partir de exigências e sugestões de sua base de usuários.

A comunidade de desenvolvedores informou que mais de 700 colaboradores participaram do projeto. Entre as novidades, esta a integração com sistemas de geolocalização, novos gráficos, aplicativos atualizados e novos add-ons para o Plasma. O destaque fica por conta do KWin, o gerenciador de janelas com diversos efeitos gráficos em três dimensões.

O update inclui diversos pacotes, incluindo aplicações para desenvolvimento na web, ferramentas educacionais e programas de gerenciamento e administração de sistemas.

Segundo a equipe de desenvolvimento, a instalação funciona em todas as distribuições atuais do Linux. Versões dos aplicativos que acompanham o pacote também estão disponíveis para Windows e Mac OS X.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ti/novo-kde-para-linux-e-mac-os-e-mais-estavel-05082009-5.shl

PROXY


Proxy é um software de controle de dados que atende a requisições repassando os dados do cliente a frente. Um usuário (cliente) conecta-se a um servidor proxy, requisitando algum serviço, como um arquivo, conexão, website, ou outro recurso disponível em outro servidor.

Um servidor proxy pode, opcionalmente, alterar a requisição do cliente ou a resposta do servidor e, algumas vezes, pode disponibilizar este recurso sem nem mesmo se conectar ao servidor especificado. Pode também atuar como um servidor que armazena dados em forma de cache em redes de computadores. São instalados em máquinas com ligações tipicamente superiores às dos clientes e com poder de armazenamento elevado.

Esses servidores têm uma série de usos, como filtrar conteúdo, providenciar anonimato, entre outros.

Um HTTP caching proxy, por exemplo, permite que o cliente requisite um documento na World Wide Web e o proxy procura pelo documento em seu cache. Se encontrado, o documento é retornado imediatamente. Caso contrário, o proxy busca o documento no servidor remoto, entrega-o ao cliente e salva uma cópia no seu cache. Isso permite uma diminuição na latência, já que o servidor proxy, e não o servidor original, é acessado, proporcionando ainda uma redução do uso de banda.
Surgimento
O servidor proxy surgiu da necessidade de conectar uma rede local à Internet através de um computador da rede que compartilha sua conexão com as demais máquinas. Ou seja, se considerarmos que a rede local é uma rede "interna" e a Internet é uma rede "externa", podemos dizer que o proxy é que permite outras máquinas terem acesso externo.

Geralmente, máquinas da rede interna não possuem endereços válidos na Internet e, portanto, não têm uma conexão direta com a Internet. Assim, toda solicitação de conexão de uma máquina da rede local para um host da Internet é direcionada ao proxy, este, por sua vez, realiza o contato com o host desejado, repassando a resposta à solicitação para a máquina da rede local. Por este motivo, é utilizado o termo proxy para este tipo de serviço, que é traduzido para procurador ou intermediário. É comum termos o proxy com conexão direta com a Internet.


Exemplos de softwares
Squid
Microsoft Internet Security and Acceleration Server (ISA Server)
WinProxy
Winconnection
BlueCoat
Sonicwall
Polipo